“O cigano Mascarenhas, também ele gastando vidrilhos e miçangas, festivas argolas penduradas nas orelhas, apurou no cavaquinho, as flautas e os violões gemeram, Vadinho caiu no samba com aquele exemplar entusiasmo, característico de tudo quanto fazia, exceto trabalhar. Rodopiava em meio ao bloco, sapateava em frente à mulata, avançava para ela em floreios e umbigadas, quando, de súbito, soltou uma espécie de ronco surdo, vacilou nas pernas, adernou de um lado, rolou no chão, botando uma baba amarela pela boca onde o esgar da morte não conseguia apagar de todo o satisfeito sorriso do folião definitivo que ele fora.”
— Jorge Amado, livro Dona Flor e Seus Dois Maridos
Dona Flor and Her Two Husbands
Última atualização 22 de Maio de 2020. História
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“O ridículo é que só no chão você percebe que caiu. Então é tarde demais.”
Caio Fernando Abreu (1948–1996) escritor brasileiro
“Eu escolho um bloco de mármore e dele retiro tudo o que não preciso.”
Auguste Rodin (1840–1917) Artista
Descrevendo a arte de esculpir
“Jamais defendi a guerra, exceto como meio de paz.”
Ulysses Guimarães (1916–1992) político brasileiro
“A morte, surda, caminha ao meu lado e eu não sei em que esquina ela vai me beijar.”
Raul Seixas (1945–1989) cantor e compositor brasileiro
Canto para minha morte.