“Não odeio ninguém; mas o ódio escurece meu sangue e queima esta pele que os anos foram incapazes de curtir. Como domar, sob juízos ternos ou rigorosos, uma horripilante tristeza e um grito de esfolado vivo? Quis amar a terra e o céu, suas façanhas e suas febres, e não encontrei nada que não me lembrasse a morte: flores, astros, rostos – símbolos de murchidão, lajes virtuais de todos os túmulos possíveis! O que se cria na vida, e a enobrece, encaminha-se para um fim macabro ou vulgar. A efervescência dos corações provocou desastres que nenhum demônio teria ousado conceber.”Emil Mihai Cioran livro Breviário De DecomposiçãoA Short History of DecayDe vida, De morte, De ódio, De desastre