Frases sobre desconforto

Uma coleção de frases e citações sobre o tema da desconforto, ser, pessoas, mudança.

Frases sobre desconforto

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“Quase sempre preferimos o conforto da opinião sem o desconforto da reflexão.”

John Fitzgerald Kennedy (1917–1963) 35º Presidente dos Estados Unidos

We enjoy the comfort of opinion without the discomfort of thought.
John F. Kennedy: Containing the Public Messages, Speeches, and Statements of the President - Página 471, United States. President (1961-1963 : Kennedy), John Fitzgerald Kennedy - United States. Office of the Federal Register, Office of the Federal Register, 1962

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“Em relação à dieta animal, pode ser considerado, que despojar os animais das suas vidas, de forma a transforma-los em comida, contraria imensamente os princípios da benevolência e compaixão. Isto mostra-se na frequente insensibilidade e crueldade encontrada entre aquelas pessoas, cujas ocupações as engajam em destruir a vida animal, assim como no desconforto que os outros sentem em contemplar o massacre de animais.”

David Hartley (1705–1757)

With respect to animal diet, let it be considered, that taking away the lives of animals, in order to convert them into food, does great violence to the principles of benevolence and compassion. This appears from the frequent hard-heartedness and cruelty found amongst those persons whose occupations engage them in destroying animal life, as well as from the uneasiness which others feel in beholding the butchery of animals.
"Observations on man, his frame, his duty, and his expectations" - Página 461 http://books.google.com/books?id=MuIQAAAAYAAJ&pg=PA461, de David Hartley - 6, reimpressão, Printed for T.Tegg and son, 1834 - 604 páginas

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Esta frase aguardando revisão.

“Às vezes, a pressa em comprar Verdade Aveludada é tão grande que os Apaixonados já nem se importam com a Embalagem.

E talvez seja justamente aí que mora o perigo mais silencioso do nosso tempo: não na mentira escancarada, mas na verdade que se deixa moldar ao toque — macia, confortável, ajustável aos desejos de quem a consome. 

Uma verdade que não exige esforço, que não confronta, que não pede revisão de rota. 

Apenas acolhe, embala e confirma.

Em meio à pressa, desaprendemos o valor do desconforto. 

Esquecemos que a verdade, quando genuína, raramente chega pronta para ser aceita; ela provoca, desloca e inquieta. 

Mas o espírito apressado não quer esse atrito — ele busca a suavidade de narrativas que caibam perfeitamente em suas certezas pré-fabricadas. 

E assim, pouco a pouco, a embalagem deixa de importar porque o conteúdo já foi previamente escolhido.

A polarização se alimenta exatamente desse hábito: não de discordar, mas de não querer sequer considerar. 

Cada lado constrói sua vitrine de Verdades Aveludadas, expostas com brilho suficiente para seduzir os que só desejam acreditar. 

E quem compra, não lê o rótulo — apenas reconhece o que já sente.

Nesse cenário, a manipulação já nem precisa ser sofisticada; basta ser conveniente. 

Não é necessário esconder a incoerência, apenas envolvê-la em familiaridade. 

Afinal, quando a emoção se antecipa à razão, qualquer embalagem parece suficiente — desde que o conteúdo não ameace o conforto de quem o consome.

Talvez o maior desafio do nosso tempo não seja encontrar a Verdade, mas reaprender a desacelerar diante dela. 

Ter a coragem de examinar o que nos agrada com o mesmo rigor que aplicamos ao que rejeitamos. 

Porque, no fim, não é a embalagem que define o valor do que compramos — é a disposição de encarar o que há dentro, mesmo quando já não é tão macio quanto gostaríamos.”

Não são os manipuladores que se aperfeiçoaram, são os manipuláveis que retrocederam.

Esta frase aguardando revisão.

“Os Frequentadores Assíduos da Agridoce Escola da Solitude dificilmente se contentam com meia companhia.

Há algo que a solidão ensina, e não é apenas o silêncio — é a escuta. 

Quem se demora nesse espaço aprende a reconhecer o próprio ruído interno, a distinguir carência de presença e distração de encontro. 

E, depois disso, já não dá para aceitar qualquer preenchimento como se fosse conexão.

A solitude, quando atravessada com coragem e disciplina, deixa de ser ausência e se torna critério. 

Ela afina o olhar. 

Mostra que companhia não é sinônimo de proximidade, nem conversa é garantia de vínculo. 

E, sobretudo, revela que estar com alguém pela metade cobra um preço inteiro.

Por isso, quem já se formou — ainda que provisoriamente — nessa escola agridoce, passa a estranhar o raso. 

Não por arrogância, mas por memória. 

Memória de quando estar só era muito mais honesto do que estar mal acompanhado. 

Memória de quando o vazio, ao menos, não fingia ser plenitude.

Meia companhia cansa porque exige que a gente finja completude onde só há fragmento. 

E quem já fez as pazes com a própria inteireza, mesmo imperfeita, começa a preferir o desconforto da ausência à ilusão da presença incompleta.

No fundo, não se trata de rejeitar o outro — mas de recusar o que não chega inteiro. 

Porque, depois de aprender a estar consigo e gostar disso, qualquer companhia que não soma, diminui.”