Frases de Valerie Solanas

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Valerie Solanas

Data de nascimento:9. Abril 1936
Data de falecimento:25. Abril 1988

Valerie Jean Solanas foi uma feminista radical e escritora estadunidense. Ela é conhecida pela tentativa de assassinar Andy Warhol em 1968. Ela escreveu o livro SCUM Manifesto onde propõe a criação de uma sociedade dirigida pelas mulheres, livre do controle masculino, na qual homens seriam aniquilados e extintos para que as mulheres possam viver em harmonia e igualdade segundo os preceitos do feminismo.

Ela nasceu em Ventnor City, New Jersey, filha de Louis Solanas e Dorothy Biondi . Seu pai era um barman e sua mãe uma assistente de dentista ou enfermeira. Ela tinha uma irmã mais nova, Judith A. Solanas Martinez.

Valerie Solanas afirmava que frequentemente sofria abuso sexual nas mãos de seu pai. Quando ela tinha 11 anos os pais se divorciaram e Valerie mudou-se com a mãe para Washington D.C. Pouco tempo depois do divórcio sua mãe se casou novamente, mas Valerie não gostava do padrasto e se rebelou contra sua mãe, tornando-se ociosa. Quando criança, ela escrevia insultos para as crianças usarem umas com as outras, pelo custo de um centavo. Na escola, ela bateu em um menino que estava incomodando uma menina mais nova, e também bateu em uma freira. Por causa de seu comportamento rebelde, a mãe mandou-a para morar com seu avô em 1949. Solanas afirmou que o avô era um alcoólatra violento que a agredia constantemente.

Quando fez 15 anos, o avô a expulsou de casa, deixando-a nas ruas. Apesar disso, ela se formou na escola e em um curso de psicologia, pela Universidade de Maryland, College Park. Enquanto esteve na universidade, ela trabalhou apresentando um programa de rádio onde dava conselhos sobre como mulheres deveriam fazer para combater os homens. Ela também foi abertamente uma lésbica, apesar do clima cultural conservador dos anos 1950. Fez quase um ano na Escola de Graduação em Psicologia da Universidade de Minnesota, onde ela publicou dois artigos [carece de fontes?] e trabalhou no departamento de psicologia do laboratório de pesquisa animal, antes de sair e mudar-se para Berkeley para assistir alguns cursos, quando ela começou a escrever o SCUM Manifesto.

Na metade dos anos 1960, Valerie se sustentou como mendiga e prostituta [carece de fontes?] e viajou pelo país até chegar em Greenwich Village em 1965. Nesse mesmo ano ela escreveu um artigo autobiográfico intitulado A Young Girl's Primer on How to Attain the Leisure Class e a peça de teatro Up Your Ass, sobre uma mendiga e prostituta que odiava os homens. Em uma versão, uma mulher assassina um homem e em outra, essa mulher assassina seu filho. O artigo foi publicado na revista masculina Cavalier em 1966. Up Your Ass permanece não publicada, mas seu roteiro pode ser encontrado no museu de Andy Warhol e seu scan circula na internet.

Em 1967, Valerie encontrou Andy Warhol fora de seu estúdio, The Factory, e pediu-lhe para produzir sua peça. Intrigado pelo título, Warhol fica com o roteiro para revisá-lo. O roteiro da peça de Solanas nunca lhe foi devolvido. Valerie começou a fazer ligações para Warhol, exigindo-lhe a devolução do roteiro de Up Your Ass. Quando Warhol admitiu que o tinha perdido, ela começou a exigir dinheiro como compensação. Warhol não restitui Solanas, mas em vez disso lhe ofereceu um papel em uma cena de seu filme I, a Man, na qual a escritora discute com o personagem principal na escada de um edifício. Solanas domina o diálogo, conduzindo a seu desconcertado colega por uma conversa sobre "bundas macias", "peitos masculinos" e "instinto lésbico". Finalmente abandona a cena dizendo: "Tenho que ir bater meu bife". Em seu livro Popism, Warhol escreveu que considerava Solanas uma pessoa interessante e divertida, mas que o fato dela começar a ameaçá-lo, fez com que decidisse se afastar dela.

Nesse mesmo ano, Valerie Solanas concluiu e autopublicou seu trabalho mais conhecido, o SCUM Manifesto, um livreto que propõe a destruição dos homens como meio de criar um mundo melhor e de libertação para as mulheres. Alguns autores consideram o manifesto uma obra satírica e uma paródia do patriarcado, outros acreditam que ele concebido para ser tomado literalmente. De acordo com James Harding, Solanas se descreveu como "uma propagandista social", mas ela negou que sua obra era uma "provocação", "enganação", ou uma "brincadeira", e insistiu que sua intenção era "muito séria". Curiosamente, o acrônimo "Society for Cutting Up Men" , como é conhecida a obra mais famosa de Valerie Solanas, foi adicionado posteriormente ao título do livro pelo editor dela, Maurice Girodias, e essa sigla não aparece em nenhum momento no manifesto em si.

O uso original do termo "SCUM" por Solanas era para criticar a situação degradada das mulheres, às quais ela se refere ironicamente como "SCUM", dentro de um sistema de valores sociais construídos pelos homens. Segundo declarou uma vez, o SCUM consiste em um recurso literário, mais como um "estado da mente", onde as mulheres que pensam de certa maneira estão no SCUM, e os homens que pensam de certa maneira estão nos auxiliares de SCUM. De fato, SCUM nunca teve uma organização formal, a autora chegou a formar um fórum público de SCUM onde apareceram cerca de 40 pessoas, a maior parte homens que ela caracterizou como "asquerosos" e "masoquistas". Porém, o manifesto fez com que Solanas ganhasse simpatizantes feministas, que viram em seu texto um chamado à ação contra os homens e uma fonte de reflexão.

O SCUM Manifesto seria publicado pela Olympia Press em 1968, uma editora de propriedade de Maurice Girodias. No contrato, Girodias solicitou que Solanas lhe "desse o seu próximo escrito, e outros escritos", depois que ele deu a ela $500. Ela entendeu que isso significava que Girodias iria possuir todo seu trabalho. Ela disse a Paul Morrissey que "tudo o que escrevo será dele. Ele fez isso comigo, ele me ferrou!" Solanas pretendia escrever um romance baseado no SCUM Manifesto, e acreditava que havia uma conspiração por trás de Warhol não devolver o roteiro de Up Your Ass, acreditando que ele estava coordenado com Girodias para roubar o seu trabalho e usá-lo eles mesmos. Naquela primavera, Solanas foi até o escritor Paul Krassner pedindo por dinheiro, dizendo-lhe que tinha a intenção de atirar em Girodias. Krassner lhe deu $50 e ela comprou uma pistola calibre 32 automática.

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