Esta frase aguardando revisão.

“Os políticos-influencers são Especialistas só em duas coisas: gerar Despesas e Conteúdo para a Política do Espetáculo.

Vivemos um tempo em que a Visibilidade passou a ser confundida com Relevância.

Em vez de prestar contas dos resultados, muitos Agentes Públicos passaram a Caçar likes, comentários, compartilhamentos, engajamento.

A Política, que deveria ser o espaço do planejamento, da negociação e da construção de Soluções Coletivas, transforma-se, frequentemente, em um Palco onde a Performance vale muito mais do que a Entrega.

Não há problema algum em um representante usar as Redes Sociais para informar, dialogar e prestar contas.

Muito pelo contrário: transparência e diálogo com o público são partes importantes da Democracia.

O problema surge quando a comunicação deixa de ser instrumento e se torna finalidade.

Quando a câmera passa a determinar a agenda, o gesto simbólico substitui a ação concreta e o algoritmo passa a valer mais do que o Interesse Público.

Nesse cenário, a lógica do Espetáculo produz uma inversão muito perigosa.

O anúncio importa mais que a obra.

A polêmica rende mais do que a proposta.

Vídeos viralizam, enquanto os problemas permanecem.

O mandato deixa de ser medido por Políticas Públicas eficientes e passa a ser avaliado pelo alcance das publicações.

O custo dessa transformação não se limita ao orçamento destinado à divulgação ou à produção de conteúdo.

O maior prejuízo é institucional.

A confiança nas instituições se desgasta quando a população percebe que há Excesso de Marketing e Escassez de Resultados.

A política perde profundidade, o debate público empobrece e temas complexos passam a ser tratados como produtos de consumo rápido.

Democracias sólidas precisam de representantes que Comuniquem bem, mas, acima de tudo, que Governem bem.

A boa presença digital deve ser consequência de um trabalho consistente, e não um substituto para ele.

Afinal, a função de um mandato não é colecionar visualizações, mas produzir transformações que resistam ao tempo — mesmo quando as câmeras já foram desligadas.”

Última atualização 5 de Julho de 2026. História

Citações relacionadas

“Não tenho vocação para a política e não quero ser político. Quero apenas colaborar com as políticas públicas e com políticos que merecem meu respeito.”

Aziz Ab'Sáber (1924–2012)

Ciência Hoje, julho de 1992, pág. 54.. <br class="br">Fonte: &quot;AB&#x27;SABER, Aziz. Aziz Nacib Ab&#x27;Saber: O xeque da geografia.&quot;, Ciência Hoje, vol. 14, nº 82. Julho de 1992. (Entrevista concedida a Carmen Weingrill e Vera Rita Costa). Disponível em: &lt; http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/arquivos/o-xeque-da-geografia.pdf&gt;. Acesso em 2 de junho de 2014.

Joss Whedon photo
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Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?
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“Ser político é politicamente correto?”

Alex Periscinoto (1925)

pessoal http://bloglog.globo.com/alexperiscinoto/blogue

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“⁠Para fazer frente à enxurrada de eleitores apaixonados, basta uma enxurrada de políticos-influencers igualmente apaixonados.


Talvez isso soe como ironia, mas talvez seja também um retrato fiel do nosso tempo.


Em uma era em que a atenção se tornou moeda de troca e a emoção passou a disputar espaço com os fatos, a política parece cada vez menos um campo de deliberação e cada vez mais um mercado de engajamento.


O eleitor apaixonado não procura apenas propostas.


Procura pertencimento, identidade e reconhecimento.


Quer sentir que faz parte de uma causa maior do que si mesmo.


Nesse ambiente, argumentos cuidadosamente construídos muitas vezes perdem terreno para frases de efeito, vídeos curtos e narrativas capazes de provocar indignação, esperança ou medo em poucos segundos.


Não surpreende, então, que os políticos se adaptem à lógica vigente.


Se a arena pública recompensa visibilidade, surgem os políticos-influencers.


Se a paixão mobiliza mais do que a ponderação, multiplica-se a encenação da paixão.


O resultado é uma dinâmica medonha em que representantes e representados passam a se retroalimentar emocionalmente, cada grupo incentivando no outro exatamente aquilo que mais dificulta o diálogo.


Mas há um risco evidente nessa simetria.


Quando a política se transforma em um espelho de afetos intensificados, a mediação perde valor.


A dúvida vira fraqueza.


A complexidade vira obstáculo.


A prudência passa a parecer falta de convicção.


E a própria atividade política, que deveria lidar com interesses conflitantes e problemas multifacetados, é pressionada a se comportar como entretenimento permanente.


E daí nasce a política do espetáculo.


Talvez a questão não seja apenas a existência de eleitores apaixonados ou de políticos-influencers.


Paixões sempre estiveram presentes na vida pública.


O problema surge quando a paixão deixa de ser combustível para a participação e passa a ser critério único para julgar a realidade.


Nesse ponto, a intensidade do sentimento substitui a qualidade do argumento.


A democracia depende de entusiasmo, mas também de freios.


Depende de convicções, mas igualmente de disposição para revisar certezas.


Se a resposta para uma enxurrada de eleitores apaixonados for apenas uma enxurrada de políticos-influencers igualmente apaixonados, talvez estejamos apenas aumentando o volume da correnteza, sem perguntar para onde ela está nos levando.


E correntes muito fortes têm uma característica bastante curiosa: arrastam não apenas aqueles que desejam avançar, mas também aqueles que já deixaram de distinguir movimento de direção.”

Alessandro Teodoro

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“Há duas maneiras de fazer política. Ou se vive 'para' a política ou se vive 'da' política. Nessa oposição não há nada de exclusivo. Muito ao contrário, em geral se fazem uma e outra coisa ao mesmo tempo, tanto idealmente quanto na prática”

Max Weber (1864–1920) Jurista e sociólogo alemão

"Ciência e Política: Duas Vocações" - Página 64, Max Weber - Editora Cultrix, 2004, ISBN 8531600472, 9788531600470 - 128 páginas

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