Frases sobre vaia

Uma coleção de frases e citações sobre o tema da vaia, aplauso, vez.

Frases sobre vaia

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“Por incrível que pareça, o maior problema que a presidente Dilma Rousseff enfrenta não está nas manifestações de rua, na queda da popularidade ou nas vaias em eventos. Quem se dedica à vida pública sabe que faz parte da democracia enfrentar adversidades como essas, por mais constrangedoras que sejam.”

Aécio Neves (1960) político brasileiro

Aécio Neves Artigo do senador para a Folha de S.Paulo, 15 de julho de 2013. <br class="br">Fonte Folha de S.Paulo http://www.psdb.org.br/psdb-define-seis-prioridades-para-a-reforma-politica/

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“Com um padrão Felipão correríamos dez vezes mais, de forma organizada, perseguindo objetivos claros. A leniência estaria fadada ao banco de reservas, a incompetência levaria cartão vermelho assim que entrasse em campo, e o improviso não provocaria vaias nos estádios lotados.”

Aécio Neves (1960) político brasileiro

Aécio Neves artigo do senador de 8 de julho de 2013. <br class="br">Fonte Folha de S.Paulo http://www1.folha.uol.com.br/colunas/aecioneves/2013/07/1307767-padrao-felipao.shtml

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“As vaias são os aplausos dos desanimados.”

Nélson Rodrigues (1912–1980) escritor e dramaturgo brasileiro

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“A grande vaia é mil vezes mais forte, mais poderosa, mais nobre do que a grande apoteose. Os admiradores corrompem.”

Nélson Rodrigues (1912–1980) escritor e dramaturgo brasileiro

Coleção das obras (volume 12) - página 173, Nelson Rodrigues, Ruy Castro - Companhia das Letras, 1997, ISBN 8571646678, 9788571646674 - 183 páginas

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“As primeiras filas foram compradas por wagnerianos doentios, doentes mentais e nazistas que premeditaram a vaia”

Gerald Thomas Sievers (1954)

diretor de teatro, que abaixou as calças diante da platéia que vaiou a sua montagem de Tristão e Isolda no Teatro Municipal do Rio de Janeiro
Fonte: Revista ISTO É, Edição 1769.

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“Que maravilha! Que maravilha! Eu só ouço aplausos. As vaias são para o governo.”

Severino Cavalcanti (1930) político brasileiro

presidente da Câmara dos Deputados, ao ser vaiado no 1º de Maio de 2005, em São Paulo; Veja, 11.05.05.

Esta frase aguardando revisão.

“A moeda mais poderosa na política do espetáculo é o ruído que mantém a paixão e o aluguel das cabeças dos asseclas e ainda movimenta os algoritmos.

Ela banca dois amantes do barulho constante: a cabeça vazia e o algoritmo.

Já não importa a profundidade do debate, a coerência das ideias ou a honestidade das intenções.

O que sustenta o teatro contemporâneo é a capacidade de produzir barulho suficiente para impedir o silêncio que oportuniza a reflexão.

O ruído virou ativo político, combustível emocional e mecanismo de controle.

Na política do espetáculo, a indignação é industrializada.

Cria-se um inimigo por semana, uma crise por dia e um escândalo por hora…

Não para resolver problemas, mas para manter plateias permanentemente excitadas, cansadas e incapazes de distinguir realidade de encenação.

Afinal, quem pensa demais começa a perceber as contradições do roteiro.

Os asseclas apaixonados, muitas vezes sem perceber, alugam as próprias consciências em troca do pertencimento.

Passam a defender narrativas como quem protege a própria identidade.

E quando a identidade depende da manutenção do conflito, qualquer tentativa de ponderação vira ameaça.

O pensamento crítico deixa de ser virtude e passa a ser tratado como traição.

Enquanto isso, os algoritmos recompensam exatamente aquilo que degrada o debate público: exagero, simplificação, raiva e histeria.

O conteúdo que mais divide é o que mais circula.

Não porque seja verdadeiro, mas porque captura atenção.

E atenção, hoje, em meio a tanta carência, vale muito mais do que a verdade.

Nesse cenário, muitos líderes deixam de governar para performar.

Precisam permanecer em evidência constante, alimentando torcidas emocionais que já não exigem soluções concretas, apenas novos capítulos da guerra simbólica.

O problema deixa de ser a pobreza, a corrupção, a violência ou a desigualdade…

E passa a ser perder o controle da narrativa.

Talvez a maior tragédia desse modelo seja transformar cidadãos em audiência e democracia em entretenimento.

Porque quando a política vira espetáculo permanente, o país inteiro passa a viver entre aplausos automáticos, vaias previsíveis e distrações cuidadosamente calculadas.

E, no meio de tanto ruído, a lucidez se torna quase um ato de resistência.”

Alessandro Teodoro