Frases de Josip Broz Tito

Josip Broz Tito foto
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Josip Broz Tito

Data de nascimento: 7. Maio 1892
Data de falecimento: 4. Maio 1980

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O Marechal Josip Broz Tito GColIH foi um militar, revolucionário comunista e estadista iugoslavo, líder dos guerrilheiros da resistência em seu país, denominados partisans, durante a Segunda Guerra Mundial, sendo o maior responsável pela resistência armada às forças do Eixo e aos nazi-fascistas croatas e sérvios, mesmo sem apoio político e material dos Aliados. Posteriormente, Tito se tornaria presidente da Iugoslávia, cargo que exerceu entre 1953 e 1980, até a morte.

Filho de pai croata e mãe eslovena, Tito nasceu no Império Austro-Húngaro. No serviço militar, se destacou, tornando-se o mais jovem sargento-major dentro do exército do país. Após ter sido gravemente ferido e capturado pelos russos durante a Primeira Guerra Mundial, Josip foi enviado a um campo de trabalhos forçados nos Urais. Mais tarde, ele participaria da Revolução de Outubro, que derrubou o czarismo na Rússia, e posteriormente se juntaria à Guarda Vermelha na cidade de Omsk. Ao retornar para a terra natal, Tito se deparou com o recém-instaurado Reino da Iugoslávia, onde ingressaria na Liga dos Comunistas. Em 1939, tornou-se chefe da Liga, cargo que exerceria até a morte, e lutou na Segunda Guerra Mundial, chefiando o movimento guerrilheiro iugoslavo, os chamados partisans. Após a guerra, Tito tornou-se primeiro-ministro e mais tarde o Presidente da República Socialista Federativa da Iugoslávia. A partir de 1943, passou a carregar a patente de Marechal, tornando-se o comandante supremo do exército iugoslavo. Com grande reputação em ambos os blocos da Guerra Fria, por sua posição neutra, Tito passou a ser constantemente elogiado e congratulado com 98 condecorações, tanto por reconhecimento como pelo interesse em obter o apoio iugoslavo.

Figura importante e controversa da Guerra Fria, Tito fora criticado e elogiado por ambos os lados do globo. Símbolo de união entre os povos da Iugoslávia por ter mantido a paz entre as diferentes etnias dos Balcãs, palco de históricos conflitos separatistas, Tito também é considerado um ditador autoritário, que sufocou os anseios de independência e liberdade dos diferentes povos de seu país, apesar de seu carisma característico, que lhe rendeu o apoio do povo iugoslavo, fazendo dele uma das figuras mais populares de seu tempo. Pelo resto do mundo, Tito é respeitado e admirado pela sua luta contra os nazistas, e principalmente por ter sido um líder com a força, coragem e capacidade de manter seu país livre de influências estrangeiras durante a Guerra Fria, fosse da União Soviética ou dos Estados Unidos, além de ter defendido a união e soberania dos países do chamado terceiro mundo. Tito foi um cidadão do mundo e reconhecido aventureiro, vivendo em diversas nações europeias, como Croácia, Eslovênia, Sérvia, República Checa, Áustria, Alemanha, e Rússia, onde foi preso, conseguiu escapar e ainda lutou para derrubar o tsar. Era um dos mais conhecidos adeptos do Estado laico. Seu funeral atraiu centenas de líderes mundiais, sendo o funeral com maior participação em toda a história até então, superado apenas pelo do papa João Paulo II, vinte e cinco anos mais tarde. Após a sua morte, diferenças, ódio e ressentimentos entre diferentes grupos étnicos desencadearam o maior conflito bélico europeu após a Segunda Guerra Mundial, desmembrando as repúblicas iugoslavas, e levando a guerras e impasses que perduram até hoje na região, como o caso de Kosovo. Tito foi o arquiteto da "nova Iugoslávia", a república socialista que existiu entre a Segunda Guerra Mundial e 1991. Apesar de ter sido um dos fundadores do Cominform, o departamento que reunia as nações socialistas do globo, Tito foi o único membro da organização a desafiar a hegemonia da União Soviética sobre as demais nações do bloco. Defensor de uma rota independente em direção ao socialismo, ideologia que ganhou o nome de Titoísmo, ele foi um dos fundadores do Movimento Não Alinhado, que era contrário a um alinhamento aos dois blocos denominados "hostis" — a OTAN e o Pacto de Varsóvia. Com o sucesso de suas políticas diplomáticas e econômicas, Tito foi capaz de comandar a explosão econômica e a expansão da Iugoslávia nos anos 1960 e 1970. Suas políticas internas incluíam a supressão do sentimento separatista e a promoção da irmandade e unidade entre as seis nações iugoslavas.

Citações Josip Broz Tito

„If you saw what I see for the future in Yugoslavia, it would scare you.“

— Josip Broz Tito
As said to former Foreign Minister Mirko Tepavac in 1971. (Yugoslavia: A State that Withered Away, Dejan Jović, Purdue University Press, 2009, p.45)

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„Kosovo is now the biggest problem confronting Yugoslavia“

— Josip Broz Tito
Tito, as quoted in Julie Mertus' Kosovo: how myths and truths started a war (University of California Press, 1999), p. 22

„Those Chetniks up there who are now firing on us will have joined us within a year.“

— Josip Broz Tito
Jasper Ridley, Tito: A Biography (Constable and Company Ltd., 1994), p. 185.

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„No country of people's democracy has so many nationalities as this country has. Only in Czechoslovakia do there exist two kindred nationalities, while in some of the other countries there are only minorities. Consequently in these countries of people's democracy there has been no need to settle such serious problems as we have had to settle here. With them the road to socialism is less complicated than is the case here. With them the basic factor is the class issue, with us it is both the nationalities and the class issue. The reason why we were able to settle the nationalities question so thoroughly is to be found in the fact that it had begun to be settled in a revolutionary way in the course of the Liberation War, in which all the nationalities in the country participated, in which every national group made its contribution to the general effort of liberation from the occupier according to its capabilities. Neither the Macedonians nor any other national group which until then had been oppressed obtained their national liberation by decree. They fought for their national liberation with rifle in hand. The role of the Communist Party lay in the first place in the fact that it led that struggle, which was a guarantee that after the war the national question would be settled decisively in the way the communists had conceived long before the war and during the war. The role of the Communist Party in this respect today, in the phase of building socialism, lies in making the positive national factors a stimulus to, not a brake on, the development of socialism in our country. The role of the Communist Party today lies in the necessity for keeping a sharp lookout to see that national chauvinism does not appear and develop among any of the nationalities. The Communist Party must always endeavour, and does endeavour, to ensure that all the negative phenomena of nationalism disappear and that people are educated in the spirit of internationalism. What are the phenomena of nationalism? Here are some of them: 1) National egoism, from which many other negative traits of nationalism are derived, as for example — a desire for foreign conquest, a desire to oppress other nations, a desire to impose economic exploitation upon other nations, and so on; 2) national-chauvinism which is also a source of many other negative traits of nationalism, as for example national hatred, the disparagement of other nations, the disparagement of their history, culture, and scientific activities and scientific achievements, and so on, the glorification of developments in their own history that were negative and which from our Marxist point of view are considered negative. And what are these negative things? Wars of conquest are negative, the subjugation and oppression of other nations is negative, economic exploitation is negative, colonial enslavement is negative, and so on. All these things are accounted negative by Marxism and condemned. All these phenomena of the past can, it is true, be explained, but from our point of view they can never be justified. In a socialist society such phenomena must and will disappear. In the old Yugoslavia national oppression by the great-Serb capitalist clique meant strengthening the economic exploitation of the oppressed peoples. This is the inevitable fate of all who suffer from national oppression. In the new, socialist Yugoslavia the existing equality of rights for all nationalities has made it impossible for one national group to impose economic exploitation upon another. That is because hegemony of one national group over another no longer exists in this country. Any such hegemony must inevitably bring with it, to some degree or other, in one form or another, economic exploitation; and that would be contrary to the principles upon which socialism rests. Only economic, political, cultural, and universal equality of rights can make it possible for us to grow in strength in these tremendous endeavours of our community.“

— Josip Broz Tito
[http://www.marxists.org/archive/tito/1948/11/26.htm Concerning the National Question and Social Patriotism] Speech held at the Slovene Academy of Arts and Sciences, November 26, 1948, Ljubljana

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