Vous demandez comment le sentiment d'aimer pourrait survenir. Elle vous répond : Peut-être d'une faille soudaine dans la logique de l'univers. Elle dit : Par exemple d'une erreur. Elle dit : jamais d'un vouloir.
"La maladie de la mort" - páginas 39-52, Marguerite Duras, Paris, Les Éditions de Minuit, 1982.
Esta frase aguardando revisão.
“O que sobraria de nós, se pudéssemos desumanizar todos os que julgamos desprovidos de santidade?
Talvez restasse muito pouco — ou nada — não deles, mas de nós mesmos.
Porque, ao retirar do outro a sua condição humana, não estamos apenas julgando; estamos também esculpindo os contornos do nosso próprio abismo.
A desumanização nunca é um ato isolado: ela reverbera, ecoa, corrói silenciosamente aquele que a pratica.
É tentador acreditar que a falha alheia nos autoriza a elevar muros morais, como se pudéssemos habitar um território puro, livre das contradições que enxergamos nos outros.
Mas essa pureza é uma ficção assustadoramente confortável.
A linha que separa o “santo” do “profano” não é um muro — é um fio tênue que atravessa cada um de nós.
Quando negamos humanidade ao outro, fazemos isso porque reconhecemos, ainda que inconscientemente, algo dele em nós que nos incomoda.
A imperfeição alheia funciona como um espelho indesejado.
E, incapazes de sustentar esse reflexo, preferimos quebrá-lo — mesmo que isso custe a nossa própria integridade.
No fim, desumanizar é uma forma de fugir.
Fugir da complexidade, da empatia, da responsabilidade de reconhecer que ninguém é inteiramente digno de santidade — e, ao mesmo tempo, ninguém é completamente destituído dela.
Se pudéssemos, de fato, retirar a humanidade de todos os que julgamos indignos, talvez descobríssemos tarde demais que éramos os últimos a permanecer… e já não haveria mais nada de humano em nós para sustentar essa medonha solidão.”
Última atualização 17 de Abril de 2026.
História
Tópicos
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Heinrich Heine
(1797–1856)
Variante: Nunca admiro o acto ou o facto, mas apenas o espírito humano. O acto, o facto, são vestimentas e a história não é mais do que o velho guarda-roupa do espírito humano.