“Depois de Aqcha, a cor da paisagem mudou de chumbo para alumínio, tornou-se pálida e mortiça, como se há milhares e milhares de anos o sol lhe sugasse a alegria. Estávamos agora na planície de Balkh, que se diz ser a cidade mais antiga do mundo. Os maciços de árvores verdes, os tufos de erva áspera e cortante em forma de repuxo, quase pareciam negros, pois destacavam-se sobre o fundo daquela tonalidade mortal. De vez em quando, avistávamos um campo de cevada. O cereal estava maduro, e turcomanos em tronco nu colhiam-no com foices. Mas não era castanho nem dourado, nem lembrava Ceres, nem abundância. Parecia ter embranquecido prematuramente, como o cabelo de um louco, perdendo tudo o que nele fora nutritivo. E destas extensas mortalhas, primeiro a norte e depois a sul da estrada, elevavam-se as formas branco-acizentadas e carcomidas de uma arquitectura antiga, montículos, sulcados e esmaecidos pela chuva e pelo sol, mais estafados do que qualquer obra humana por mim vista: uma pirâmide torta, uma plataforma afunilada, um maciço de ameias, um animal agachado, com que os gregos de Báctria estavam familiarizados, e Marco Polo depois deles. Já deviam ter desaparecido. Mas foi o próprio impacto do sol, que, congregando a pertinácia daquele barro de cinza, permitiu conservar uma centelha inextinguível de forma, a centelha que não se encontra numa fortificação romana, nem numa mamoa coberta de erva, a centelha que continua a tremeluzir num mundo mais luminoso do que ela própria, cansada como só um suicida frustrado consegue ser.”
The Road to Oxiana
Tópicos
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“A cidade da Bahia, negra e religiosa, é quase tão misteriosa como o verde mar”
Jorge Amado (1912–2001) escritor brasileiro
Alvar Aalto (1898–1976)
Nearly every design task involves tens, often hundreds, sometimes thousands of different contradictory elements, which are forced into a functional harmony only by man's will. This harmony cannot be achieved by any other means than those of art.
Alvar Aalto: between humanism and materialism - Página 21, Alvar Aalto, Peter Reed, Kenneth Frampton, Museum of Modern Art (New York, N.Y.) - Museum of Modern Art, 1998, ISBN 087070107X, 9780870701078 - 319 páginas
“Os covardes morrem milhares de vezes, mas os bravos morrem apenas uma.”
Ernest Hemingway (1899–1961)
“Sou amado por milhares de pessoas, mas me acho o homem mais solitário do mundo.”
Freddie Mercury (1946–1991) cantor e compositor britânico
Freddie Mercury, Queen
“Crueldade e benevolência são tonalidades da mesma cor.”
Khaled Hosseini (1965)
O Silêncio da Montanhas