Frases sobre revolução
página 3

Benito Mussolini photo

“É necessário que, num dado momento, o operário, o trabalhador da terra, possa dizer a si mesmo e aos seus: hoje, graças às instituições que a Revolução Fascista criou, estamos realmente bem.”

Benito Mussolini (1883–1945) político italiano

Em discurso http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/corporativo.html#bm1 de 14 de novembro de 1933.

Albert Camus photo
Pierre Joseph Proudhon photo

“Creio que não temos necessidade dela (revolução) para ter sucesso e que, consequentemente, não devemos apresentar a ação revolucionária como um meio de reforma social, porque isso induzirá um apelo à força, à arbitrariedade, em suma, uma contradição.”

Pierre Joseph Proudhon (1809–1865) político francês

I believe we have no need of it in order to succeed; and that consequently we should not put forward revolutionary action as a means of social reform, because that pretended means would simply be an appeal to force, to arbitrariness, in brief, a contradiction. <br class="br">Proudhon To Marx (Correspondências de Pierre-Joseph Proudhon) - 17 maio 1846, https://www.marxists.org/reference/subject/economics/proudhon/letters/46_05_17.htm

Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
Henry Miller photo
Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
Aleksandr Dugin photo
Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
Emma Goldman photo
Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
Theodore Kaczynski photo
Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
Lucy Parsons photo
Esta frase aguardando revisão.

“Talvez se os “de bem” se libertassem da hipocrisia, já seria o bastante para resolver metade dos problemas no mundo.

Isso incomoda porque expõe uma contradição silenciosa: o rótulo de “bem” muitas vezes não nasce de virtude, mas de conveniência.

É mais fácil vestir a moral como um uniforme do que praticá-la como um exercício diário.

A hipocrisia, nesse cenário, deixa de ser um desvio e passa a ser um mecanismo de proteção — um escudo que permite condenar no outro aquilo que não se quer reconhecer em si mesmo.

Há uma espécie de conforto em apontar o erro alheio.

Ele cria a ilusão de superioridade sem exigir transformação.

Enquanto isso, a coerência — essa sim, exigente — cobra silêncio antes do julgamento, escuta antes da reação, e, principalmente, revisão antes da acusação.

Não é à toa que ela é tão rara.

O problema não está apenas nos que erram, mas nos que se absolvem com facilidade demais.

Porque quando a régua moral muda de acordo com o interesse, o conceito de “bem” se torna elástico, moldado pela conveniência e não pela consciência.

E aí, o discurso vira palco, mas a prática continua nos bastidores — muitas vezes em desacordo com tudo o que se defende em voz alta.

Libertar-se da hipocrisia não é só um gesto grandioso, é um exercício muito incômodo.

Exige reconhecer falhas sem terceirizá-las, alinhar discurso e atitude, e abrir mão da necessidade constante de só parecer certo.

Talvez por isso seja tão evitado: porque é mais difícil ser íntegro do que parecer correto.

Se metade dos problemas do mundo nascem dessa incoerência cotidiana, então a solução não está em grandes revoluções, mas em pequenos alinhamentos.

Menos discurso inflamado, mais prática silenciosa.

Menos julgamento, mais autocrítica.

Menos aparência de virtude, mais esforço real para vivê-la.

No fim, não é sobre deixar de errar — isso é inevitável.

É sobre deixar de fingir que não erramos.

Porque, talvez, o verdadeiro “bem” comece justamente onde termina a necessidade de parecer bom.

Sem a covardia de muitos que se julgam bons, os maus jamais subsistiriam.”

Alessandro Teodoro