“Querem chamar o anarquismo de desordem, porque o anarquismo é a luta contra o sistema, contra o governo opressor. Não há desordem maior do que a separação da sociedade em direita e esquerda, onde nos jogam um contra o outro constantemente!” Valter Bitencourt Júnior
“Se quer ser igual, faça coisas iguais.Se quer ser diferente, faça coisa diferentes.Se quer ser único, faça coisas únicas.” Odilson Arcanjo
“Que a gente saiba fazer as nossas escolhas, sem desfazer das escolhas alheias… Sejamos sábios em nossas ações.” Valter Bitencourt Júnior
“Não sou poeta porque faço poesia ,não sou pregador porque anucio ,não sou profeta porque revelo , sou poeta porque aprecio a poesia ,sou pregador porque vivo o evangelho ,sou um reflexo do que amo , e por está revelado isso em mim sou profeta.” hercules
“Depois de lê algumas poesias no livro Sertão Japão, autoria de Xico Sá, Edições Casa de Irene.Para: Xico SáO deserto do Saara no sertãobrasileiro - a luta do povo,é como cacto a florir na sêca.” Valter Bitencourt Júnior
“O sonho – alguns difíceis de realizarA luta - árdua para ser realizadaA conquista - troféu da tarefa cumprida” José Maria Amaranto
“É cômico me olharpor de debaixodesse céue saber que é exatamenteisso queestá acontecendo.Os dias se arrastandouns por de atrás dosoutros,enquanto essa carneque me recobreos ossosapodrece lentamente.Começamos a morrer instantaneamenteassim que nascemos,e ficamos sozinhosno mesmo instanteque a tesoura impiedosado obstetracorta nossocordão umbilical.E eu ainda sou jovem,e já me sinto tãocansado,pensando nessas coisastodas,como se a vida játivesse sidolonga o bastante,mas teoricamenteainda me restamais que o dobrode tudoisso,até que minha pele caiapor cima de minhabocae de meus olhose meus ossosse tornem quebradissose meus órgãos acabrunhembanhados pelas sobrasdo meu sangue.E tudo isso meme pesae me deprimeimensamente,pois a humanidade inteirafoi jogada sobreeste solo sujoapenas para serpisoteada e definharaté que termine assim, condenada ao degredopelo resto daeternidade.” Charlie Barkley
“Não me peçam para olhar pelo lado bom da vida.Não há nada capazde deixarum homem mais lúcidodo que ter que lutarpor sua sobrevivência.E eu estou lutando,caminhando por debaixodo Sol quentecom os pés sobrecarregadosem busca de dinheiroporquea vida me pede issoe não tem alternativa.E não é só a mim,mas a todos,e eu caminho pelascalçadase vejo ambulantesvendendo pulseirase anéis,vejo senhoras com suasbarraquinhas de salgadose nem comentosobre os pobres coitadosignorados com seuspanfletos.Não sei como pode existirtanto apegopor isso,por essa merda de vida,por esse tempoque apenas nos tiraas coisase nunca nos dá nada.Vivemos a base de ilusões,vivemos enganados,e parece que a maiorianão percebe,ou entãoeu sou um doente,com neurônios desalinhadosque me fazem ter essesmalditos pensamentostortose quanto maisobservo a vida e vejo essaspessoascom essa bandeijade brigadeiros bem abaixodo meu nariztudo me entristeceporquê é dor demaispor quase nada.É um absurdo tudo o quemaioria de nósprecisa fazer para apenasse mantercom o básico da vida.Hoje uma meninacomprouquatorze brigadeirose me parabenizoupor todo o meu esforço,e eu me senti beme dois minutos depoiseu me senti horrívelporquêisso é um terrível engano,todo o meu esforço,todo o nosso esforço,as coisas não deveriam ser assim,a nossa cultura é esmagadadia após diapor pensamentos medíocresde esforço e superaçãoe o mundo inteiroseguindo essa linha,se esforçandoe se superandoe no fim de tudomorremcom a ideia de quevaleu a pena,mas todos os diasquandoabro meus olhose caminho até o espelhodo meu banheiroeu me pergunto,será que vale mesmo?E eu caiopara dentro de mim mesmoem puranegatividade.” Charlie Barkley
“Fiz muitos poemas,e não posso explicar nenhum,poemas não são comoparedes,não podem ser sólidos.Poemas são maleáveis, incertos,formam centenas de caminhospor entre suas letras,traçose vírgulas.Poemas não ficam parados,eles voampor entre as mentese fases do tempo.Um dia são uma coisa,outro dia são outra,mas nunca uma coisa só.Os versos são confusos,mas estão ali,dançando por entre o caosdo poeta que os escreve.Foram feitos para confundir,para mexer com o leitor,para o tirar da orbita e lheperturbar a consciência.Poesia nunca explicanada,e quanto mais escrevo,mais confusopercebo que sou.Que palavras levam paramuitos lugarese todos eles saocanto nenhum.E isso não pode ser ensinado,não pode ser elucidado,deve apenas ser sentido,pois um poemaexplicado, é tambémum poemaperdido.” Charlie Barkley
“O Gênesis do absurdo.No início não havia coisa alguma.Não existia a fome.A seca.Os terremotos ou todo o montede destroços por cima de corposesmagados que eles acostumamdeixar para trás.Não existia traições,sacrifícios.Não tinha homicídios,as chacinas,ou os temíveisgenocídios.Não existia a sede e nem as pestes.Não havia o governo,cientistasou as bombas atômicas.No início não existia qualquer tipode armasou muito menostodas as guerras feitaspor elas.No início não existia dinheiroou muito menos a buscarpor algum tipode poder.No início não havia morte,e muito menoso luto.Não tinha o choro,a agonia,as lamentações.Não havia desesperança,nem ossos mutilados.Os vícios ou suas drogas.Não tinha os estupros,as torturas.Não havia indignação.Não existia vingança,nem desistência.No início tudo estava em sintonia,não havia nada,era algo singular,sem quês ou porquês.No início tudo era tudo.Nem belo, nem feio.Nem quente, nem frio.Nem liso, ou aspero.Na início nada era bom,pois não tinha nadaque fosse mal.Não tinham respostas, pois nãohaviam perguntas paraserem feitas.No início de tudo,luzeescuridãoeram a mesmacoisa.Até que alguma força,que a maioria dizter sido alguma espécie de deusbenevolente,de poder incomparávele inteligênciaabsoluta,resolveu que deveria dar iníciohá tudo.Pelo visto, algo se cansoude estar sozinhoe entendeu que a soluçãoseria espalharsua vasta energiapor ai,criando todo o tempoe o tecido doespaço.Resolveu que a perfeição erauma besteirae deu início a todo oimperfeito.Algum ser filho da putao suficiente,há muito temporesolveu sem consultar aninguém(Porque só havia ele)que a vida deveria existir.E assim fez, instalando o caos,por dentro de absolutamentetodas as coisas.Há muito, muito tempo,alguémou algoresolveu nos trazer atéaquie após percebero tamanho da merda que tinhacometido,se foie nunca maisvoltou.Talvez por culpaou vergonha,quem é que vaisaber?Talvez, o universo seja a vasta criaçãode alguma criatura covardeque se foi pela fugade seu próprio infinitoquando percebeu que seu egoísmoabsurdofez com que cometesseuma atrocidade.E tudo o que sobrou, da benditaimbecilidade do seu criacionismoforam coisas comoa gente,fazendo coisas como gentee pagando pelos errosde umdeus vergonhosoquesegundo o cristianismo,a coisa mais interessante queconseguiu fazer enquantoaqui esteve, foi ter feito a Terra,antes mesmode criaro Sol.” Charlie Barkley
“Em um cubilo bem no centroda cidade,debruçado em cimade uma mesinhade madeira,sem grana para os cigarros,com um prato de arroze ovoe muitos,muitos papeis jogados sobreela.Não existe nada que ensinemais sobre a poesia paraum homemdo que o fracasso.Esqueça o resto.Tudo o que nasce ao contráriodissonão passa de literatura paravender,para enduzir,para massagear o egode algum miserávelque se sente importante o bastanteou especialdiante da tal belezaque ele consegue verna vida.Quer ver um homem sem máscaras?O jogue dentro do calabouço,o empurre para dentro dosvulcões,das favelas,dos vales assombradospelos demônios.Tire tudo o que ele tem,deixe seu estomago roncarou as pálpebras abertaspor duas,três noites seguidas.Tire seu teto, sua cama,largue-o dentro de um buracoe não voltepara buscá-lo.O deixe sozinho.Um homem não possuí mascarasquando está apenasdiante de simesmo.O resto é história, faixada,adaptação para o que o mundopede.O dia a dia é complicadíssimo,e eu sei que uma porradade gente não sabe como lidarcom eles.Enquanto o Sol finje que vem e se vai,mas sempre sem sairdo lugar.Um farsante,como nós.Mas não há farsa dentrodesse quartinho,não há farsa nesse pratode comida,e nem na falta de perspectiva.Tudo é verdadeiro, e a verdadeé um horror,e talvez, por isso as máscaras,pois elas amenizam a tristezadessa coisa tenebrosaque a gente é.” Charlie Barkley
“Para os ossos de meu pai que já não significam nada.Meu quinto copode cafémais uma vez estavavazio,mas a quatro metrosda cadeiraem que eu permaneciasentado,seu caixão nãoestava.E por entre os tragos de meu cigarroe o pranto de minhamãeeu podia ver a pontado seu nariz entupidocom algodãoe formou que continuavacolado com oresto de toda suacarne.Você estavaalina minha frenteembalado por aquelagrande caixa demadeira,pronto para ser descartado,pois todos nósjá sabíamos quesua carcaça estavaapodrecendoe que teu cheiro dalipara frente se tornariaapenasum incômodo.E pela primeira vez em toda minha vida,eu presenciei de pertoo horror de algo que vocêjá não mais poderiasentir.A sua partida acendeualgo dentrode mim,e enquanto tuas sobraseram ocultadas por aqueles montes deterra,eu sentia que essa coisame incineravade dentro parafora.Queimei como nuncaantes,e eram chamas frias,assim como as sobrasde teu sangueque já não tinham mais um coração parabombear.E aquela foi a última vezque te vi,e eu parti ciente deque jamais poderiate ver denovo,apesar desse teurosto magroe pálidoter sido petrificadoaté o ínfimo de minhasmais amargaslembranças.” Charlie Barkley
“A poesia é o que acontecequando não há maisnada próximo,quando não há sombrasque não sejam asminhas.Os versos explodem do quemais me é profundo,quando é verdadeiramenterevelado muito do quese passa aqui.Fora a literatura que me ecoaquando estou só,eu rioe digo na maior partedo tempominhas tolas banalidades.Fora isso que estou sendonesse exato instante,sou apenas homemcomo qualqueroutro.Nem mais,nem menos,apenas um homem,um tolo,que finge por vezescompreendero que éincompreensível.Eu.” Charlie Barkley
“Um homem sentado no meioda calçada,sem um dos braçose cheio de feridas naspernas,me diz mais sobrea vidado que qualquer mantraa respeito deenergias espirituaise positividade.Eu e mais uma centena depessoaspassamos por ele,e a questão fundamentala ser tratada: é quantaso percebem.Ele pede ajuda, com o poucode vozque lhe resta,mas ninguém ouve,e os que ouvem,como eu,fingem que não foinada.Nossas próprias realidadessão mais importantesdo que a de qualqueroutroe o mundo não é bom,não de verdade,não para ele.Eu me sento em um bancoaleatórioenquanto esse frio quevem do marbate em meu rosto,e minha vidacontinuará a prosseguir,com minhas pernas,e meus braçosque funcionam perfeitamente,mas não ele,ele ainda está lá,machucado,sujo,largado com fome,como se fosseum animal.O sistema que criamosdeu completamenteerrado,e quanto mais caminhopara venderesses brigadeirospelas ruas de Ipanema,mais certeza dissoeu tenho.Um homem morreaos poucos, bem diantede nossosolhos,mas estamos mais preocupadosem observar os montesde vitrines queexpõem sonhosque a maioria de nósnunca será capazde alcançar.É estranho pensar que todosnós vamospara o mesmo lugar,mas levamosnossa existênciacomo se não fossemos,e isso sem dúvidaé de longeo nosso erro maistenebroso.” Charlie Barkley
“É fácil ser escritorde dentro de seu quartoenquanto seus paislavam suas roupase colocam suacomida.É fácil ser escritorna faculdadeenquanto sua vólhe depositaalgum dinheirona conta.É fácil ser escritordo interior de seu carrodirigindo a 90 km/hpela Av da Américas.É fácil ser escritorde dentro de umStarbuks com seunotebook e seucafé de 25 reais.É fácil ser escritorquando a vida não lhe pesa,quando o mundonão está com as mãosna sua garganta.É fácil ser escritorquando as circunstânciassão favoráveis.Quando se tem dinheiropara pagar uma editorae patrocinar seus poemaspelas redes sociais.E muito fácil, muito fácil.A falta de dificuldadesgeram sempre pessoasmedíocres, mesquinhas.Com escritores costumaser ainda pior.Eles escrevem sobrea miséria, e sobre ascoisas baixas da vida,mas nunca estiveram lá.Nunca sentiram a fomeou como seria passara noite no banco geladode uma praçacontando os 8 reaispara o café da manhã.Há uma porção de escritorespor aí, esbanjando tolicese mentiras.Espalhando suas obrassem o mínimo de vida,falta verdade,falta essência.E eles continuama escrever e escrever."Olhem para mim, sou escritor"É o que dizem.E não há honra alguma.Gênios medíocres,a Terra está lotada deles.O que está acontecendo?Escritores brotandode privadas e bueiros,em cada canto tem um.E eu não sei maisO que fazer,verdadeiramente não seimais o que fazer,e você,sabe?” Charlie Barkley