“te bastardes carborundorum.”
The Handmaid's Tale
Margaret Atwood27
1939Citações relacionadas
“A ciência é uma irmã caçula (talvez bastarda) da arte.”
César Lattes (1924–2005) físico brasileiro
entrevista concedida à pesquisadora Ana Maria Ribeiro, publicada em O Estado de Minas; citado por Bruno Ribeiro da Agência Anhangüera http://www.unicamp.br/siarq/lattes/noticia_correio_popular.html
“Assim como existem filhos ilegítimos, existem também os pensamentos bastardos.”
Luigi Pirandello (1867–1936) dramaturgo, poeta e romancista siciliano
“O amor e o ódio são irmãos. Mas o ódio é um irmão bastardo.”
Vergílio Ferreira (1916–1996) escritor português
Machado de Assis livro Memórias Póstumas de Brás Cubas
Memórias póstumas de Brás Cubas, Capítulo VII, Machado de Assis (1881)
Romances, Memórias Póstumas de Brás Cubas
Variante: Os séculos desfilavam num turbilhão, e, não obstante, porque os olhos do delírio são outros, eu via tudo o que passava diante de mim,— flagelos e delícias, — desde essa coisa que se chama glória até essa outra que se chama miséria, e via o amor multiplicando a miséria, e via a miséria agravando a debilidade. Aí vinham a cobiça que devora, a cólera que inflama, a inveja que baba, e a enxada e a pena, úmidas de suor, e a ambição, a fome, a vaidade, a melancolia, a riqueza, o amor, e todos agitavam o homem, como um chocalho, até destruí-lo, como um farrapo. Eram as formas várias de um mal, que ora mordia a víscera, ora mordia o pensamento, e passeava eternamente as suas vestes de arlequim, em derredor da espécie humana. A dor cedia alguma vez, mas cedia à indiferença, que era um sono sem sonhos, ou ao prazer, que era uma dor bastarda. Então o homem, flagelado e rebelde, corria diante da fatalidade das coisas, atrás de uma figura nebulosa e esquiva, feita de retalhos, um retalho de impalpável, outro de improvável, outro de invisível, cosidos todos a ponto precário, com a agulha da imaginação; e essa figura, — nada menos que a quimera da felicidade, — ou lhe fugia perpetuamente, ou deixava-se apanhar pela fralda, e o homem a cingia ao peito, e então ela ria, como um escárnio, e sumia-se, como uma ilusão.
Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro
Poema Filosofia Niilismo Nietzsche