Esta frase aguardando revisão.

“Entre a indiferença e a imposição, eu fico com a que fere menos: a indiferença.

A imposição já chega fazendo barulho demais, atravessando vontades, atropelando silêncios…

Ela não pergunta, determina. 

Não escuta, ordena. 

E quase sempre se disfarça de cuidado, de verdade absoluta, de “é para o seu próprio bem”. 

Mas deixam marcas — profundas, invisíveis e até persistentes.

A indiferença, embora gélida, ao menos respeita nossas fronteiras. 

Dói, sim. 

A ausência pesa, o vazio ecoa…

Mas nela ainda há espaço para respirar, para escolher, para não ser moldado à força pelo desejo do outro.

A indiferença não invade a alma; apenas passa ao largo dela.

Entre ser ignorado e ser violentado em nome de certezas alheias, há uma diferença crucial: um fere pela falta, o outro fere pelo excesso. 

E excessos, quando impostos, quase nunca constroem — apenas nos quebram.

Talvez o ideal fosse o cuidado que escuta, o amor que propõe sem impor, a presença que respeita. 

Mas enquanto isso não acontece, que ao menos nos poupem da brutalidade das verdades empurradas goela abaixo.

Entre a indiferença que não pede para ir nem ficar e a imposição que já chega metendo os pés na porta, que fique a indiferença.

Porque aquilo que não toca pode até doer,
mas o que força… costuma ferir demais.

Me abandone, mas não me atormente!”

Última atualização 3 de Janeiro de 2026. História

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“Preferi sempre a loucura das paixões à sabedoria da indiferença.”

Anatole France (1844–1924)

J'ai toujours préféré la folie des passions à la sagesse de l'indifférence.
Le crime de Sylvestre Bonnard, membre de l'Institut par Anatole France‎ - Página 194, Anatole France - Calmann Lévy, 1898 - 324 páginas
O Crime de Sylvestre Bonnard

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