Esta frase aguardando revisão.
“Talvez a mais sutil das violências seja a de tantos cidadãos de bem — que consomem sem se importar de onde vem…
Vivem do jeitinho que lhes convém e só enxergam culpa nos Bandidos Assumidos e no Estado.
Enquanto boa parte da sociedade se embriaga com o Espetáculo do Confronto — Helicópteros, Caveirão, Operações, Manchetes e Discursos Inflamados — a verdadeira violência continua onde sempre esteve: no cotidiano do cidadão comum que normalizou o Jeitinho, a Indiferença e a Conveniência.
E a minha indignação é tão grande, mas tão grande que já não quero só escrever; agora meus dedos querem gritar.
Mas o grito, se não for lúcido, vira só mais um ruído — e tudo que eu não quero é apagar fogo com gasolina.
Não dá para insistir em colocar a violência somente na conta do Braço Armado do Estado ou na dos Bandidos Assumidos — enquanto estes últimos, por vezes, sobrevivem às nossas próprias falhas.
A pergunta que não ousamos fazer é: E se não consumíssemos os produtos deles?
Se a indiferença e o jeitinho deixassem de alimentá-la, talvez a violência perdesse parte de sua força silenciosa.
E, no fim, talvez tudo que eu precise fazer seja deixar cair o pincel — para que a consciência de cada um pinte o quadro que o mundo precisa.”
Última atualização 29 de Outubro de 2025. História
Tópicos
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Bertolt Brecht (1898–1956)
Variante: Apenas a violência pode servir onde reina a violência, e
apenas os homens podem servir onde existem homens.
Daniel Boorstin (1914–2004)
BOORSTIN, D. Remarks by Daniel Boorstin, the Librarian of Congress, at White House Conference on Library and Information Science, Journal of information Science, p. 111-113, 1980. http://www.webquest.futuro.usp.br/artigos/textos_rafael.html
“Onde acaba o amor têm início o poder, a violência e o terror”
Carl Gustav Jung (1875–1961) psiquiatra e psicoterapeuta suíço
DJ Hum (1966) músico brasileiro
como citado in: Folha de São Paulo http://www1.folha.uol.com.br/fsp/folhatee/fm2011200603.htm: "O rap de protesto acabou", 20 de novembro de 2006