Frases sobre inversão

Uma coleção de frases e citações sobre o tema da inversão, próprio, ser.

Frases sobre inversão

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“[M]ulheres sob regime falocrático são confinadas ao papel de recipientes/carregadoras, dirigidas e controladas por homens. Já que esse papel é a básica reversão da base do verdadeiro ser das mulheres que Viajam/Espiralam, quando nós dirigimos nossas próprias Habilidades/Embarcações nos tornamos reversoras dessa reversão mortal.”

Mary Daly (1928–2010)

[W]omen under phallocratic rule are confined to the role of vessels/carriers, directed and controlled by men. Since that role is the basic base reversal of the very be-ing of Voyaging/Spiraling women, when we direct our own Crafts/Vessels we become reversers of that deadly reversal.
Gyn/Ecology: The Metaethics of Radical Feminism, New Intergalactic Introduction (1978-1990)
Gyn/Ecology: The Metaethics of Radical Feminism (1978–1990)

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“Quanto maior o bem, maior o mal que da sua inversão procede.”

Ruy Barbosa (1849–1923) político, escritor e jurista brasileiro
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“Eis que, na economia da evolução, o nascimento espontâneo do abuso tem uma função na medida em que conduz a uma inversão de valores, com a morte dos velhos e o surgir dos novos.”

Pietro Ubaldi (1886–1972) Filosofo ìtalo-brasileiro, que fundamentou uma ciência espiritualista, apreciada até mesmo por Eintein.

P. Ubaldi - A Descida dos Ideais

Esta frase aguardando revisão.

“Desde que a FIFA passou a pensar com os pés, a torcida com as cabeças dos outros, nossos futebolistas já não usam nem eles, nem a cabeça.

Talvez o problema nunca tenha sido exatamente o futebol, mas o que fizemos dele. 

Um jogo que nasceu como expressão espontânea de corpo, inteligência e improviso foi sendo lentamente capturado por interesses que preferem o automático ao criativo, o previsível ao genial. 

Pensar com os pés, nesse contexto, deixou de ser metáfora poética da habilidade e virou sintoma de uma inversão: decisões tomadas longe do campo, desconectadas da essência do jogo.

A torcida, por sua vez, que antes era extensão pulsante da arquibancada, passou a reproduzir discursos prontos, terceirizando até suas próprias emoções. 

Já não se vibra apenas pelo que se vê, mas pelo que se manda sentir. 

E quando a emoção deixa de ser autêntica, ela facilmente se transforma em massa de manobra — barulhenta, intensa, mas pouco consciente.

E os jogadores? 

Esses parecem cada vez mais pressionados a cumprir roteiros invisíveis. 

Entre contratos, estatísticas e expectativas infladas, o improviso — que sempre foi a alma do futebol — vai sendo sufocado. 

Jogar com a cabeça, no sentido mais nobre, exige liberdade para pensar, arriscar e errar. 

Mas, em um ambiente onde o erro custa caro demais, a criatividade se torna um luxo perigoso.

No fim, talvez estejamos todos participando de um jogo que já não reconhecemos completamente. 

Um jogo onde se corre muito, fala-se demais e pensa-se de menos. 

E aí, ironicamente, aquilo que sempre nos encantou — a inteligência que nasce do corpo em movimento — vai sendo substituído por uma coreografia previsível, eficiente… e cada vez menos humana.”

Muito Longe da Metáfora Poética da Habilidade: o Futebol Pensado com os Pés nas Costas da Torcida