Frases sobre confronto

Uma coleção de frases e citações sobre o tema da confronto, vez, força, outro.

Frases sobre confronto

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“Devemos estar preparados para responder à autoritária armadilha do confronto plebiscitário e ao discurso que perigosamente tenta dividir o país ao meio, entre bons e maus, entre ricos e pobres. Nossa tarefa não é dividir, é aproximar. E só aproximaremos os brasileiros uns dos outros, através da diminuição das diferenças que nos separam.”

Aécio Neves (1960) político brasileiro

Aécio Neves em carta que anuncia sua desistência de concorrer à Presidência em 17 Dezembro de 20009
Fonte Folha Online http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u669510.shtml

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“Nós defendemos o desmantelamento das bases militares estrangeiras; estamos diante de uma redução das forças armadas e armamento em áreas onde o confronto militar é especialmente perigoso, sobretudo na Europa central.”

Leonid Brejnev (1906–1982)

We stand for the dismantling of foreign military bases. We stand for a reduction of armed forces and armaments in areas where military confrontation is especially dangerous, above all in central Europe.
citado em "Voices of Tomorrow: The 24th Congress of the Communist Party of the Soviet Union" - página 30 - por Jessica Smith - Political Science - 1971

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“As taxas de mortalidade nos confrontos da Polícia Militar são altas. Mas quem é que está morrendo? Um monte de inconseqüentes segurando armas de guerra, atirando nos policiais, trazendo o terror… quanto mais desses morrerem, melhor.”

Flávio Bolsonaro (1981) político brasileiro do Rio de Janeiro

Em debate sobre Tropa de elite na TV Alerj com Marcelo Freixo (PSOL), Coronel Jairo (PSC) e Álvaro Lins (PMDB).
Fonte: Jornal Alerj Ano V N° 161, p.4-5 http://www.alerj.rj.gov.br/jornalalerj/jornalalerj161.pdf
Fonte: Jornal do Brasil - 15/10/2007

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Esta frase aguardando revisão.

“O Bandido Assumido consegue ser muito mais Honesto do que qualquer Covarde sob a segunda pele do Braço Armado do Estado.

É uma verdade que incomoda — e talvez deva mesmo incomodar. 

Porque ela não exalta o crime, mas expõe uma ferida mais profunda: a da confiança traída por quem deveria, por princípio, protegê-la.

O bandido declarado não esconde suas intenções. 

Ele não se disfarça de virtude, não se abriga na legitimidade de um uniforme, não reivindica para si a autoridade moral de agir em nome da lei. 

Seu erro é explícito — e, por isso mesmo, enfrentado como tal. 

Há clareza no confronto.

Já o covarde que veste o poder como fantasia opera num terreno muito mais perigoso. 

Ele não apenas erra; ele distorce. 

Usa a força que lhe foi confiada como escudo para suas fraquezas, como instrumento para seus desvios, como licença para ultrapassar limites que deveria defender. 

E, ao fazer isso, não fere apenas uma vítima — corrói a própria ideia de justiça.

Porque quando a violência vem de onde se esperava proteção, ela não é só agressão: é Desilusão. 

E desilusão, quando se instala, é mais devastadora do que o medo. 

O medo nos alerta. 

A desilusão nos paralisa.

Não se trata de romantizar quem vive à Margem da Lei, mas de reconhecer que a hipocrisia tem um peso moral diferente. 

O erro de quem nunca prometeu ser correto é Gravíssimo. 

Mas o erro de quem jurou ser justo — e falha por conveniência, abuso ou covardia — é uma quebra de pacto que não merece perdão.

E talvez seja isso que mais nos inquieta: perceber que o problema não está apenas na existência do mal declarado, mas na infiltração silenciosa do desvio dentro das estruturas que deveriam contê-lo.

No fim, a sociedade não se sustenta apenas por leis, mas pela confiança de que aqueles que as aplicam não as dobrarão ao sabor de seus próprios interesses. 

Quando essa confiança se rompe, o que sobra não é apenas insegurança — é um vazio ético onde qualquer narrativa pode se impor.

E é nesse vazio que a verdade mais incômoda ecoa: não é a presença do Bandido Assumido que mais ameaça a ordem, mas a perda da integridade de quem deveria garanti-la.”

Esta frase aguardando revisão.

“Às vezes, a pressa em comprar Verdade Aveludada é tão grande que os Apaixonados já nem se importam com a Embalagem.

E talvez seja justamente aí que mora o perigo mais silencioso do nosso tempo: não na mentira escancarada, mas na verdade que se deixa moldar ao toque — macia, confortável, ajustável aos desejos de quem a consome. 

Uma verdade que não exige esforço, que não confronta, que não pede revisão de rota. 

Apenas acolhe, embala e confirma.

Em meio à pressa, desaprendemos o valor do desconforto. 

Esquecemos que a verdade, quando genuína, raramente chega pronta para ser aceita; ela provoca, desloca e inquieta. 

Mas o espírito apressado não quer esse atrito — ele busca a suavidade de narrativas que caibam perfeitamente em suas certezas pré-fabricadas. 

E assim, pouco a pouco, a embalagem deixa de importar porque o conteúdo já foi previamente escolhido.

A polarização se alimenta exatamente desse hábito: não de discordar, mas de não querer sequer considerar. 

Cada lado constrói sua vitrine de Verdades Aveludadas, expostas com brilho suficiente para seduzir os que só desejam acreditar. 

E quem compra, não lê o rótulo — apenas reconhece o que já sente.

Nesse cenário, a manipulação já nem precisa ser sofisticada; basta ser conveniente. 

Não é necessário esconder a incoerência, apenas envolvê-la em familiaridade. 

Afinal, quando a emoção se antecipa à razão, qualquer embalagem parece suficiente — desde que o conteúdo não ameace o conforto de quem o consome.

Talvez o maior desafio do nosso tempo não seja encontrar a Verdade, mas reaprender a desacelerar diante dela. 

Ter a coragem de examinar o que nos agrada com o mesmo rigor que aplicamos ao que rejeitamos. 

Porque, no fim, não é a embalagem que define o valor do que compramos — é a disposição de encarar o que há dentro, mesmo quando já não é tão macio quanto gostaríamos.”

Não são os manipuladores que se aperfeiçoaram, são os manipuláveis que retrocederam.