“Talvez uma gargalhada num velório seja mais honesta que um choro numa pregação religiosa.
A emoção verdadeira não obedece a protocolos, nem respeita o “ambiente adequado”.
Às vezes, a lembrança engraçada do falecido invade a mente, e rir é inevitável — e profundamente humano.
Não é desrespeito, é sinceridade.
Por outro lado, há lágrimas que escorrem, não pelo peso da fé ou do arrependimento, mas pelo constrangimento social de parecer frio.
Chora-se porque os outros choram, porque a expectativa exige um rosto molhado.
A verdade é que autenticidade não se mede pelo cenário: pode haver mais vida em uma risada fora de hora do que em mil prantos ensaiados.
O coração não conhece etiquetas — e, quando tenta segui-las, quase sempre mente.”
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“E subia-nos o choro à lembrança, porque nem aqui, ao sermos felizes, o éramos…”
Fernando Pessoa (1888–1935) poeta português
Alexandre Dumas, pai livro O Conde de Monte Cristo
O Conde de Monte Cristo, Alexandre Dumas; tradução de André Telles e Rodrigo Lacerda, Rio de Janeiro: Zahar, 2012, p. 1612 https://books.google.com.br/books?id=qQIkL_ZzrBcC&pg=PA1612. <br class="br">Fala do personagem Edmond Dantès, o Conde de Monte Cristo. <br class="br">O Conde de Monte Cristo (1844)
“Se choras porque perdeste o sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas.”
Rabindranath Tagore (1861–1941) Poeta bengali e filósofo
“Eu choro muito. As minhas emoções estão sempre muito próximas da superficie.”
Nicolas Cage (1964) Ator e produtor cinematográfico ítalo-norte-américano