“Num mundo onde quase tudo se polariza, são os asseclas que têm o líder que merecem, não todo um povo.
Pois, onde quase tudo se polariza, tornou-se muito comum culpar povos inteiros pelos desvarios de alguns.
É um erro bastante confortável, porém recheado de injustiça.
Povos são plurais, contraditórios, cheios de silêncios e consciências que não gritam.
Quem grita costuma ser minoria — mas faz barulho suficiente para parecer maioria.
Os Asseclas Apaixonados, esses sim, escolhem.
Escolhem seguir sem questionar, repetir sem compreender, defender sem ponderar.
Não são conduzidos apenas pela falta de opção, mas pela abdicação do senso crítico.
O líder que os representa não surge do nada: ele se molda à conveniência dos que preferem terceirizar o próprio juízo em troca de pertencimento.
Já o povo… o povo trabalha, sofre, discorda em silêncio, resiste como pode.
Nem sempre tem voz, nem sempre tem palco.
Generalizá-lo é repetir a injustiça que a polarização produz: reduzir a complexidade humana a rótulos fáceis.
Por isso, quando um líder se revela pequeno, autoritário ou ruidoso demais, não é todo um povo que ele traduz — são apenas os que o seguem de olhos fechados.
A Responsabilidade não é coletiva por conveniência; é individual por Escolha.
E é essa distinção que impede que a crítica vire preconceito, e que a lucidez se perca nos ruídos dos extremos.”
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“E o povo, onde está o povo que não se levanta?”
25 de agosto de 1961, ao lado da esposa, no Aeroporto de Cumbica
Renúncia
“Estou bastante modesto. Não gostaria de dizer ao povo que sou um líder.”
Atribuídas
“Tudo farei para o povo, mas nada pelo povo.”
Citado em Joffily, Bernardo. Istoé Brasil, 500 anos p. 52. Grupo de Comunicação Três: São Paulo, 1998. ISBN 85-7368-154-3 (7 de abril de 1834) Antes de abdicar e após perder o apoio popular.
Fonte: www.youtube.com/watch?v=cjn-Pg9wj4s
“Líderes vão e vem, mas o povo permanece. Apenas o povo é imortal.”