Esta frase aguardando revisão.
“Entre a indiferença e a imposição, eu fico com a que fere menos: a indiferença.
A imposição já chega fazendo barulho demais, atravessando vontades, atropelando silêncios…
Ela não pergunta, determina.
Não escuta, ordena.
E quase sempre se disfarça de cuidado, de verdade absoluta, de “é para o seu próprio bem”.
Mas deixam marcas — profundas, invisíveis e até persistentes.
A indiferença, embora gélida, ao menos respeita nossas fronteiras.
Dói, sim.
A ausência pesa, o vazio ecoa…
Mas nela ainda há espaço para respirar, para escolher, para não ser moldado à força pelo desejo do outro.
A indiferença não invade a alma; apenas passa ao largo dela.
Entre ser ignorado e ser violentado em nome de certezas alheias, há uma diferença crucial: um fere pela falta, o outro fere pelo excesso.
E excessos, quando impostos, quase nunca constroem — apenas nos quebram.
Talvez o ideal fosse o cuidado que escuta, o amor que propõe sem impor, a presença que respeita.
Mas enquanto isso não acontece, que ao menos nos poupem da brutalidade das verdades empurradas goela abaixo.
Entre a indiferença que não pede para ir nem ficar e a imposição que já chega metendo os pés na porta, que fique a indiferença.
Porque aquilo que não toca pode até doer,
mas o que força… costuma ferir demais.
Me abandone, mas não me atormente!”
Última atualização 3 de Janeiro de 2026. História
Tópicos
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“A indiferença e a negligência sempre causam mais danos do que o ódio absoluto.”
J. K. Rowling (1965) autora britânica
“A inteligência da criança observa amando e não com indiferença, isso é o que faz ver o invisível.”
Maria Montessori (1870–1952) Educadora e pedagoga italiana
“Preferi sempre a loucura das paixões à sabedoria da indiferença.”
Anatole France (1844–1924)
J'ai toujours préféré la folie des passions à la sagesse de l'indifférence.
Le crime de Sylvestre Bonnard, membre de l'Institut par Anatole France - Página 194, Anatole France - Calmann Lévy, 1898 - 324 páginas
O Crime de Sylvestre Bonnard