Frases de Maristela de Paula Andrade

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Maristela de Paula Andrade

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Maristela de Paula Andrade , é uma antropóloga brasileira.

É atualmente professora da Universidade Federal do Maranhão, no Departamento de Sociologia e Antropologia e no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, na mesma Universidade . É autora de obras sobre campesinato e territórios de uso comum, terras de preto e terras de santo, trabalhando com pesquisas sobre terras de preto no município de Alcântara, MA, em localidades atingidas pelo Centro de Lançamento de Alcântara, atualmente pesquisando em Mamuna. Na coordenação do Grupo de Estudos Rurais e Urbanos, também conhecido pela sigla GERUR, da Universidade Federal do Maranhão, tem recentemente desenvolvido projetos em áreas rurais do interior do Maranhão.

Citações Maristela de Paula Andrade

„Entre os dias 5 e 10 de novembro, a empresa Terra Byte enviou às comunidades de Baracatatiua e Mamuna, do território quilombola de Alcântara, Maranhão, representantes para realizar uma pesquisa. De acordo com João da Mata, presidente da Associação de Mamuna, a empresa começou a cavar buracos para retirada de amostras de solo sem o consentimento da comunidade. Enquanto isso, Laura Urrejolas, ex-consultora da Agência Espacial Brasileira, visitava as duas comunidades e afirmava que traria projetos de desenvolvimento para o local. No caso de Baracatatiua, a empresa garantiria luz, telefone público e poço artesiano, benefícios inexistentes no local até os dias atuais. Por precaução, o Movimento dos Atingidos pela Base de Alcântara (MABE) e o Movimento de Mulheres Trabalhadoras de Alcântara (MOMTRA) foram a Baracatatiua no dia 10 de novembro, quando foi marcada uma reunião entre Laura e a comunidade. No encontro também estavam presentes os assessores da Prefeitura de Alcântara que afirmaram não ter conhecimento do motivo da presença da empresa na região. Laura se apresentou como funcionária da ATECH, uma empresa contratada pela Ucrânia para pesquisar os melhores locais da região para implantar sítios de lançamento que compõem o Centro Espacial de Alcântara (CEA). Ela afirmou que a empresa havia sido contratada porque os ucranianos não têm confiança no governo brasileiro e, por isso, a ATECH seria intermediária entre as comunidades e a Ucrânia. Laura e o engenheiro que a acompanhava afirmaram que as perfurações já realizadas no local visavam somente marcar a área e que a prospecção ainda seria realizada. Ela afirmou ter autorização do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e que o subsolo não pertence aos quilombolas. Integrantes do MABE e do MONTRA se mostraram surpresos com a visita da representante da ATECH já que existe uma ação civil pública, na qual são réus a Fundação Cultural Palmares, o INCRA, e a União, sobre a titulação das terras dessas comunidades.“

— Maristela de Paula Andrade