“A vida, mormente nos velhos, é um ofício cansativo.”Machado de Assis (1839–1908) escritor brasileiro
“Ele sente uma dor agradável nas têmporas e uma repentina gratidão pelo dia e pelo lugar aonde este dia lhe trouxe.”Jhumpa Lahiri livro The NamesakeThe Namesake
“A imagem de um intelectual, mormente de um escritor, não está bem nos livros que lê mas naqueles que relê. A leitura revela aquele que deseja ser; a releitura, aquele que é.”Vergílio Ferreira (1916–1996) escritor português
“A bela aparência é importante? Por certo que também é relevante, mormente se for exibida de modo elegante. Mas por ser uma singularidade, deve sempre ser conduzida com responsabilidade para que não vire vulgaridade.”Roberto Fraga (1960) Bela aparência
“Já estava eu meio descrido das coisas, e mais dos homens; e por isso buscava na literatura diversão à tristeza que me infundia o estado da pátria entorpecida pela indiferença. Cuidava eu, porém, que você, político de antiga e melhor têmpora, pouco se preocupava com as coisas literárias, não por menosprezo, sim por vocação.”José de Alencar livro IracemaCarta ao Dr. Jaguaribe ,páginas 141-146. Iracema, Citações políticas
“Espetapá — dizia — épé daspas quepê têmpêm nopojopô dapa própopriapá merperdapá.Um dia, irritada com a brincadeira, Fernanda quis saber o que é que Amaranta estava dizendo e ela não usou de eufemismos para lhe responder. — Estou dizendo — disse — que você é das que confundem o cu com as têmporas.”Gabriel García Márquez (1927–2014)
“Os meus livrosOs meus livros (que não sabem que existo)São uma parte de mim, como este rostoDe têmporas e olhos já cinzentosQue em vão vou procurando nos espelhosE que percorro com a minha mão côncava.Não sem alguma lógica amarguraEntendo que as palavras essenciais,As que me exprimem, estarão nessas folhasQue não sabem quem sou, não nas que escrevo.Mais vale assim. As vozes desses mortosDir-me-ão para sempre.”Jorge Luis Borges livro The Profound RoseLa rosa profunda
“Mors AmorEsse negro corcel, cujas passadasEscuto em sonhos, quando a sombra desce,E, passando a galope, me apareceDa noite nas fantásticas estradas,Donde vem ele? Que regiões sagradasE terríveis cruzou, que assim pareceTenebroso e sublime, e lhe estremeceNão sei que horror nas crinas agitadas?Um cavaleiro de expressão potente,Formidável, mas plácido, no porte,Vestido de armadura reluzente,Cavalga a fera estranha sem temor:E o corcel negro diz: Eu sou a morte!Responde o cavaleiro: Eu sou o Amor!”Antero de Quental (1842–1891) poeta português