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“Poema - Uma triste história de amor

Há Muito tempo
nos confins do universo
existia uma triste história de amor

A Morte se apaixonou pela solidão
e deste amor improvável
nasceu uma triste criança

A Solidão não suportava a sua tristeza
e todas as noites
ela era atormentada por sua terrível melancolia

A Morte ao escutar aquela criança chorar
seus olhos embargavam-se de sangue

O Universo estava em crise
os deuses questionavam a sua própria divindade
e a presença daquela inocente criança
faziam os diabos chorarem

Como em um conto de fadas
ou em uma poesia de amor
aquela criança trouxe a aquele mundo fantástico
sentimentos de dor

Mas que culpa tinha a pobre criança?

O brilho em seus olhos
expressavam a morte das estrelas
e as suas asas tão belas
eram negras como o próprio universo

A Solidão nunca foi capaz de amar
o seu próprio filho

E a sua paixão pela morte
era como uma sinfonia perfeita

A Morte não roubava a sua Solitude
e a solidão não entregava a Morte
sentimentos de dor

A Sinfonia de um relacionamento perfeito
deu origem a uma criança maldita

Com o universo em desequilíbrio
a solidão pegou o seu próprio filho em seus braços
e para não sacrificar a sua solitude
a arremessou no mundo dos homens

Essa criança sou eu…

A Minha alma foi aprisionada no corpo
de uma criança humana
eu cresci no lar de uma família
que nunca foi capaz de me amar

Caminhei sozinho durante noites solitárias
e as únicas coisas que me atraiam
eram as sinfonias das estrelas ao se apagarem

Eu sou o filho bastardo da solidão
e não há nada neste mundo
capaz de preencher o vazio que existe em meu peito

Se não fosse a música,
o diabo que vive em mim já teria enlouquecido

Eu passo noites de insônia acordado
escutando as mais melancólicas sinfonias
esperando que em uma bela manhã
a morte venha me encontrar

Deitado submerso em uma banheira
repleta de água
eu vejo o sangue dos meus punhos
fundirem-se com a canção das estrelas

A Solidão chorava por ter abandonado o seu próprio filho
e aquela pobre criança
que a muito tempo foi arremessada no mundo dos homens
sorri pela primeira vez
submersa em uma banheira de sangue”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro

Fonte: Niilismo, Filosofia

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“É melhor ser abacaxi, porque daí todo mundo ia querer chupar”

Ivete Sangalo (1972) cantora, compositora, instrumentista, atriz, apresentadora e empresária brasileira

No dia 16, no Esporte Espetacular, sobre as torcidas de futebol cantarem sua música nos estádios

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“Sofrer e chorar significa viver.”

Fiódor Dostoiévski (1821–1881) escritor russo

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“O erro é uma coisa positiva, porque, por ele, chega-se a descobrir a verdade.”

Notas do Subterrâneo ou Memórias do subsolo, Crime e Castigo

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“Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar. É da empresa privada o seu passo em frente, seu pão e seu salário. E agora não contente querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence.”

Bertolt Brecht (1898–1956)

no poema "Privatizado "
fontes; Em portugues tem duas obras que citam a frase:
4 x Brasil: itinerários da cultura brasileira - página 84 https://books.google.com.br/books?id=cvMrAAAAYAAJ&q=Privatizaram+sua+vida,+seu+trabalho,+sua+hora+de+amar+e+seu+direito+de+pensar.+%C3%89+da+empresa+privada+o+seu+passo+em+frente,+seu+p%C3%A3o+e+seu+sal%C3%A1rio.+E+agora+n%C3%A3o+contente+querem+privatizar+o+conhecimento,+a+sabedoria,+o+pensamento,+que+s%C3%B3+%C3%A0+humanidade+pertence&dq=Privatizaram+sua+vida,+seu+trabalho,+sua+hora+de+amar+e+seu+direito+de+pensar.+%C3%89+da+empresa+privada+o+seu+passo+em+frente,+seu+p%C3%A3o+e+seu+sal%C3%A1rio.+E+agora+n%C3%A3o+contente+querem+privatizar+o+conhecimento,+a+sabedoria,+o+pensamento,+que+s%C3%B3+%C3%A0+humanidade+pertence&hl=pt-BR&sa=X&ei=EB9fVd-DMIixggT-zIGICw&ved=0CCEQ6AEwAQ, Fernando Luis Schüler, Gunter Axt, Artes e Ofícios, 2005, ISBN 8574211273, 9788574211275, 270 páginas
Redação Oficial: conforme decreto no 4.176/28.3.2002 - página 221 https://books.google.com.br/books?id=6CiHEsl0zXYC&pg=PA221, EDWALDO CRUZ, Editora UFAL, 2008, ISBN 8571774005, 9788571774001, 280 páginas
Ver ainda http://web.onda.com.br/charlesb/citacao/Bertold_Brecht.htm
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