Frases de Gabriel Marcel

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Gabriel Marcel

Data de nascimento: 7. Dezembro 1889
Data de falecimento: 8. Outubro 1973
Outros nomes: Gabriel Honoré Marcel

Gabriel Honoré Marcel foi um filósofo, dramaturgo e compositor francês ligado à tradição fenomenológico-existencial. É um pensador que, desde o início de século, influenciará toda uma geração de intelectuais como Paul Ricoeur, Merleau-Ponty, Jean-Paul Sartre, Lévinas, entre outros. Marcel situa o seu pensamento como neo-socrático ou socrático-cristão. E, isso, em virtude de rejeitar, o quanto possível, o termo existencialismo, a exemplo de outros autores, como Jaspers e Heidegger.

Graduou-se em Filosofia aos vinte anos. A partir de então passa a se dedicar, além da própria filosofia, à produção dramatúrgica e à música.

Seu pai fora conselheiro de Estado e ministro da França em Estocolmo, sendo também diretor de Belas Artes na Biblioteca Nacional. A mãe, de ascendência israelita, faleceu quando Marcel contava, apenas, com quatro anos, sendo, em seguida, criado por uma tia materna que viria se casar com seu pai.

Marcel participou da Cruz Vermelha na Primeira Guerra Mundial. Esse evento exercerá profunda influência em sua obra , à medida que passa a refletir sobre o drama da existência, a ambiguidade, a liberdade, o corpo, o ser, a intersubjetividade.

Ao mesmo tempo, tais temas são conjugados via uma nova perspectiva teórica que começa também estabelecer outro estatuto em suas reflexões: a teologia. É assim que, em 1929, o filósofo converte-se ao catolicismo, testemunhando, no ato do batismo, com as seguintes palavras: “... nenhuma exaltação, mas um sentimento de paz, de equilíbrio, de esperança, de fé.”. Falece, em Paris, a 8 de outubro 1973. Encontra-se sepultado no Cemitério de Passy .

OBRAS

Seu trabalho foi produzido em fragmentos, notas de diário, ensaios. Toma clara posição, em seu "Diário Metafísico", contra o racionalismo rejeitando ao mesmo tempo o cientificismo que tenta explicar o homem como coisa e a teocracia que utiliza o homem como objeto.

Teatrais

"O Limiar Invisível" ;

"O Coração dos Outros" ;

"O Iconoclasta" ;

"Um Homem de Deus" ;

"Mundo Partido" ;

"O Dardo" ;

"O Caminho de Creta" ;

"Roma não está mais em Roma" ;

"Crescei e Multiplicai" .

Sua obra dramática assume o porte de obra filosófica, pois, segundo ele, “é no drama que o pensamento filosófico se apreende in concreto.”

Em 1927, por sugestão de Jean Wahl, publica, pela Gallimard, o "Diário Metafísico" onde expõe suas ideias e posições filosóficas, no formato de diários. Neste clássico trabalho, Marcel descreve sua trajetória filosófica de 1914 a 1923. Em 1935, dando continuidade ao projeto do "Diário", vem a lume, pela Aubier, "Ser e Ter".

Filosóficas

"As condições dialéticas de uma filosofia da intuição" ;

"Diário Metafísico" ;

“Ser e ter” – distingue dois importantes conceitos: "problema" e "mistério", além de firmar sua posição, decididamente, "hiperfenomenológica";

“Da recusa à invocação” – encontram-se, aqui, os traços fundamentais de sua "filosofia concreta" que reaparecerá, em 1999, pela Gallimard, sob o título: "Ensaio de filosofia concreta";

“Homo Viator: prolegômenos para uma filosofia da esperança” ;

"Posição e Aproximações Concretas do Mistério Ontológico" ;

“Os Homens contra o Humano” , reeditado em 1991, com prefácio de Paul Ricoeur;

“O Mistério do Ser” – o mais denso e sistemático de seus livros;

"O Declínio da Sabedoria" ;

“O Homem Problemático” ;

"Presença e imortalidade" ;

”Fragmentos Filosóficos ” . Alguns de seus primeiros manuscritos;

"A Dignidade Humana e suas Bases Existenciais" ;

"Entrevistas" , dirigidas por Paul Ricoeur;

"Para uma Sabedoria Trágica" ;

"Coleridge e Schelling" ;

"A Existência e a Liberdade Humana segundo Jean-Paul Sartre" .

O PENSAMENTO

Partindo de sua própria existência, acentua ter vivido problemas filosóficos que o oprimiram e afirma: “a filosofia concreta nasce somente de uma tensão criadora, continuamente renovada, entre o eu e as profundezas do ser, da mais estrita e rigorosa reflexão, fundada na experiência vivida até o limite de sua intensidade”. Gabriel procura dar à existência aquela prioridade metafísica que lhe havia tirado o idealismo.

Gabriel Marcel se aproxima de Kierkegaard e Jaspers mesmo sem ter lido algo deles anteriormente, segundo confessa. Seu existencialismo é anterior ao alemão. Sua ontologia é existencial e quer, de certo modo enlaçar-se com a tradicional. Marcel está dentro da tradição francesa não cartesiana de Pascal a Bergson e Raja.

O método de Gabriel aproxima-se de Husserl, tomando situações concretas como as relações entre "mim e outro", a representação de uma cena passada ou de uma cena à distancia, a esperança, e faz das mesmas uma análise fenomenológica aprofundada.

Citações Gabriel Marcel



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Gabriel Marcel6
dramaturgo e filósofo de França 1889 – 1973



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Gabriel Marcel6
dramaturgo e filósofo de França 1889 – 1973


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dramaturgo e filósofo de França 1889 – 1973

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Gabriel Marcel6
French philosopher, playwright, music critic and leading ... 1889 – 1973







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