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“O Machismo Invisível: As Sutilezas que Enfraquecem a Nossa Luta. 

Para fortalecermos Honestamente a Luta contra a Violência de Gênero, primeiramente precisamos quase todos nos desconstruirmos…

A começar pelo hábito de “feminilizar” a pessoa do machista que fingimos combater.

Há uma contradição muito silenciosa nisso. 

Quando associamos o comportamento machista a algo “feminino” como forma de ofensa, não estamos combatendo o machismo — estamos apenas reafirmando, disfarçadamente, a mesma lógica que sustenta o problema. 

É como tentar apagar um incêndio jogando sobre ele o combustível que fingimos rejeitar.

Essa distorção revela o quanto o machismo não está apenas nos atos mais explícitos, mas também nos detalhes da linguagem, nas piadas, nas expressões automáticas, nos vícios culturais que repetimos sem perceber. 

Combatê-lo exige mais do que apontar o outro — exige coragem para revisitar a si mesmo.

Porque é sempre mais confortável enxergar o machismo como algo externo, encarnado em figuras caricatas, distantes de nós. 

O difícil é admitir que ele também se manifesta em pequenas permissões, em risos coniventes, em palavras mal escolhidas que carregam séculos de desvalorização, demonização e desumanização do Feminino.

Desconstruir-se, nesse contexto, não é um gesto de fraqueza — é um ato de responsabilidade. 

É reconhecer que a luta contra a Violência de Gênero não se sustenta apenas em Discursos Inflamados ou indignações pontuais, mas na coerência entre o que se defende e o que se pratica, inclusive no invisível.

Enquanto o Feminino continuar sendo usado como sinônimo de inferioridade, fragilidade ou motivo de ridicularização, o machismo seguirá confortável, até mesmo entre aqueles que juram combatê-lo.

E talvez o verdadeiro avanço comece quando entendermos que não basta lutar contra o agressor — é preciso também desarmar, dentro de nós, as ideias medonhas que o legitimam.”

Última atualização 29 de Março de 2026. História

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“A luta contra a máfia não pode ficar em um quarto, a luta contra a máfia deve envolver todo o edifício.”

Giovanni Falcone (1939–1992)

La lotta alla mafia non può fermarsi a una sola stanza, la lotta alla mafia deve coinvolgere l'intero palazzo.
Giovanni Falcone Juiz anti-mafia; citado em Storia dell'Italia contemporanea: dalla crisi del fascismo alla crisi della Repubblica (1939-1998) - Página 590, Giorgio Vecchio, ‎Daniela Saresella, ‎Paolo Trionfini - Monduzzi, 1999, ISBN 8832357704, 9788832357707, 743 páginas

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“A luta do homem contra o poder é a luta da memória contra o esquecimento.”

Milan Kundera (1929–2023)

Milan Kundera citado em "Ponche verde" - página 47, Janer Cristaldo - Nórdica, 1986, ISBN 8570070764, 9788570070760 - 279 páginas
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