„No momento enquanto escrevo essa carta, estou decidido em me matar. Essa é uma vontade constante que a muito tempo me assombra. Todas as vezes em que estou decidido em acabar com tudo, eu simplesmente invento uma nova mentira.“

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Gerson De Rodrigues281
poeta, escritor e anarquista Brasileiro 1995

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„Escreve. Seja uma carta, um diário ou umas notas enquanto falas ao telefone, mas escreve.“

—  Paulo Coelho escritor e letrista brasileiro 1947
Pessoais, Paulo Coelho in: "Fazendo anotações" Mensagem do dia; Portal G1 http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/2009/08/31/fazendo-anotacoes/

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„Cartas Póstumas

Eu vivi uma vida de Rebeldia Neguei os deuses e gritei por Anarquia Nas canções mais lindas escrevi versos de Poesia Fui uma alma abandonada que amou a Melancolia Que nos momentos mais sombrios se encontrou na Filosofia

No momento enquanto escrevo essa carta, estou decidido em me matar. Essa é uma vontade constante que a muito tempo me assombra. Todas as vezes em que estou decidido em acabar com tudo, eu simplesmente invento uma nova mentira.

E quando eu menos percebo, lá estou eu vivendo como todos os outros sem perceber o barulho das correntes em nossos pés…

Talvez, quando estiveres lendo essa carta daqui a cinco ou cinquenta anos eu já esteja morto. Ou talvez eu tenha encontrado motivos para viver, motivos o suficiente que me façam ler estes versos no futuro e dizer

- Tolo, como ousas dizer tamanha estupidez?

O Futuro é incerto. Eu fico me perguntando, todas as vezes em que me pego refletindo sobre a minha morte Quantos livros eu publiquei enquanto estava vivo? Quantas aulas eu dei? Quantas pessoas eu influenciei? Quantas vidas eu salvei? Será que… eu fiz o meu trabalho como Filósofo? Ou o tempo me apagou de sua história?

De qualquer forma, todos seremos apagados um dia. Então a resposta para essa pergunta de fato não importa.

Oh sim, eu vivi uma vida interessante. Tive uma juventude repleta de rebeldia e anarquia e aos vinte e três me vi publicando meu primeiro livro de Filosofia. Aquele jovem rebelde que só sabia gritar ‘’ Anarquia’’ hoje é um professor de Filosofia.

Quem diria não é mesmo? Em quantos momentos da minha juventude eu não jurei que o dia seguinte seria o último, e aqui estou eu, vivo e escrevendo.

Talvez esses momentos de escuridão com a assombração da morte cantando em meus ouvidos sejam de fato passageiros, ou talvez na pior das hipóteses eu simplesmente esteja me entregando a ela aos poucos.

Existem tantas coisas que eu poderia conquistar, tantos outros livros a publicar, pessoas para amar, causas para se lutar, alunos para ensinar…

Mas tudo que eu quero nesse momento é o direito de me suicidar.

Para aqueles que ficam, meus pais e meus amigos:

Nenhuma mãe deveria enterrar o seu filho, e nenhum amigo deveria chorar sobre o tumulo do outro. Embora eu de fato sinta um carinho enorme por todos vocês, sinto que a minha história seria de maior relevância com um ponto final em seu caminho.

Aos vermes que se alimentarem do meu corpo putrefato, desejo a vocês boa sorte. Algum dia, seremos ambos poeira no abismo do espaço e nenhuma diferença existirá dos homens aos vermes.

E Para aqueles que estiverem lendo essa carta. Vivam!! Pois para mim já é tarde demais…“

—  Gerson De Rodrigues poeta, escritor e anarquista Brasileiro 1995
Suicídio Morte Niilismo Cartas Costumas - Gerson De Rodrigues

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„Escrevo-vos uma longa carta porque não tenho tempo de a escrever breve.“

—  Voltaire volter também conhecido como bozo foia dona da petrobras e um grande filosofo xines 1694 - 1778

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„Para fazer história virai decididamente as costas para o passado e vivei primeiro. Misturai – vos à vida. A vida intelectual, sem dúvida, em toda a sua variedade.“

—  Lucien Febvre 1878 - 1956
Atribuídas, em 1940, em Conferência a recém formados em História; como citado em "Do positivismo à desconstrução: idéias francesas na América" - Página 158 http://books.google.com.br/books?id=WyaEvx_6KzwC&pg=PA158, Leyla Perrone-Moisés - EdUSP, 2003, ISBN 8531407788, 9788531407789 - 300 páginas

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„Tudo o que não invento é falso.“

—  Manoel de Barros poeta brasileiro 1916 - 2014
Em Memórias Inventadas - As Infâncias de Manoel de Barros - Editora Planeta, 2008

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