Frases sobre inocência
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Gerson De Rodrigues photo

“Poema – Fluoxetina

‘’ Quando os padres
rogaram pelo meu nome
suas igrejas transformaram-se
em cinzas

Quando roguei pelos padres
transformei suas cinzas
em templos de dor’’

Existem mil versões de mim
aprisionadas dentro
da minha mente

Eu suplico para que a
minha parte boa vença essa guerra

Mas ela insiste em chorar
e dizer que não sou capaz

Aonde estão todos
os meus sonhos?

São estes restos
sufragados pelo meu medo?

Ascendam as luzes quando
vierem me visitar

Mas não se assustem
quando virem a escuridão

Eu choro lágrimas
que não pertencem
aos meus olhos

Olhando através
de quadros antigos
vejo uma criança solitária

Que nunca sentiu o amor
dos seus pais

Hoje eu vejo seus olhos
nos espelhos da vida
e peço perdão

Por não tê-la matado
quando tive a chance

Como um tolo acreditei
que eu poderia
fazê-los sorrir

Como um tolo acreditei
que eu poderia
fazer alguém feliz

Mas a felicidade
só existe na ausência
do meu corpo crucificado
em suas paredes

Ou das minhas fotografias
em seus álbuns de família

Sinto-me um ingrato
por não conseguir
retribuir o amor

Que todos vocês
deram por mim

Como um Deus
que foi sacrificado em vão
por aqueles que não conseguiram
retribuir o seu perdão

Hoje eu vejo aquela criança
perdida dentro
do meu subconsciente

Brincando com a sua inocência
e afogando na minha dor

Eu gostaria de sentar
ao seu lado e abraçá-la

Mas me conhecendo
sei que não vou conseguir senti-la

Então cairei de joelhos
e chorarei ao seu lado

Certa vez um homem sábio
me disse que eu nasci
para expressar a minha dor

Hoje eu sei que ele sempre
teve razão

Afinal
os tolos me chamam de Niilista
quando na verdade
eu sou apenas um homem quebrado

Se eu pudesse
daria a minha vida
para salvá-los da dor

Eu já sofro demais
vocês não merecem sofrer comigo

Prometo que trarei flores
aos mortos
quando o cavalo branco
vier me buscar…

- Gerson De Rodrigues”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro

Niilismo Morte Deus Existencialismo Vida Nietzsche

Cláudio Manuel da Costa photo
David Irving photo

“Se os judeus foram mortos em Auschwitz ou Treblinka ou em qualquer outro lugar … não foi um crime porque eles eram judeus, era um crime porque eram judeus inocentes que estavam sendo mortos. Foi a sua inocência que fez … um crime e não o judaísmo deles que o tornaram um crime.”

David Irving (1938)

If the Jews were killed at Auschwitz or Treblinka or anywhere else...it wasn't a crime because they were Jews, it was a crime because they were innocent Jews who were being killed. It was their innocence that made...it a crime and not their Jewishness that made it a crime.
www.youtube.com/watch?v=jgGP_evkvOk

Mariana Ianelli photo

“Ave degolada é a tua memória, / Inocência ressentida de abandono, / Grande mentira imperdoada, / Brasa que resiste ainda, / Chuva de cinzas num mar que não acaba.”

Mariana Ianelli (1979)

Ave degolada é a tua memória, in "Passagens", (Editora Iluminuras, 2003)
Crônicas, Poemas

Ayn Rand photo

“Considerar a natureza humana do homem um pecado é escarnecer da natureza. Puni-lo por um crime que ele cometeu antes de nascer é escarnecer da justiça. Considera-lo culpado de algo em que não existe a possibilidade de inocência é escarnecer da razão.”

Ayn Rand (1905–1982)

A Revolta de Atlas / Ayn Rand; [tradução de Paulo Henriques Britto]. São Paulo: Arqueiro, 2010, Volume III, Cap. 7, p. 348
Fala do personagem John Galt

Valter Bitencourt Júnior photo

“Asco

Monstros que nascem na humanidade
Não merecem ser felizes
(Sequer se importam com a própria felicidade)
Merecem o sofrimento diante das suas crueldades
Que vivem a fazer
(Coração maldito cheio de maldade).
Não me venha com essa de ser bonzinho
Àqueles que nasceram para fazer o mal:
- São cruéis a ponto de matar sem um pingo de remorso
Esquecem que fazem parte da própria humanidade
A quem tanto abatem
Em nome do poder, do autoritarismo,
Do que acreditam que está escrito no sagrado
Em nome do altíssimo
Impostores, são desumanos - verdadeiros carrascos!

Há quem seja pior que psicopata - sanguinário!
Há quem brinque com a nossa fé - oportunista!
Há quem nos engane e nos manipule - sanguessuga!

Há quem nos engane e nos faça de marionetes
Brinca com a nossa inocência,
Pensa que jamais abriremos os olhos
- Que lavagem cerebral
Vive nos fazendo o tempo todo.

E a gente se impressiona com as estatísticas
Enquanto não viramos uma -
É racismo, homofobia, xenofobia, misoginia…

E a gente se impressiona com o bombardeio
Tem gente fazendo até pipoca,
Tem gente que não se importa com as crianças
Assassinadas, não se importa com o sofrimento
De todo um povo e cria a guerra

Há quem faça da desgraça alheia uma festa!”

Valter Bitencourt Júnior (1994) poeta e escritor brasileiro

Fonte: Blog: https://valterbitencourtjuniorpoetaeescritor.wordpress.com/2026/04/10/asco/

Blog: https://valterbitencourtjuniorblogueiro.blogspot.com/2026/04/asco.html

Blog: https://valterbitencourtjuniororesgate.blogspot.com/2026/04/asco.html

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Esta frase aguardando revisão.

“Talvez não haja Atrevimento mais Bonito e Charmoso do que se aventurar na arte de Brincar com as Palavras.

Há, nesse gesto, uma espécie de sedução bastante silenciosa, um convite à imaginação, uma ousadia que dispensa o toque porque sabe alcançar a alma. 

Afinal, brincar com as palavras é descobrir que elas não nasceram apenas para dizer, mas também para insinuar, provocar, acariciar e, às vezes, desarrumar delicadamente tudo aquilo que julgávamos estar em seu devido lugar.

É preciso ter um quê de coragem e consciência para se arriscar nesse território. 

Às vezes são as Palavras que se juntam para Brincar conosco.

Mas é preciso saber que uma palavra pode ser janela ou abismo, abraço ou despedida, veneno ou antídoto. 

Que uma vírgula pode prolongar um suspiro, que uma pausa pode dizer muito mais do que uma declaração inteira e que certas reticências guardam, entre um ponto e outro, os mais indecentes segredos da imaginação.

Os que Brincam com as palavras, quando o fazem com inteligência e sensibilidade, não escrevem apenas frases: criam atmosferas. 

Transformam o óbvio em mistério, o cotidiano em poesia e o silêncio em uma espécie de música que só os mais atentos conseguem ouvir. 

São artesãos do sentido, contrabandistas das emoções, gente que sabe esconder uma provocação dentro de um elogio e disfarçar uma confissão sob a aparente inocência de uma metáfora.

E talvez resida justamente aí o encanto: na capacidade de dizer sem entregar tudo, de revelar sem esgotar o mistério, de despertar no outro a vontade de ler novamente, não porque faltou compreensão, mas porque sobrou significado.

Brincar com as palavras é, de certa maneira, brincar com a própria vida. 

É perceber que nem tudo precisa ser literal, que há verdades que só a poesia alcança e sentimentos que, quando pronunciados diretamente, perdem parte da sua magia. 

Há coisas que precisam ser sugeridas, bordadas nas entrelinhas, deixadas à mercê da inteligência e da sensibilidade de quem lê.

E que delícia é encontrar alguém capaz de compreender esse jogo! 

Alguém que não tropeça nas ambiguidades, mas dança com elas; que não exige explicações para cada metáfora, mas se permite sentir antes de decifrar. 

Alguém que devolve a provocação com outra provocação, que transforma uma conversa banal em duelo de sutilezas e faz do diálogo uma espécie de dança na qual ninguém deseja anunciar o fim da música.

Porque há encontros que começam no olhar, outros no toque, mas existem aqueles que principiam numa frase bem colocada. 

E, quando duas inteligências se reconhecem nesse território lúdico, até mesmo a sedução ganha outra dimensão: menos apressada, mais inventiva; menos óbvia e infinitamente mais interessante.

No fim das contas, talvez o verdadeiro atrevimento não esteja em dominar as palavras, mas em ter a delicadeza de Brincar com elas sem aprisionar seus sentidos. 

Em compreender que a linguagem também pode ser um lugar de liberdade, onde a inteligência flerta com a sensibilidade, o humor se insinua para a elegância e a imaginação encontra espaço para respirar.

E se há beleza em quem sabe falar, há um charme quase irresistível em quem sabe jogar com aquilo que diz.

Afinal, algumas pessoas conquistam pela presença, algumas pela beleza e outras tantas pela gentileza. 

Mas existem aquelas que, sem sequer perceber, nos desarmam com uma frase, nos instigam com uma pergunta e nos deixam pensando muito depois que a conversa termina.

Essas conhecem um segredo que nem todos aprenderam: as Palavras mais sedutoras não são necessariamente as que dizem mais, mas as que despertam em nós a vontade irresistível de imaginar o que ainda não foi dito.”

Alessandro Teodoro