Esta frase aguardando revisão.

“Para os Bandidos Assumidos do Estado Paralelo existe até pena de morte, para os do Braço Armado do Estado não existe quase pena nenhuma.

Talvez o que mais perturbe não seja apenas a existência de dois pesos e duas medidas, mas a naturalização disso como se fosse parte inevitável das engrenagens sociais. 

De um lado, uma Estrutura Informal que pune com brutalidade para manter o controle pelo medo; de outro, uma Estrutura Formal que, em teoria, deveria zelar pela justiça, mas frequentemente se enrosca em proteções, corporativismos e silêncios convenientes.

O paradoxo é muito cruel: o mesmo Estado que reivindica o legítimo Monopólio da Força se enfraquece quando falha em responsabilizar aqueles que agem desonestamente em seu nome. 

Porque, no fim das contas, a confiança não nasce da força, mas da coerência. 

E quando a coerência desaparece, abre-se espaço para que o medo — e não a justiça — organize a vida das pessoas.

Não se trata de comparar violências como se fossem equivalentes, mas de reconhecer que a Seletividade na punição corrói qualquer ideia de Justiça. 

Quando a lei é dura com uns e indulgente com outros, ela deixa de ser lei e passa a ser instrumento. 

E instrumentos, nas mãos erradas, não constroem — apenas reforçam desigualdades e perpetuam ciclos de abuso.

O que sustenta uma sociedade não é apenas a punição do erro, mas a credibilidade de quem pune. 

Sem isso, a linha que separa Autoridade de Arbitrariedade se torna tênue demais — e perigosa demais para ser ignorada.

O Bandido Assumido consegue ser muito mais Honesto do que qualquer covarde que se esconda sob a segunda pele do Braço Armado do Estado.”

Última atualização 26 de Março de 2026. História

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“Existe a vingança e existe a justiça. Às vezes as duas são uma só.”

Kathleen E. Woodiwiss (1939–2007)

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