Frases sobre cristão
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“Que o marxismo é uma religião secular parece evidente. Mas exatamente qual religião ele está seguindo? Isso nem sempre é tão claro. Ele abrange muito da escatologia cristã tradicional: a queda do homem, o Messias, seu sofrimento e a redenção vicária da humanidade, a salvação, a ascensão e assim por diante. O judaísmo também está lá, mas menos em substância do que em estilo. Em Marx e em alguns dos mais interessantes marxistas posteriores (Rosa Luxemburgo, talvez, ou Léon Blum) - e sem dúvida nos intermináveis debates socialistas alemães realizados nas páginas do Die Neue Zeit - podemos prontamente discernir uma variedade de pilpul, a dialética autoindulgente brincalhona que está no centro dos julgamentos rabínicos e na moralização e contação de histórias judaicas tradicionais.”

Tony Judt (1948–2010)

No original: "That Marxism is a secular religion seems self-evident. But just which religion is it tracking? That is not always so clear. It comprises much of traditional Christian eschatology: the fall of man, the Messiah, his suffering and humanity’s vicarious redemption, the salvation, the rise and so on. Judaism is there too, but less in substance than style. In Marx and in some of the more interesting later Marxists (Rosa Luxemburg, perhaps, or Léon Blum)—and without question in the interminable German Socialist debates conducted in the pages of Die Neue Zeit—we can readily discern a variety of pilpul, the playful dialectical self-indulgence at the heart of rabbinical judgments and traditional Jewish moralizing and storytelling"
Pensando o Século XX (2012)
Fonte: Capítulo 3 - Socialismo Familiar: Marxista Político. Tradução de Otacílio Nunes.

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“Sai de uma formação católica cristã muito rigorosa e, com 17, 18 anos, me converti a essa outra religião, ateia, que é o marxismo-leninismo. Na época eu não sabia que era uma religião; depois é que eu fui descobrir.”

Eduardo Jorge (1949) Médico e político brasileiro

Em entrevista ao Estúdio Fluxo http://www.fluxo.net/tudo/2014/7/21/fluxo-entrevista-eduardo-jorge?rq=Eduardo%20Jorge — 21 de julho de 2014.

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“O desamparo e necessidade espiritual que aqui se padece é verdadeiramente extremo; porque os gentios e os cristãos todos vivem quase igual cegueira, por falta de cultura e doutrina, não havendo quem catequize nem administre sacramentos; havendo, porém quem cative e quem tiranize, e, o que é pior, quem o aprove; com que portugueses e índios todos se vão ao inferno.”

Padre Antônio Vieira (1608–1697)

Carta ao Príncipe Teodósio, logo após chegar ao Maranhão em 1653. <br class="br">Fonte: Os Jesuítas no Maranhão e Grão-Pará Seiscentista: Uma Análise Sobre os Escritos dos Protagonistas da Missão https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/1039/1/brenomachadodossantos.pdf, acesso em 11 de novembro de 2016.

“Entre os “cristãos” que eliminam alguém no ventre e os que eliminam alguém que “não deu certo”, paira um abismo de controvérsias.”

Alessandro Teodoro

O que difere o “falso cristão” favorável à morte no ventre do 'falso cristão' favorável à morte fora do ventre?

Esta frase aguardando revisão.

“Só se vê bem com os olhos cristãos; o essencial é invisível aos olhos puramente humanos.

Vivemos em um tempo que nos ensinou a enxergar quase tudo, menos aquilo que realmente importa. 

Vemos aparências, conquistas, números, status, corpos, vitrines e máscaras. 

Mas há realidades que não se deixam fotografar, medir ou exibir.

A fé nos convida a olhar para muito além do que os olhos alcançam.

Com olhos humanos, enxergamos o erro; com olhos cristãos, podemos enxergar a possibilidade de redenção.

Com olhos humanos, vemos a ferida; com olhos cristãos, procuramos compreender a dor que existe por trás dela.

Com olhos humanos, julgamos o que aparece; com olhos cristãos, aprendemos que só Deus conhece verdadeiramente o coração.

Talvez seja por isso que tantas vezes confundimos visibilidade com importância. 

Achamos que aquilo que aparece merece mais valor do que aquilo que permanece escondido. 

Entretanto, as maiores batalhas de alguém podem acontecer em silêncio. 

As orações mais sinceras talvez nunca sejam publicadas. 

Os gestos mais generosos podem jamais receber aplausos.

Cristo nos ensina justamente esse outro modo de ver: não o olhar que procura motivos para condenar, mas aquele que procura razões para amar.

Porque o essencial continua invisível aos olhos humanos.

Não se vê a esperança, mas ela sustenta.

Não se vê a fé, mas ela mantém de pé.

Não se vê o amor, mas ele transforma.

Não se vê a graça, mas ela pode reconstruir uma vida inteira.

Ter olhos cristãos não significa ignorar a realidade ou fechar os olhos para o mal. 

Significa enxergar a realidade sem permitir que ela nos roube a compaixão. 

É olhar para o mundo com discernimento, mas também com misericórdia; reconhecer a verdade sem perder a capacidade de amar.

No fim, talvez a verdadeira cegueira não seja não enxergar o que está diante de nós, mas enxergar tudo aquilo que é passageiro e não perceber aquilo que é eterno.

Que Deus nos ensine, então, a trocar o olhar apressado pelo olhar compassivo; o julgamento pela compreensão; a aparência pela essência.

Porque há coisas que somente a fé consegue enxergar.

E talvez seja justamente aí que comece a verdadeira visão.”

Alessandro Teodoro