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“Talvez os únicos que realmente dominam todas as línguas sejam os mudos.

Não porque conheçam cada idioma, mas porque aprenderam aquilo que os falantes frequentemente esquecem: o silêncio também comunica — e, às vezes, comunica com uma precisão que nenhuma palavra alcança.

Há silêncios que acolhem, outros que denunciam.

Há os que pedem desculpas sem pronunciar uma só palavra, e há os que gritam uma revolta inteira sem emitir um único som.

Um olhar pode atravessar fronteiras que um discurso jamais conseguiria cruzar; um gesto pode ser traduzido em qualquer parte do mundo.

Talvez o problema de quem fala demais seja justamente acreditar que linguagem é apenas aquilo que sai da boca.

Confundimos eloquência com volume, inteligência com quantidade de argumentos e verdade com a capacidade de vencer uma discussão.

Os mudos, nesse sentido, talvez sejam os poliglotas mais completos: não precisam dominar palavras estrangeiras para serem compreendidos.

Conhecem a gramática universal do olhar, do gesto, da presença e até da ausência.

Sabem que existem coisas que, quando ditas, diminuem; e outras que, quando caladas, revelam.

No fim, talvez dominar todas as línguas seja descobrir que nenhuma é suficiente.

E que há momentos em que o silêncio não é falta de voz, mas o idioma mais difícil de aprender.”

Última atualização 13 de Agosto de 2026. História

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“A palavra destrói a natureza carnal, terrena, e comunica nova vida em Cristo Jesus.”

Ellen G. White (1827–1915) Escritora norte-americana e líder da Igreja Adventista do Sétimo Dia

DTN, 391.

“Os silêncios não falam, mas por vezes dizem tanta coisa que, realmente, as palavras estariam sempre a mais.”

João Morgado (1965) escritor português

Fonte: Diário dos Infiéis

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“O que eu gostava de poder encher os livros de silêncio, e tender cada vez mais para o silêncio, e que as palavras estivessem carregadas de silêncio de maneira a que o leitor as pudesse encher como quisesse.”

António Lobo Antunes (1942)

Variante: O que eu gostava de poder encher os livros de silêncio, e tender cada vez mais de silêncio, e que as palavras estivessem carregadas de silêncio de maneira a que o leitor as pudesse encher como quisesse.

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