Frases de Clarence Darrow

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Clarence Darrow

Data de nascimento: 18. Abril 1857
Data de falecimento: 13. Março 1938
Outros nomes: Clarence Seward Darrow

Clarence Darrow foi um advogado americano, ficou conhecido por ter defendido os adolescentes assassinos Leopold and Loeb no seu julgamento pelo assassinato de Bobby Franks e por ter defendido John T. Scopes no julgamento que ficou conhecido como "Monkey Trial", se opondo ao defensor fundamentalista cristão William Jennings Bryan. Ele seguiu conhecido por sua astúcia, compaixão e agnosticismo que o marcaram como um dos mais famosos advogados americanos e defensores dos direitos civis.

Darrow começou sua carreira como advogado em Youngstown, Ohio, onde ele foi primeiro contratado como parte . Em seguida mudou-se para Chicago, Illinois, onde logo se tornou um advogado corporativo para a companhia de trem. Seu próximo passo foi "cruzar os trilhos", ao mudar-se para o lado de Eugene V. Debs, o líder da American Railway Union na greve Pullman de 1894. Darrow abriu mão de seu cargo na corporação propositalmente, no intuito de representar Debs, fazendo um considerável sacrifício financeiro, mesmo que seu trabalho não tenha sido pro bono .

Darrow defendeu Haywood, o líder radical da "Industrial Worker of the World" e da "Western Federation of Miners" , que havia sido acusado de estar envolvido no assassinato do governador de Idaho. Seu próximo caso notável foi a defesa dos Irmãos MacNamara, que haviam sido acusados de dinamitar o prédio do Los Angeles Times, durante o ressentido tumulto sobre a abertura das lojas no sul da Califórnia. Darrow convenceu eles a declararem inocência com o intuito de evitar a pena de morte. Por conta deste caso foram feitas acusações contra Darrow em duas cortes, por ter tentado pagar proprina para um jurado. Ele foi absolvido.

Por consequência, Darrow abandonou a defesa de trabalhadores para se devotar a luta contra a pena de morte, a qual ele acreditava conflitar com o progresso humanitário. Em mais de 100 casos Darrow só perder um caso de assassinato em Chicago. Ele ficou renomado por comover os jurados e até mesmo o juiz, levando-os às lágrimas com sua eloquência. Apesar de sua formação questionável , Darrow tinha um intelecto muito arguto, frequentemente oculto sob sua aparência descuidada e humilde. Ao contrário da crença popular americana, ele não se opunha aos princípios religiosos e sim à intolerância e ignorância que ele dizia serem pregadas por seus praticantes mais radicais, tais como os fundamentalistas.

Uma história conta que um cliente, após vencer o caso, lhe disse, "Como eu posso demonstrar meus agradecimentos, Sr. Darrow?", ao que Darrow teria replicado: "Desde que os Fenícios inventaram o dinheiro, só existe uma resposta a esta sua pergunta". No entanto, a busca de Darrow por fortuna foi superada por seu descaso. Ele frequentemente aceitou causas pro bono de acusados que não possuíam meios para pagar advogados.

Durante o julgamento de Leopold e Loeb em 1924, se comentava que Darrow teria recebido "um milhão de doláres" para defendê-los e os cidadãos americanos ficaram ultrajados por sua traição. Na verdade, Darrow e seus dois ajudantes ganharam cem mil doláres para dividir igualmente após terem procurado insistentemente a rica família Loeb por vários meses.

Em 1925 ele defendeu Ossian Sweet, um médico negro de Detroit, pelo assassinato a tiros de um membro branco de um tumulto. O tumulto reuniu pelo menos 1.000 pessoas do lado de fora da casa de Sweet para forçá-lo a trocar de bairro. Darrow referia-se ao julgamento como uma de suas melhores defesas, que culminou com o lendário argumento final de oito apaixonadas horas e o absolvimento do Dr. Sweet por unanimidade entre os onze jurados. O fato chocou a cidade.

Depois do julgamento Scopes, em 1925, Clarence Darrow aposentou-se da prática, voltando apenas ocasionalmente para defender casos tais como o julgamento Massie, em 1934, no Havaí.

Em 1903 foi publicado em Chicago, pela editora McClurg and Company, um livro com as lembranças da infância de Darrow, intitulado Farmington.

Darrow dividia o escritório com Edgar Lee Masters, que tornou-se mais famoso por seus poemas, em particular pela Spoon River Anthology, que pelas causas advogadas. Darrow também teve Eugene V. Debs como sócio, após sua soltura da prisão.

Após sua morte foi criado um monólogo que incluia reminiscências sobre sua carreira. Originalmente encenado por Henry Fonda, muitos atores, incluindo Leslie Nielsen, fizeram o papel de Darrow na peça. Os julgamentos Scopes Monkey também foram ficcionalizados em outra peça, intitulada Inherit the Wind, que acabou por virar um filme.


„Num julgamento, só faça uma pergunta se você conhecer a resposta.“

„A primeira parte de nossas vidas é arruinada por nossos pais, a segunda por nossos filhos.“


„Quando eu era criança, disseram-me que qualquer um poderia ser Presidente da República. Estou começando a acreditar.“

„Todos os homens fazem o melhor que podem, mas nenhum enfrenta a vida honestamente e poucos heroicamente.“

„Eu nunca matei um homem, mas li muitos obituários com muito prazer.“

„O homem que luta por outro é melhor do que aquele que luta por si próprio.“

„A primeira metade da nossa vida é estragada pelos pais e a segunda pelos filhos.“

„Se você perde o poder de rir, você perde o poder de pensar.“


„A História se repete. Esta é das coisas erradas com ela.“

„Não acredito em Deus, pois não acredito na Mãe Ganso.“ Mamãe Ganso (Mother Goose) - referência à fictícia autora de uma série muito popular de contos infantis publicada em Londres no século XVIII.

„Every instinct that is found in any man is in all men. The strength of the emotion may not be so overpowering, the barriers against possession not so insurmountable, the urge to accomplish the desire less keen. With some, inhibitions and urges may be neutralized by other tendencies. But with every being the primal emotions are there. All men have an emotion to kill; when they strongly dislike some one they involuntarily wish he was dead. I have never killed any one, but I have read some obituary notices with great satisfaction.“ The Story of My Life

„I have always felt that doubt was the beginning of wisdom, and the fear of God was the end of wisdom.“ The Story of My Life


„I do not consider it an insult, but rather a compliment to be called an agnostic. I do not pretend to know where many ignorant men are sure — that is all that agnosticism means.“

„When we fully understand the brevity of life, its fleeting joys and unavoidable pains; when we accept the facts that all men and women are approaching an inevitable doom: the consciousness of it should make us more kindly and considerate of each other. This feeling should make men and women use their best efforts to help their fellow travelers on the road, to make the path brighter and easier as we journey on. It should bring a closer kinship, a better understanding, and a deeper sympathy for the wayfarers who must live a common life and die a common death.“ The Essential Words and Writings of Clarence Darrow

„Were these boys in their right minds? Here were two boys with good intellect, one eighteen and one nineteen. They had all the prospects that life could hold out for any of the young; one a graduate of Chicago and another of Ann Arbor; one who had passed his examination for the Harvard Law School and was about to take a trip in Europe,--another who had passed at Ann Arbor, the youngest in his class, with three thousand dollars in the bank. Boys who never knew what it was to want a dollar; boys who could reach any position that was to boys of that kind to reach; boys of distinguished and honorable families, families of wealth and position, with all the world before them. And they gave it all up for nothing, for nothing! They took a little companion of one of them, on a crowded street, and killed him, for nothing, and sacrificed everything that could be of value in human life upon the crazy scheme of a couple of immature lads.

Now, your Honor, you have been a boy; I have been a boy. And we have known other boys. The best way to understand somebody else is to put yourself in his place.

Is it within the realm of your imagination that a boy who was right, with all the prospects of life before him, who could choose what he wanted, without the slightest reason in the world would lure a young companion to his death, and take his place in the shadow of the gallows?

... No one who has the process of reasoning could doubt that a boy who would do that is not right.

How insane they are I care not, whether medically or legally. They did not reason; they could not reason; they committed the most foolish, most unprovoked, most purposeless, most causeless act that any two boys ever committed, and they put themselves where the rope is dangling above their heads....

Why did they kill little Bobby Franks?

Not for money, not for spite; not for hate. They killed him as they might kill a spider or a fly, for the experience. They killed him because they were made that way. Because somewhere in the infinite processes that go to the making up of the boy or the man something slipped, and those unfortunate lads sit here hated, despised, outcasts, with the community shouting for their blood.

... I know, Your Honor, that every atom of life in all this universe is bound up together. I know that a pebble cannot be thrown into the ocean without disturbing every drop of water in the sea. I know that every life is inextricably mixed and woven with every other life. I know that every influence, conscious and unconscious, acts and reacts on every living organism, and that no one can fix the blame. I know that all life is a series of infinite chances, which sometimes result one way and sometimes another. I have not the infinite wisdom that can fathom it, neither has any other human brain“
Attorney for the Damned: Clarence Darrow in the Courtroom

„Now, your Honor, I have spoken about the [Civil] war. I believed in it. I don’t know whether I was crazy or not. Sometimes I think perhaps I was. I approved of it; I joined in the general cry of madness and despair. I urged men to fight. I was safe because I was too old to go. I was like the rest. What did they do? Right or wrong, justifiable or unjustifiable -- which I need not discuss today -- it changed the world. For four long years the civilized world was engaged in killing men. Christian against Christian, barbarian uniting with Christians to kill Christians; anything to kill. It was taught in every school, aye in the Sunday schools. The little children played at war. The toddling children on the street. Do you suppose this world has ever been the same since? How long, your Honor, will it take for the world to get back the humane emotions that were slowly growing before the war??

We read of killing one hundred thousand men in a day. We read about it and we rejoiced in it -- if it was the other fellows who were killed. We were fed on flesh and drank blood. Even down to the prattling babe. I need not tell you how many upright, honorable young boys have come into this court charged with murder, some saved and some sent to their death, boys who fought in this war and learned to place a cheap value on human life. You know it and I know it. These boys were brought up in it. The tales of death were in their homes, their playgrounds, their schools; they were in the newspapers that they read; it was a part of the common frenzy -- what was a life? It was nothing. It was the least sacred thing in existence and these boys were trained to this cruelty.“
Attorney for the Damned: Clarence Darrow in the Courtroom

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