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“Não faço a mais vaga ideia de onde surgiu a romantização da Desculpa e do Perdão. 
 
E, sim, nessa ordem!
 
Na Bíblia, não foi!?! 
 
Lá não se romantiza absolutamente quase nada, embora haja — aos borbotões — os que insistem em fazê-lo.
 
Desculpa e Perdão, embora tão caprichosamente confundidos,  diferem um do outro pela razoabilidade e profundidade.
 
O primeiro, muitas vezes, tenta se legitimar na justificativa, enquanto o segundo se alicerça no reconhecimento da culpa e no arrependimento.
 
O primeiro alimenta a falsa ideia da amenização dos conflitos; o segundo requer o real desprendimento da podridão do lixo da alma.
 
Ambos coexistem e muito caprichosamente se confundem!
 
Nem todos que pedem desculpa pedem perdão, e nem todos que desculpam, de fato, perdoam.
 
Quer seja por opção ou conveniência, a moda do momento é ofender, já com o pedido de desculpas ao alcance das mãos.
 
É um olho no pecado e o outro no perdão!
 
Num dia, fala-se um monte de asneiras; noutro, diz-se mal interpretado…
 
Num dia, agride; noutro, pede desculpas.
 
Tomara que dois tapas na cara e um soco no estômago não virem moda.”

Última atualização 12 de Setembro de 2026. História

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“O perdão implica que um se arrependa e o outro se esqueça, duas premissas nem sempre conciliáveis.”

João Morgado (1965) escritor português

Fonte: Diário dos Imperfeitos

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“Há na idéia do perdão algo de transumano. O impossível opera na idéia de um perdão incondicional, uma vez que este perdão que perdoa o impoerdoável é um perdão impossível. Ele faz o impossível, faz fazer e proporciona o impossível, perdoa (este) que não é perdoável.”

Jacques Derrida (1930–2004)

De que amanhã...: Diálogo - página 197, Jacques Derrida, e Elisabeth Roudinesco, Jorge Zahar Editor Ltda, 2004, ISBN 8571107610, 9788571107618, 240 páginas

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“Sim, a culpa acaba falando, embora a língua permaneça ociosa.”

William Shakespeare (1564–1616) dramaturgo e poeta inglês

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