Frases de Publius Cornelius Tacitus

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Publius Cornelius Tacitus

Data de nascimento: 58 d.C.
Data de falecimento: 120
Outros nomes: Тацит Публий Корнелий

Públio Cornélio Tácito ou simplesmente Tácito, foi um historiador, orador e político romano. Ocupou os cargos de questor, pretor , cônsul e procônsul da Ásia .

É considerado um dos maiores historiadores da Antiguidade. Escreveu por volta do ano 102 um Diálogo dos oradores e depois, Sobre a vida e o caráter de Júlio Agrícola, um elogio ao seu sogro, que havia sido um eminente homem público durante o reinado de Domiciano e que havia completado, como general, a conquista da Britânia, além de ter feito uma expedição à Escócia. Suas obras principais foram os Annales e as Historiae , que tinham por tema, respectivamente, a história do Império Romano no primeiro século, desde a morte de Augusto e a chegada ao poder do imperador Tibério até à morte de Nero , e da morte de Nero à de Domiciano .

Devido ao declínio do interesse romano pela historiografia tradicional, com uma crescente preferência pelas biografias e sátiras, e durante o século III, Tácito parece ter sido negligenciado como autor. A História Augusta cita que o imperador Tácito, que governou entre 275 e 276 d.C., ordenou que fossem feitas cópias das obras do historiador, o que indica que elas já deveriam estar fora de circulação. O modelo de escrita da história de Tácito foi retomado apenas na Antiguidade Tardia, quando o grego Amiano Marcelino, pode ter se inspirado nele para escrever uma história, em latim, da sua própria época. No entanto, no começo da Idade Média Ocidental, sua obra voltou a cair no esquecimento, para só readquirir notoriedade durante a Renascença. Em consequência destas oscilações na sua fortuna crítica, seus textos maiores chegaram até nós muito mutilados, de forma tal que os Anais, tais como podemos lê-los hoje, contêm apenas a descrição de parte do principado de Tibério - a descrição do período de Calígula foi totalmente perdida - o final do governo de Cláudio, e a maior parte do de Nero - estando também perdida a conclusão da obra. Quanto às Histórias, seu texto preservado contém basicamente a narrativa da guerra civil do ano 69, que levou à ascensão de Vespasiano ao trono imperial.

No livro XV dos Anais, Tácito descreve a perseguição que Nero empreende, culpando os cristãos pelo incêndio de Roma, onde 15% da cidade foi parcialmente destruída. Segundo Tácito, havia suspeitas de que o próprio Nero teria causado o incêndio. A passagem sobre os cristãos é considerada por muitos autores a primeira referência pagã à existência histórica de Jesus Cristo.

Outra obra importante de Tácito foi o ensaio etnográfico Germania, uma descrição detalhada da Germânia e seus povos, contra os quais a Roma da época estava em guerra.

Tácito tem as características usuais do historiador antigo: o gosto pela moralização - ele é um severo juiz de caráter -, pelo retrato dos grandes homens, o mais absoluto desinteresse pelo povo comum e o amor à retórica dos grandes discursos. De acordo com os padrões atuais, esses discursos da historiografia antiga podem parecer inventados ou remanejados; basta comparar a versão taciteana do discurso de Cláudio propondo a entrada de nobres gauleses no senado romano com a cópia do discurso original, que uma descoberta arqueológica em Lyon, França, nos disponibilizou. Porém, a adaptação do original com a manutenção do mesmo argumento, polindo a retórica para se conformar ao estilo do autor, também é característico da historiografia antiga.

Não se pode dizer que Tácito tenha idealizado sem restrições a época anterior da República Romana, pois ele reconhece que o governo imperial trouxe a estabilidade política necessária para gerenciar o território do Império Romano. Como o estilo do texto de Tácito é muito complexo — é considerado um dos autores latinos mais sofisticados — , fica por vezes difícil entender o verdadeiro ponto de vista do autor sobre a realidade política do principado. Por isso, é a ele que devemos grande parte da nossa ideia pré-concebida da decadência moral de Roma.


„É próprio do gênero humano odiar os que ofendemos.“

„Para aquele que aspira ao poder não há meio caminho.“


„A ambição de poder é a mais forte de todas as paixões.“

„Covarde de coração, ousado de linguagem.“

„A mais injusta condição das guerras está no facto de que todos se atribuem o mérito das proezas, enquanto as derrotas são sempre atribuídas a uma única pessoa.“

„O prestígio aumenta com a distância.“

„Até a glória e a virtude têm inimigos, pois parecem condenar procedimentos contrários postos em confronto com elas.“

„Os aduladores são a pior espécie de inimigos.“


„Toda grande punição comporta alguma iniqüidade contra indivíduos, a qual é compensada pelo proveito público.“

„Os benefícios são apreciados enquanto se vê a possibilidade de retribuí-los: quando, ao contrário, superam esses limites, em vez de gratidão, geram ódio.“

„A mais injusta condição das guerras está no fato de que todos se atribuem o mérito das proezas, enquanto as derrotas são sempre atribuídas a uma única pessoa.“

„Quem se enfada pelas críticas, reconhece que as tenha merecido.“


„Os piores inimigos são os que aplaudem sempre.“

„Quando se dissipa o património com loucuras, procura-se restaurá-lo com culpas.“

„Tudo o que não se conhece é tido por magnífico.“

„A aspiração à glória é a última da qual se conseguem libertar até mesmo os homens mais sábios.“

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