“Eu, Darrell Standing, hoje sorrio para mim mesmo no Corredor da Morte por ter sido considerado culpado e condenado à morte por doze jurados respeitáveis e honestos. Doze sempre foi um número mágico do Mistério. Mas esse número não se originou nas doze tribos de Israel. Antes delas, já os contempladores de estrelas colocaram nos céus os doze signos do Zodíaco. E lembro que, quando fui um aesir e depois um vanir, Odin sentava-se para julgar os homens numa assembléia de doze deuses e seus nomes eram Tor, Baldur, Njrd, Freya, Tyr, Brogi, Heimdall, Hdr, Vidar, Ull, Forseti e Loki. Até mesmo nossas valquírias nos foram roubadas e transformadas em anjos e as asas dos cavalos das valquírias se prenderam aos ombros dos anjos. E o nosso Helheim daquela época de gelo e frio tomou-se o inferno de hoje, que é uma morada tão quente que o sangue ferve em nossas veias; enquanto o nosso Helheim era tão frio que o tutano se congelava dentro dos nossos ossos.”Jack London livro The Star RoverThe Star Rover
“Pois a mulher é bela… para o homem. Ela é doce ao paladar do homem, ela é perfume em suas narinas. Ela é fogo em seu sangue, é o toque das trombetas. Sua voz é a mais pura música em seus ouvidos. E ela pode abalar a alma do homem, que, de outro modo, mantém-se inabalável diante da terrível presença dos Titãs da Luz e das Trevas. E além de suas estrelas, nos distantes paraísos de sua imaginação, valkíria ou houri, o homem faz, de bom grado, um lugar para a mulher; pois ele não poderia ver um paraíso sem ela. E a espada cantando na batalha não canta canção tão doce como aquela que a mulher canta ao homem só com seu riso ao luar, seu gemido de amor na escuridão ou seu andar ondulante ao sol, enquanto ele cai, tonto de desejo, na grama.”Jack London livro The Star RoverThe Star Rover