Valerie Solanas livro SCUM Manifesto
SCUM Manifesto (1967)
Valerie Jean Solanas foi uma feminista radical e escritora estadunidense. Ela é conhecida pela tentativa de assassinar Andy Warhol em 1968. Ela escreveu o livro SCUM Manifesto onde propõe a criação de uma sociedade dirigida pelas mulheres, livre do controle masculino, na qual homens seriam aniquilados e extintos para que as mulheres possam viver em harmonia e igualdade segundo os preceitos do feminismo.
Ela nasceu em Ventnor City, New Jersey, filha de Louis Solanas e Dorothy Biondi . Seu pai era um barman e sua mãe uma assistente de dentista ou enfermeira. Ela tinha uma irmã mais nova, Judith A. Solanas Martinez.
Valerie Solanas afirmava que frequentemente sofria abuso sexual nas mãos de seu pai. Quando ela tinha 11 anos os pais se divorciaram e Valerie mudou-se com a mãe para Washington D.C. Pouco tempo depois do divórcio sua mãe se casou novamente, mas Valerie não gostava do padrasto e se rebelou contra sua mãe, tornando-se ociosa. Quando criança, ela escrevia insultos para as crianças usarem umas com as outras, pelo custo de um centavo. Na escola, ela bateu em um menino que estava incomodando uma menina mais nova, e também bateu em uma freira. Por causa de seu comportamento rebelde, a mãe mandou-a para morar com seu avô em 1949. Solanas afirmou que o avô era um alcoólatra violento que a agredia constantemente.
Quando fez 15 anos, o avô a expulsou de casa, deixando-a nas ruas. Apesar disso, ela se formou na escola e em um curso de psicologia, pela Universidade de Maryland, College Park. Enquanto esteve na universidade, ela trabalhou apresentando um programa de rádio onde dava conselhos sobre como mulheres deveriam fazer para combater os homens. Ela também foi abertamente uma lésbica, apesar do clima cultural conservador dos anos 1950. Fez quase um ano na Escola de Graduação em Psicologia da Universidade de Minnesota, onde ela publicou dois artigos [carece de fontes?] e trabalhou no departamento de psicologia do laboratório de pesquisa animal, antes de sair e mudar-se para Berkeley para assistir alguns cursos, quando ela começou a escrever o SCUM Manifesto.
Na metade dos anos 1960, Valerie se sustentou como mendiga e prostituta [carece de fontes?] e viajou pelo país até chegar em Greenwich Village em 1965. Nesse mesmo ano ela escreveu um artigo autobiográfico intitulado A Young Girl's Primer on How to Attain the Leisure Class e a peça de teatro Up Your Ass, sobre uma mendiga e prostituta que odiava os homens. Em uma versão, uma mulher assassina um homem e em outra, essa mulher assassina seu filho. O artigo foi publicado na revista masculina Cavalier em 1966. Up Your Ass permanece não publicada, mas seu roteiro pode ser encontrado no museu de Andy Warhol e seu scan circula na internet.
Em 1967, Valerie encontrou Andy Warhol fora de seu estúdio, The Factory, e pediu-lhe para produzir sua peça. Intrigado pelo título, Warhol fica com o roteiro para revisá-lo. O roteiro da peça de Solanas nunca lhe foi devolvido. Valerie começou a fazer ligações para Warhol, exigindo-lhe a devolução do roteiro de Up Your Ass. Quando Warhol admitiu que o tinha perdido, ela começou a exigir dinheiro como compensação. Warhol não restitui Solanas, mas em vez disso lhe ofereceu um papel em uma cena de seu filme I, a Man, na qual a escritora discute com o personagem principal na escada de um edifício. Solanas domina o diálogo, conduzindo a seu desconcertado colega por uma conversa sobre "bundas macias", "peitos masculinos" e "instinto lésbico". Finalmente abandona a cena dizendo: "Tenho que ir bater meu bife". Em seu livro Popism, Warhol escreveu que considerava Solanas uma pessoa interessante e divertida, mas que o fato dela começar a ameaçá-lo, fez com que decidisse se afastar dela.
Nesse mesmo ano, Valerie Solanas concluiu e autopublicou seu trabalho mais conhecido, o SCUM Manifesto, um livreto que propõe a destruição dos homens como meio de criar um mundo melhor e de libertação para as mulheres. Alguns autores consideram o manifesto uma obra satírica e uma paródia do patriarcado, outros acreditam que ele concebido para ser tomado literalmente. De acordo com James Harding, Solanas se descreveu como "uma propagandista social", mas ela negou que sua obra era uma "provocação", "enganação", ou uma "brincadeira", e insistiu que sua intenção era "muito séria". Curiosamente, o acrônimo "Society for Cutting Up Men" , como é conhecida a obra mais famosa de Valerie Solanas, foi adicionado posteriormente ao título do livro pelo editor dela, Maurice Girodias, e essa sigla não aparece em nenhum momento no manifesto em si.
O uso original do termo "SCUM" por Solanas era para criticar a situação degradada das mulheres, às quais ela se refere ironicamente como "SCUM", dentro de um sistema de valores sociais construídos pelos homens. Segundo declarou uma vez, o SCUM consiste em um recurso literário, mais como um "estado da mente", onde as mulheres que pensam de certa maneira estão no SCUM, e os homens que pensam de certa maneira estão nos auxiliares de SCUM. De fato, SCUM nunca teve uma organização formal, a autora chegou a formar um fórum público de SCUM onde apareceram cerca de 40 pessoas, a maior parte homens que ela caracterizou como "asquerosos" e "masoquistas". Porém, o manifesto fez com que Solanas ganhasse simpatizantes feministas, que viram em seu texto um chamado à ação contra os homens e uma fonte de reflexão.
O SCUM Manifesto seria publicado pela Olympia Press em 1968, uma editora de propriedade de Maurice Girodias. No contrato, Girodias solicitou que Solanas lhe "desse o seu próximo escrito, e outros escritos", depois que ele deu a ela $500. Ela entendeu que isso significava que Girodias iria possuir todo seu trabalho. Ela disse a Paul Morrissey que "tudo o que escrevo será dele. Ele fez isso comigo, ele me ferrou!" Solanas pretendia escrever um romance baseado no SCUM Manifesto, e acreditava que havia uma conspiração por trás de Warhol não devolver o roteiro de Up Your Ass, acreditando que ele estava coordenado com Girodias para roubar o seu trabalho e usá-lo eles mesmos. Naquela primavera, Solanas foi até o escritor Paul Krassner pedindo por dinheiro, dizendo-lhe que tinha a intenção de atirar em Girodias. Krassner lhe deu $50 e ela comprou uma pistola calibre 32 automática.
Valerie Solanas livro SCUM Manifesto
SCUM Manifesto (1967)
Valerie Solanas livro SCUM Manifesto
SCUM Manifesto (1967)
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SCUM Manifesto (1967)
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SCUM Manifesto (1967)
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SCUM Manifesto (1967)
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SCUM Manifesto (1967)
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SCUM Manifesto (1967)
Ele realizou um trabalho brilhante convencendo milhões de mulheres de que os homens são mulheres e as mulheres são homens.
Valerie Solanas livro SCUM Manifesto
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SCUM Manifesto (1967)
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SCUM Manifesto (1967)
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SCUM Manifesto (1967)
“Leia o meu manifesto e ele lhe dirá o que eu sou.”
Valerie Solanas livro SCUM Manifesto
SCUM Manifesto - Página 53, Valerie Solanas - AK Press, 1996, ISBN 1873176449, 9781873176443 - 60 páginas
Atribuídas
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SCUM Manifesto (1967)
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SCUM Manifesto (1967)
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SCUM Manifesto (1967)
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SCUM Manifesto (1967)
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SCUM Manifesto (1967)
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SCUM Manifesto (1967)
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SCUM Manifesto (1967)
“Claro que estou falando sério. Estou falando muito sério.”
Valerie Solanas em uma entrevista para Robert Marmorstein, em resposta à pergunta "Você está falando sério sobre essa coisa de SCUM?".
Atribuídas
Valerie Solanas em uma entrevista para Robert Marmorstein, em resposta às perguntas: "Por que atacar os homens? Os homens são assim tão diferentes das mulheres? Se as mulheres tivessem a responsabilidade elas provavelmente bagunçariam o mundo da mesma maneira".
Atribuídas
Valerie Solanas em uma entrevista para Robert Marmorstein a respeito de SCUM, em resposta à pergunta: "Por que as mulheres não podem ter uma revolução pacífica?"
Atribuídas
Valerie Solanas, quando convidada pelo Village Voice em 1977 para resumir o livro dela.
Atribuídas
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SCUM Manifesto (1967)
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SCUM Manifesto (1967)
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SCUM Manifesto (1967)
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SCUM Manifesto (1967)
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SCUM Manifesto (1967)
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SCUM Manifesto (1967)
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SCUM Manifesto (1967)
Valerie Solanas livro SCUM Manifesto
e projetando nas mulheres todos os traços masculinos — vaidade, futilidade, trivialidade, fraqueza, etc. Deve ser dito, no entanto, que o macho possui uma área de evidente superioridade sobre a fêmea — a de relações públicas. (Ele realizou um trabalho brilhante convencendo milhões de mulheres de que os homens são mulheres e as mulheres são homens.)
SCUM Manifesto (1967)
Valerie Solanas livro SCUM Manifesto
SCUM Manifesto (1967)
Fonte: SCUM MANIFESTO (1967), p. [1] ("y(male)" & "x(female)" spaceless in original).
“The male has a negative Midas Touch - everything he touches turns to shit.”
Valerie Solanas livro SCUM Manifesto
Fonte: SCUM MANIFESTO (1967), p. 5 (hyphen (not en- or em-dash) so in original).
Fonte: SCUM MANIFESTO (1967), p. 8 ("dragqueen", "dragqueens", & hyphens (not en- or em-dashes) so in original).
Fonte: SCUM MANIFESTO (1967), p. 11.
Fonte: SCUM MANIFESTO (1967), p. 8.
"A Young Girl's Primer" (1966)
Fonte: SCUM MANIFESTO (1967), p. [1].
Fonte: SCUM MANIFESTO (1967), p. 2 (hyphens (not en- or em-dashes) so in original).
Fonte: SCUM MANIFESTO (1967), p. 8.
Fonte: SCUM MANIFESTO (1967), p. 12.
Fonte: SCUM MANIFESTO (1967), p. 7 (hyphens (not en- or em-dashes) so in original; "others" so in original, probably intended as "other's"; line break across "inter-"/"acting"; "noone" so in original, probably intended as "no one").
respect, not contempt.
Fonte: SCUM MANIFESTO (1967), p. 10 ("respect, not contempt." (not bracketed in original) not certain in original due to truncation of bottom of photocopy page but consistent with it).
Fonte: SCUM MANIFESTO (1967), p. [1].
Fonte: SCUM MANIFESTO (1967), p. [1] (hyphens so in original (en-dashes probably not available on most typewriters in 1967)).
Fonte: SCUM MANIFESTO (1967), p. 7 (line break in "non-"/"co-operation").
“That's conversation. I charge six bucks an hour for that.”
"A Young Girl's Primer" (1966)
Fonte: SCUM MANIFESTO (1967), p. 6 (hyphens (not en- or em-dashes); "the egos of the male" so in original & "irreplacable" so in original).
Fonte: SCUM MANIFESTO (1967), p. 5.
Fonte: SCUM MANIFESTO (1967), p. [1]
Valerie Solanas livro SCUM Manifesto
Fonte: SCUM MANIFESTO (1967), p. 12 (hyphens (not en- or em-dashes) so in original; line break across "highly-"/"sexed").
Valerie Solanas livro SCUM Manifesto
and projecting onto women all male traits - vanity, frivolity, triviality, weakness, etc. It should be said, though, that the male has one glaring area of superiority over the female - public relations. He has done a brilliant job of convincing millions of women that men are women and women are men.
Fonte: SCUM MANIFESTO (1967), p. 2 (hyphens (not en- or em-dashes) so in original).