“Procura acomodar-te sempre ao humor das pessoas com quem te vejas obrigado a tratar; com as que possuem carácter alegre, sê alegre; participa da tristeza dos tristes; enfim, esforça-te por a todos conquistar.”Frases Cristãs De tristeza, De pessoas, Esforço, Humor
“Evite manter no seu ambiente de trabalho um trabalhador de mau carácter ou desagregador. Medite que uma gota de veneno contamina o cântaro.”Inácio Dantas
“Um homem inteligente está perdido se não tem carácter enérgico. Quando se tem a lanterna de Diógenes é necessário ter também o seu cacete.”Nicolas Chamfort (1741–1794) De homens
“O carácter é o que mais difícil se torna de conhecer no homem, porque depende de acasos que no-lo revelem.”Marie de Beausacq De homens
“A forma como lidamos com nossos inimigos define nosso carácter, porém uma vez que se tenha inimigos, não será necessária outra prova de carácter.”Rafael Valladão Rocha
“Ter firmeza de carácter não é dizer sempre que 2 + 2 = 4. É dizer por exemplo que são cinco - e persistir…”Vergílio Ferreira (1916–1996) escritor português
“Não poder suportar todos os maus carácteres de que a sociedade está cheia não revela bom carácter: e isso é indispensável no comércio das peças de ouro e da moeda.”Jean de La Bruyere (1645–1696)
“Uma virtude deve ser nossa invenção, nossa defesa e nossa necessidade pessoais: tomada em qualquer outro sentido, não passa de um perigo. Aquilo que não é uma condição vital é prejudicial à vida: uma virtude que não existe senão por causa dum sentimento de respeito pela ideia de «virtude», como Kant a queria, é perigosa. A «virtude», o «dever», o «bem em si», o bem como carácter da impersonalidade do valor geral - quimeras onde se exprime a degenerescência, o último enfraquecimento da vida, a chinesice de Conisberga.”Friedrich Nietzsche (1844–1900) filósofo alemão do século XIXDe vida, Sentido, Idéia
“Marley fez-me pensar no carácter efémero da vida, nas suas alegrias passageiras e oportunidades perdidas. Fez-me lembrar que só temos uma chance de chegar ao ouro, sem repetições.”John Grogan (1958) De vida, Alegria, Chance
“Muitas das notas de Marco Aurélio a si próprio, (…) baseavam-se nos riscos de tirania de um imperador. Detestava especialmente Nero – um homem à mercê dos mais loucos impulsos, como um animal selvagem – ou, como Marco Aurélio descreveria imemoriavelmente “Um carácter obscuro: efeminado, grosseiro, selvagem, animalesco, pueril, cobarde, falso, tolo, mercenário e despótico.”Frank McLynn (1941) Marcus Aurelius: A LifeDe homens, Animais, Dos tolos
“Onde a norma de conduta não é o próprio carácter, mas as tradições e costumes alheios, falta um dos principais ingredientes da felicidade humana e, de modo completo, o principal ingrediente do progresso individual e social.”John Stuart Mill livro A LiberdadeOn LibertyDe felicidade
Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?“Multiplicação de Números inteiros … Note que, para a solução mais fácil desta proposição, foi necessário ter na memória a multiplicação dos 9 caracteres simples entre si, aprendendo-os pela repetição da Tabela aqui colocada …”Simon Stevin (1548–1620) Memória, Aprendendo
“Tão medonho quanto os imbecis que emprestam as cabeças para o encardido criar mentiras, são os maus-caracteres que as replicam em prol das verdades em que acreditam.”Alessandro Teodoro De mentiras, De verdade
Esta frase aguardando revisão.“Os Canalhas não mudam de opinião, só recalculam a rota para distrair a animosidade dos asseclas.Há quem confunda conveniência com arrependimento, silêncio com reflexão e mudança de discurso com transformação moral. Mas nem toda curva indica uma nova direção; muitas vezes, é apenas um desvio calculado para evitar o desgaste da estrada principal.Os maus-caracteres raramente abandonam suas convicções por compreenderem o dano que causaram ou podem causar. O que frequentemente abandonam é a forma como as expõem. Quando a reprovação cresce, quando os aplausos diminuem ou quando os seguidores começam a demonstrar inquietação, surge uma repentina moderação que, vista de longe, pode parecer maturidade. Vista de perto, sem as lentes embaçadas pela paixão, revela apenas estratégia.Não se trata de uma revisão de valores, mas de gerenciamento de danos. O objetivo não é encontrar a verdade, e sim preservar a influência. Não é corrigir os próprios erros, mas impedir que eles cobrem um preço alto demais. O discurso muda porque o ambiente mudou. A essência permanece intacta.Talvez por isso seja tão difícil distinguir integridade de oportunismo em tempos de exposição permanente. Vivemos cercados por narrativas cuidadosamente editadas, onde o cálculo político, social ou pessoal veste as roupas da virtude. E, para muitos, basta uma nova declaração para apagar uma longa história de más atitudes.Mas o caráter não se revela nos momentos em que a aprovação está garantida. Revela-se justamente quando manter uma posição correta custa prestígio, poder ou conveniência. Quem muda apenas para conservar ou arregimentar mais seguidores não demonstra evolução; demonstra dependência. E torna-se refém da plateia que diz ou acredita conduzir.A verdadeira transformação exige algo que o mau-caráter teme profundamente: reconhecer que estava errado sem negociar a própria imagem. Exige humildade para admitir falhas sem esperar recompensa, sem buscar aplausos e sem transformar a confissão em espetáculo.Por isso, antes de celebrarmos cada mudança de discurso como sinal de consciência, convém observar o que permanece quando as palavras se acomodam, quando as cortinas se fecham.Afinal, existem pessoas que mudam de ideia porque aprenderam algo novo. E existem aquelas que apenas recalculam a rota para continuar chegando ao mesmo destino por caminhos menos espinhosos. O caráter, no fim, está menos na direção anunciada e mais no lugar para onde se insiste em caminhar.”Alessandro Teodoro Dependência, História, mudança, Idéia
Esta frase aguardando revisão.“Receio que o termo “Textão” tenha surgido dos Leitores apressados que se alimentam da Superficialidade Digital.É muito curioso como uma Palavra criada para diminuir o Tamanho de uma Reflexão acabou revelando muito mais sobre quem a utiliza do que sobre quem Escreve. Chamar um texto de “textão” quase sempre carrega uma dose de impaciência, como se dedicar alguns minutos à leitura fosse um sacrifício incompatível com o ritmo frenético da vida online.Vivemos a era da Velocidade…Tudo precisa ser resumido, comprimido, editado, transformado em poucos segundos de vídeo, em frases de efeito ou em legendas que caibam entre uma propaganda e outra. A profundidade passou a disputar espaço com o algoritmo, e o algoritmo muito raramente recompensa quem exige pausa, silêncio e Contemplação.Não se trata de condenar a Tecnologia. Ela democratizou o acesso à informação de uma forma jamais imaginada. O problema começa quando confundimos informação com conhecimento, opinião com reflexão e consumo de conteúdo fragmentado com aprendizado. Nunca lemos tanto; mas talvez nunca tenhamos compreendido tão pouco.Há uma diferença enorme entre passar os olhos por centenas de publicações e permitir que uma ideia atravesse as nossas convicções. A primeira alimenta o cérebro com estímulos constantes; a segunda exige algo muito mais raro: disposição para pensar. Pensar dói, desmonta certezas e nos obriga a reconhecer que o mundo dificilmente cabe em frases feitas.Talvez por isso os textos longos incomodem tanto. Eles não permitem respostas automáticas. Exigem tempo, interpretação e, principalmente, disposição para dialogar com ideias que podem contrariar as nossas próprias crenças. Em uma cultura que premia reações instantâneas, qualquer convite à reflexão parece um atraso.É muito curioso perceber que quase ninguém reclama de assistir horas de uma série, acompanhar partidas inteiras de futebol, maratonar vídeos ou permanecer incontáveis minutos, quiçá horas, deslizando o dedo sobre a tela. O problema não é o tempo…O problema é quando esse tempo precisa ser investido em algo que exige participação intelectual. O entretenimento flui; a reflexão cobra presença.Reduzir qualquer argumento elaborado ao rótulo de "Textão" também revela uma inversão muito preocupante de valores. A brevidade deixou de ser uma qualidade para se tornar uma obrigação. Como se toda ideia complexa pudesse — e devesse — caber em poucas linhas. Mas a realidade não é simples. Justiça, ética, liberdade, amor, política, fé, educação ou desigualdade jamais serão compreendidos em meia dúzia de caracteres.A pressa também produz outro efeito silencioso: substitui o entendimento pelo julgamento. Antes mesmo de compreender um raciocínio completo, muitos já formulam uma resposta. Não dialogam com argumentos; combatem impressões. Nem escutam para entender; escutam apenas o suficiente para responder.Isso explica por que tantos debates se transformaram em disputas de frases de impacto. Vence quem viraliza, não quem argumenta. Ganha visibilidade quem simplifica, ainda que simplificar signifique distorcer.Talvez o verdadeiro "Textão" não esteja nas palavras escritas, mas na complexidade da própria existência. A vida nunca foi tão resumida. Uma amizade não cabe em um emoji. Um luto não se traduz em status ou stories. Uma consciência não amadurece por meio de manchetes. Os maiores aprendizados sempre exigiram tempo, escuta e profundidade.Ler um texto longo não é apenas consumir palavras; é exercitar uma habilidade que está se tornando muito rara: permanência. Permanecer diante de uma ideia até compreendê-la. Permanecer diante de um argumento sem fugir para a próxima distração. Permanecer diante do desconforto que uma boa reflexão inevitavelmente provoca.Talvez o problema nunca tenha sido o “Textão”. Talvez o problema seja a dificuldade crescente de permanecer tempo suficiente diante de qualquer coisa que não produza Gratificação Imediata.E, quem sabe, o dia em que voltarmos a valorizar a Leitura Demorada, a Conversa Profunda e o Pensamento Paciente seja também o dia em que deixaremos de chamar Reflexão de Excesso de Palavras e reconheceremos nela aquilo que sempre foi: um convite para enxergar Além da Superfície.”Alessandro Teodoro Problema, Idéia, Leitura, Conhecimento