Frases sobre distorção

Uma coleção de frases e citações sobre o tema da distorção, bem, ser, outro.

Frases sobre distorção

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“Para compreender a verdade tem de ter uma mente muito precisa e clara, e não uma mente inteligente, mas capaz de ver sem distorção, uma mente aberta e inocente.”

Jiddu Krishnamurti (1895–1986)

for to understand what truth is one must have a very sharp, clear, precise mind; not a cunning mind, not tortured, but a mind that is capable of looking without any distortion, a mind innocent and vulnerable
You Are the World: Authentic Reports of Talks and Discussions in ... - Página 25 http://books.google.com.br/books?id=fZu2AJiXY8cC&pg=PA25, J. Krishnamurti - Krishnamurti Foundation Trust Ltd., 2001, ISBN 8187326026, 9788187326021 - 164 páginas

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“O Cristianismo vai desaparecer. Vai diminuir e encolher. (…) Nós [Beatles] somos mais populares do que Jesus neste momento. Não sei qual vai desaparecer primeiro - o rock and roll ou o Cristianismo. Cristo não era mau, mas os seus discípulos eram obtusos e vulgares. É a distorção deles que estraga [o Cristianismo] para mim.”

John Lennon (1940–1980) foi um músico, cantor, compositor, escritor e ativista britânico

Entrevista ao jornal Evening Standard a 4 de Março de 1966. Esta frase foi tirada do contexto e muitas vezes mal citada como "os Beatles são maiores do que Jesus".
Atribuídas

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“Eu toquei com Toby Keith. Eu já o encontrei algumas vezes e gosto muito de seu estilo de show, tocando música Country com distorção. Eu gosto da energia dele. É claro que eu também sou um grande fã do Elvis. Eu toco 'Mystery Train' com Toby, que cantou muito bem.”

Joe Perry (1950) músico americano

em entrevista http://whiplash.net/materias/entrevistas/065046-aerosmith.html ao Chicago Sun Times (Traduzido por Marco Néo), dizendo sobre a sua iminente aparição no especial de TV em homenagem à Elvis Presley, transmitido pela ABC.

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Esta frase aguardando revisão.

“Não há Crime Grave o bastante para relativizar qualquer outro.

Em tempos de tantas justificativas vazias e malabarismos morais, parece que a régua da ética se elastificou — estica conforme a conveniência de quem julga, de quem fala, quiçá de quem tenta se eximir. 

Como se a existência de um erro maior tivesse o poder mágico e poético de diminuir ou até absolver um erro menor.

Mas definitivamente não tem.

Um crime não anula o outro. 

Não o equilibra. 

Nem o compensa. 

Apenas revela o quanto estamos dispostos a negociar princípios quando eles deixam de nos favorecer. 

É o velho impulso de apontar o dedo com uma mão enquanto a outra esconde aquilo que não queremos ver.

Relativizar o erro alheio com base em um erro maior é, no fundo, uma forma forçosamente elegante de aceitar o inaceitável. 

É transformar justiça em comparação, quando deveria ser compromisso. 

É escolher lados quando o certo seria escolher valores.

A lógica da compensação moral é sedutora porque alivia consciências. 

“Perto daquilo, isso nem é tão grave.”

E assim, aos poucos, vamos rebaixando o que deveria ser inegociável. 

Vamos nos acostumando com pequenas concessões que, somadas, constroem grandes e medonhas distorções.

O problema nunca foi apenas o tamanho do crime, mas a disposição em aceitá-lo quando convém. 

Porque quando a indignação depende de contexto, ela deixa de ser princípio e passa a ser estratégia.

E é nesse ponto que tudo se fragiliza, tudo se perde.

Quando começamos a pesar erros em balanças seletivas, já não estamos mais buscando justiça — estamos apenas escolhendo qual incoerência, qual injustiça estamos dispostos a defender.

No fim, não é sobre quem errou mais nem menos.

É sobre quem ainda se recusa a tratar o erro como erro, independentemente de quem o cometeu e como cometeu.”