Frases sobre reclamação

Uma coleção de frases e citações sobre o tema da reclamação, ideia, ser, todo.

Frases sobre reclamação

“Em todas as circunstâncias


Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. v.18


Em nosso bairro, reclamamos muito sobre as constantes quedas de energia. Elas podem ocorrer até três vezes numa semana e duram até 24 horas, mergulhando o bairro na escuridão. É difícil suportar esse inconveniente quando não podemos usar os aparelhos domésticos básicos.

Nossa vizinha, que é cristã, muitas vezes pergunta: “Isso é algo pelo qual devemos agradecer a Deus?” Ela está se referindo a 1 Tessalonicenses 5:18: “Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” Nós sempre dizemos: “Sim, claro, damos graças a Deus em todas as coisas.” Mas essa maneira tímida de dizermos é negada pela nossa reclamação cada vez que a energia é interrompida.

Certo dia, porém, a nossa crença de que devemos agradecer a Deus em todas as circunstâncias assumiu um novo significado. Voltei do trabalho para encontrar nossa vizinha visivelmente abalada, dizendo: “Graças a Deus que faltou energia. Minha casa teria queimado e minha família e eu teríamos perecido!”

Um caminhão de coleta de lixo tinha atingido o poste de eletricidade na frente de sua casa e derrubado os cabos de alta-tensão sobre várias casas. Se os cabos estivessem energizados, as mortes teriam sido inevitáveis.

As circunstâncias difíceis que enfrentamos podem dificultar a nossa gratidão. Podemos ser gratos ao nosso Deus, que vê em cada situação uma oportunidade para que confiemos nele — quer vejamos ou não os Seus propósitos.

Pela graça de Deus 
podemos ser gratos em todas as coisas. Lawrence Darmani”

pão_diário_é_só_noticias_boas

Albert Camus photo
Rita Lee photo
Tati Bernardi photo
Aloysio Nunes photo
Mahátma Gándhí photo
Jeffrey Eugenides photo
Victor Hugo photo

“Aí desaparece o desinteresse e divisa-se o vago esboço do demónio; cada qual para si. O eu sem olhos uiva, procura, apalpa e rói. Existe nesse golfão o Ugolino social.
As figuras ferozes que giram nessa cova, quase animais, quase fantasmas, não se ocupam do progresso universal, cuja ideia ignoram; só cuidam de saciar-se cada uma a si mesma. Quase lhes falta a consciência, e parece haver uma espécie de amputação terrível dentro delas. São duas as suas mães, ambas madrastas: a ignorância e a miséria. O seu guia é a necessidade; e para todos as formas de satisfação, o apetite. São brutalmente vorazes, quer dizer, ferozes; não à maneira do tirano, mas à maneira do tigre. Do sofrimento passam estas larvas ao crime; filiação fatal, geração aterradora, lógica das trevas. O que roja pelo entressolo social não é a reclamação sufocada do absoluto; é o protesto da matéria. Torna-se aí dragão o homem. Ter fome e sede é o ponto de partida; ser Satanás é o ponto de chegada. Esta cova produz Lacenaire.
Acima viu o leitor, no livro quarto, um dos compartimentos da mina superior, da grande cova política, revolucionária e filosófica, onde, como acabou de ver, é tudo pobre, puro, digno e honesto; onde, sem dúvida, é possível um engano, e efectivamente os enganos se dão; mas onde o erro se torna digno de respeito, tão grande é o heroísmo a que anda ligado. O complexo do trabalho que aí se opera chama-se Progresso.
Chegada é, porém, a ocasião de mostrarmos ao leitor outras funduras, as profunduras medonhas.
Por baixo da sociedade, insistimos, existirá sempre a grande sopa do mal, enquanto não chegar o dia da dissipação da ignorância.
Esta sopa fica por baixo de todas e é inimiga de todas. É o ódio sem excepção. Não conhece filósofos; o seu punhal nunca aparou penas. A sua negrura não tem nenhuma relação com a sublime negrura da escrita. Nunca os negros dedos que se crispam debaixo desse tecto asfixiante folhearam um livro ou abriram um jornal. Para Cartouche, Babeuf é um especulador; para Schinderhannes, Marat é um aristocrata. O objetivo desta sopa consiste em abismar tudo.
Tudo, inclusive as sapas superiores que esta aborrece de morte. No seu medonho formigar, não se mina somente a ordem social actual: mina-se a filosofia, a ciência, o direito, o pensamento humano, a civilização, a revolução, o progresso. Tem simplesmente o nome de roubo, prostituição, homicídio e assassinato. As trevas querem o caos. A sua abóbada é formada de ignorância.
Todas as outras, as de cima, têm por único alvo suprimi-la, alvo para o qual tendem a filosofia e o progresso, por todos os seus órgãos, tanto pelo melhoramento do real, como pela contemplação do absoluto. Destruí a sapa Ignorância, e teres destruído a toupeira do Crime.
Humanidade quer dizer identidade. Os homens são todos do mesmo barro. Na predestinação não há diferença nenhuma, pelo menos neste mundo. A mesma sombra antes, a mesma carne agora, a mesma cinza depois. Mas a ignorância misturada com a massa humana enegrece-a. Essa negrura comunica-se ao interior do homem, e converte-se no Mal.”

Victor Hugo livro Os Miseráveis

Les Misérables: Marius

Al Gore photo