Friedrich Wilhelm Joseph Schelling foi um filósofo alemão e um dos principais representantes do idealismo alemão. A carreira de Schelling foi marcada pela constante busca de um sistema que permitiria conciliar a natureza e o espírito humano com o Absoluto, explorando as fronteiras entre arte, filosofia e ciência. Para isso ele reiniciou seus métodos filosóficos diversas vezes.
Schelling abordou durante sua vida intelectual uma ampla variedade de temas, tais como as doutrinas da revelação e da mitologia, a crítica ao dualismo, além dos campos da estética e do diálogo anamnético. Essa busca o levou inicialmente a construir o conceito de filosofia da identidade, o qual foi criticado pelo seu ex-colega Hegel no prefácio de A Fenomenologia do Espírito . Schelling foi além do conceito kantiano de filosofia transcendental e desenvolveu seu próprio sistema, aproximando-se de Spinoza e da filosofia da natureza.
Em um segundo momento, Schelling abandonou o projeto de identidade para se dedicar às obras Investigações Filosóficas sobre a Essência da Liberdade Humana e As Épocas do mundo onde investigou o rompimento inicial com o Absoluto. Esse projeto - também inacabado - influenciou profundamente a ontologia de Heidegger e, mais recentemente, o materialismo de Slavoj Žižek.Durante sua última abordagem filosófica, a Spätphilosophie, Schelling desenvolveu A Filosofia da mitologia e, em seguida, a Filosofia da revelação onde analisou a relação comum entre os conceitos religiosos, tais como o politeísmo e cristianismo. Em suas últimas aulas, ele expôs um conceito de concretude da vida em oposição às abstrações dialéticas de seu ex-colega Hegel. Vários pensadores frequentaram essas aulas, tais como o filósofo Schopenhauer, o existencialista Kierkegaard, e o teórico anarquista Mikhail Bakunin, que se inspirou nas tendências materialistas de Schelling. Wikipedia
✵ 27. Janeiro 1775 – 20. Agosto 1854 • Outros nomes Фридрих Вильгельм Шеллинг