Frases de David Foster Wallace
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David Foster Wallace foi um romancista, contista e ensaísta norte-americano.

✵ 21. Fevereiro 1962 – 12. Setembro 2008   •   Outros nomes دايفيد والاس
David Foster Wallace: 198   citações 9   Curtidas

David Foster Wallace Frases famosas

“É questão de certo interesse perceber que as artes populares dos EUA da virada do milênio tratam a anedonia e o vazio interno como coisas descoladas e cool. De repente são vestígios da glorificação romântica do mundo e sofisticada e aí consumida por pessoas mais jovens que não apenas consomem arte mas a examinam em busca de pistas de como ser chique, cool - e não esqueça que, para os jovens em geral, ser chique e cool é o mesmo que ser admirado, aceito e incluído e portanto assolitário. Esqueça a dita pressão-dos-pares. É mais tipo uma fome-de-pares. Não? Nós entramos numa puberdade espiritual em que nos ligamos ao fato de que o grande horror transcendente é a solidão, fora o enjaulamento em si próprio. Depois que chegamos a essa idade, nós agora daremos ou aceitaremos qualquer coisa, usaremos qualquer máscara para nos encaixar, ser parte-de, não estar Sós, nós os jovens. As artes dos EU são o nosso guia para a inclusão. Um modo-de-usar. Elas nos mostram como construir máscaras de tédio e de ironia cínica ainda jovens, quando o rosto é maleável o suficiente para assumir a forma daquilo que vier a usar. E aí ele se prende ao rosto, o cinismo cansado que nos salva do sentimentalismo brega e do simplismo não sofisticado. Sentimento é igual a simplismo neste continente (ao menos desde a Reconfiguração). […] Hal, que é vazio mas não é besta, teoriza privadamente que o que passa pela transcendência descolada do sentimentalismo é na verdade algum tipo de medo de ser realmente humano, já que ser realmente humano (ao menos como ele conceitualiza essa ideia) é provavelmente ser inevitavelmente sentimental, simplista, pró-brega e patético de modo geral, é ser de alguma maneira básica e interior para sempre infantil, um tipo de bebê de aparência meio estranha que se arrasta anacliticamente pelo mapa, com grandes olhos úmidos e uma pele macia de sapo, crânio enorme, baba gosmenta. Uma das coisas realmente americanas no Hal, provavelmente, é como ele despreza o que na verdade gera a sua solidão: esse horrendo eu interno, incontinente de sentimentos e necessidades, que lamenta e se contorce logo abaixo da máscara vazia e descolada, a anedonia.”

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Citações de verdade de David Foster Wallace

David Foster Wallace frases e citações

“Uma das poucas coisas da infância no Meio-Oeste que ainda me fazem falta é essa convicção bizarra, iludida porém inabalável, de que tudo ao meu redor existia única e exclusivamente Para Mim. Serei eu o único a ter possuído essa sensação profunda e estranha quando criança? - de que tudo exterior a mim existia apenas na medida em que me afetava de alguma maneira? - de que todas as coisas eram de alguma maneira, por via de alguma atividade adulta obscura, especialmente dispostas ao meu favor? Alguém mais se identifica com essa memória? A criança deixa um quarto e agora tudo naquele quarto, assim que ela não está mais lá para ver, se dissolve numa espécie de vácuo de potencial ou então (minha teoria pessoal da infância) é levado embora por adultos escondidos e armazenado até que uma nova entrada da criança no quarto ponha tudo de volta em serviço ativo. Será que era insanidade? Era radicalmente egocêntrica, é claro, essa convicção, e consideravelmente paranoica. Fora a responsabilidade que implicava: se o mundo inteiro se dissolvia e se desfazia cada vez que eu piscava, o que aconteceria se meus olhos não abrissem?

Talvez o que me faça falta agora seja o fato de o egocentrismo radical e delusório de uma criança não lhe trazer conflitos nem dor. Cabe a ela o tipo de solipsismo majestosamente inocente de, digamos, o Deus do bispo Berkeley: as coisas não são nada até que sua visão as extraia do vazio: sua estimulação é a própria existência do mundo. E talvez por isso uma criança pequena tema tanto o escuro: não tanto pela possível presença de coisas cheias de dentes escondidas no escuro, mas precisamente pela ausência de tudo que sua cegueira apagou. Para mim, ao menos, com o devido respeito aos sorrisos indulgentes dos meus pais, esse era o verdadeiro motivo por trás da necessidade de uma luz noturna: ela mantinha o mundo nos eixos.”

Ficando Longe do Fato de já Estar Meio que Longe de Tudo

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David Foster Wallace: Frases em inglês

“There is actually no such thing as atheism. There is no such thing as not worshiping. Everybody worships. The only choice we get is what to worship.”

Fonte: This Is Water: Some Thoughts, Delivered on a Significant Occasion, about Living a Compassionate Life

“So yo then man what's your story?”

David Foster Wallace livro Infinite Jest

Fonte: Infinite Jest

“She was terrified of everything, and terrified to show it.”

David Foster Wallace livro Brief Interviews with Hideous Men

Fonte: Brief Interviews with Hideous Men

“It is extremely difficult to stay alert & attentive instead of getting hypnotized by the constant monolog inside your head.”

Fonte: This Is Water: Some Thoughts, Delivered on a Significant Occasion, about Living a Compassionate Life

“If Realism called it like it saw it, Metafiction simply called it as it saw itself seeing itself see it.”

E Unibus Pluram: Television and U.S. Fiction
Essays
Fonte: A Supposedly Fun Thing I'll Never Do Again: Essays and Arguments
Contexto: The emergence of something called Metafiction in the American '60s was hailed by academic critics as a radical aesthetic, a whole new literary form, literature unshackled from the cultural cinctures of mimetic narrative and free to plunge into reflexivity and self-conscious meditations on aboutness. Radical it may have been, but thinking that postmodern Metafiction evolved unconscious of prior changes in readerly taste is about as innocent as thinking that all those college students we saw on television protesting the Vietnam war were protesting only because they hated the Vietnam war (They may have hated the war, but they also wanted to be seen protesting on television. TV was where they'd seen the war, after all. Why wouldn't they go about hating it on the very medium that made their hate possible?) Metafictionists may have had aesthetic theories out the bazoo, but they were also sentient citizens of a community that was exchanging an old idea of itself as a nation of do-ers and be-ers for a new vision of the U. S. A. as an atomized mass of self-conscious watchers and appearers. For Metafiction, in its ascendant and most important phases, was really nothing more than a single-order expansion of its own theoritcal nemesis, Realism: if Realism called it like it saw it, Metafiction simply called it as it saw itself seeing it. This high-cultural postmodern genre, in other words, was deeply informed by the emergence of television and the metastasis of self-conscious watching.