Frases de Ana Hatherly

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Ana Hatherly

Data de nascimento: 8. Maio 1929
Data de falecimento: 5. Agosto 2015

Ana Hatherly GOIH, , foi uma professora, escritora e artista plástica portuguesa.

Professora catedrática da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde co-fundou o Instituto de Estudos Portugueses, é diplomada em Cinema, pela London Film School, licenciada em Filologia Germânica, pela Universidade de Lisboa, e doutorada em Estudos Hispânicos, pela Universidade da Califórnia, em Berkeley.

Anteriormente leccionou na Escola de Cinema do Conservatório Nacional, e no AR.CO, em Lisboa. Existem cópias dos seus filmes no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian e no Arquivo da Cinemateca Portuguesa.

Paralelamente desenvolveu uma carreira como artista plástica, iniciada na década de 1960, com um extenso número de exposições individuais e colectivas, em Portugal e no estrangeiro.

Foi membro da Direcção da Associação Portuguesa de Escritores e ajudou a fundar o P.E.N.

Clube Português, ao qual presidiu. Foi ainda membro destacado do grupo da poesia experimental, nas décadas de 1960 e 70, além de se ter dedicado à investigação e divulgação da literatura portuguesa barroca, fundando as revistas Claro-Escuro e Incidências. Em 1978 foi agraciada pela Academia Brasileira de Filologia do Rio de Janeiro, com a Medalha Oskar Nobiling; em 1998 obteve o Grande Prémio de Ensaio Literário da Associação Portuguesa de Escritores; em 1999 o Prémio de Poesia do P.E.N. Clube Português; em 2003 o Prémio de Poesia Evelyne Encelot, em França, e o Prémio Hannibal Lucic, na Croácia.

Encontra-se colaboração da sua autoria no jornal 57 .

A 10 de Junho de 2009, foi feita Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

Foi agraciada com o Prémio Femina por mérito na Literatura, em 2015.

Morreu de causas naturais no dia 5 de Agosto de 2015.


„A amizade é um sentimento de difícil definição. Na prática porém todos concordam que ela se traduz acima de tudo por serviços prestados.“

„Não existe história alguma que não seja uma descrição mais ou menos completa de qualquer batalha.“


„O amor ama as coisas difíceis, por isso quem ama vive num permanente estado de impaciência.“

„O escritor foi sempre um funâmbulo cego e o leitor é apenas um espectador de passagem.“

„Quem tem sentimentos acerca das coisas fica prisioneiro do tempo.“

„Não se ama nunca, só se deseja.“

„O próprio do prazer é não poder ser dito.“

„A sabedoria do amor consiste na aprendizagem pelo sofrimento, do prazer nele contido.“


„A arte torna-se arte quando a sua naturalidade original é transformada pelo contexto em que funciona.“

„Quantas vezes nos sentimos extraordinariamente sós embora sentindo-nos felizes. O amor é impossível mesmo quando possível.“

„Descobrindo-se, o poeta personifica, representa. Nos melhores momentos descobre o que nem sequer encoberto estava, porque o que ele faz é ver a oblíqua eloquência ou o encanto do que, sem ele, não seria.“

„Como disse uma velha cantora argentina, com o tempo, a gente se despede lentamente das coisas conhecidas. Por isso o criador não envelhece: constantemente inventa novas imagens de abertura para espaços que não se conhecem.“


„Penso no acto de escrever. O real é uma retrospectiva: registar recolher nomear esquecer. A mão obedece é uma bobina de seis pontas quando escreve. Esse é o mundo natural do escritor.“

„A observação do Outro: a diferença é o que nos une e separa. Quando o eu descobre o outro começa a guerrilha sem fim. O nó que se faz-desfaz. A escolha: o gelo da solidão ou a horrível queimadura da vida.“

„Não medir a altura do sonho. Não medir a distância de um sorriso. Quando a espuma das ondas chega à areia qualquer coisa de irreversível acontece.“

„O homem invisível é uma metáfora de todas as coisas impossíveis com que sonhamos: a felicidade, o amor, o saber que nos escapa. Entre o próximo e o longínquo está o prazer que se experimenta num instante supremo mas essa plenitude está fora do nosso campo visual.“

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