Esta frase aguardando revisão.
“Não faço a mais vaga ideia de onde surgiu a romantização da Desculpa e do Perdão.
E, sim, nessa ordem!
Na Bíblia, não foi!?!
Lá não se romantiza absolutamente quase nada, embora haja — aos borbotões — os que insistem em fazê-lo.
Desculpa e Perdão, embora tão caprichosamente confundidos, diferem um do outro pela razoabilidade e profundidade.
O primeiro, muitas vezes, tenta se legitimar na justificativa, enquanto o segundo se alicerça no reconhecimento da culpa e no arrependimento.
O primeiro alimenta a falsa ideia da amenização dos conflitos; o segundo requer o real desprendimento da podridão do lixo da alma.
Ambos coexistem e muito caprichosamente se confundem!
Nem todos que pedem desculpa pedem perdão, e nem todos que desculpam, de fato, perdoam.
Quer seja por opção ou conveniência, a moda do momento é ofender, já com o pedido de desculpas ao alcance das mãos.
É um olho no pecado e o outro no perdão!
Num dia, fala-se um monte de asneiras; noutro, diz-se mal interpretado…
Num dia, agride; noutro, pede desculpas.
Tomara que dois tapas na cara e um soco no estômago não virem moda.”
Última atualização 12 de Setembro de 2026. História
Tópicos
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“Era malcriada demais, revoltada demais, embora depois caísse em si e pedisse desculpas.”
Clarice Lispector (1920–1977) Escritora ucraniano-brasileira
“O perdão implica que um se arrependa e o outro se esqueça, duas premissas nem sempre conciliáveis.”
João Morgado (1965) escritor português
Fonte: Diário dos Imperfeitos
Jacques Derrida (1930–2004)
De que amanhã...: Diálogo - página 197, Jacques Derrida, e Elisabeth Roudinesco, Jorge Zahar Editor Ltda, 2004, ISBN 8571107610, 9788571107618, 240 páginas
“Sim, a culpa acaba falando, embora a língua permaneça ociosa.”
William Shakespeare (1564–1616) dramaturgo e poeta inglês
Othello