Frases de Adriana de Oliveira

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Adriana de Oliveira

Data de nascimento: 11. Agosto 1969
Data de falecimento: 27. Janeiro 1990

Adriana de Oliveira foi uma modelo brasileira que se tornou nacionalmente conhecida após vencer a etapa brasileira do concurso Supermodel of the World 1989 e se tornar uma das modelos de maior sucesso no Brasil do fim da década de 80. Sensação de capas e editoriais das mais conhecidas revistas da época, como Nova, Manequim, Moda Brasil e Claudia, chegou a figurar como uma das dez mulheres mais lindas do planeta em 1989, após sua classificação na final mundial do Supermodel em Los Angeles, Estados Unidos.

Adriana morreu após ingerir junto com amigos um coquetel de drogas, álcool e tranquilizantes em um sítio no interior de Minas Gerais, num dos casos de maior repercussão midiática já ocorridos no Brasil envolvendo o uso de drogas. Apesar da comoção em torno do caso, ninguém foi responsabilizado ou condenado, pois segundo a justiça não houve vontade dos três envolvidos em perpetrar a morte da modelo.


„Para falar a verdade, eu nunca pensei em ser modelo. Eu tinha um complexo enorme de magreza, eu ia para a escola com duas calças, não vestia saia porque eu tinha vergonha de canela fina. (...) Tem uma superdiferença entre como eu me conheço e como eu me vejo nas fotos. Aliás, eu não me reconheço nas fotos, e eu sou supercrítica também, então eu sempre acho algum defeito. É diferente, aliás é até estranho você se ver no vídeo falando, é superestranho.“

„(...) Meu trabalho é uma competição muito grande. Inclusive, eu sempre comentei, sempre falei para minhas amigas (...) ah é muita... e todo mundo me fala que isso qualquer trabalho vai ter. Só que eu tento não ser egoísta. Eu tento lutar contra essa parte negativa da competição. Por exemplo, lá no concurso [Supermodel of the World], um dia a gente precisava se maquiar, a gente ia estar presente com os jurados e tal e precisava todo mundo estar bonitinha e eu precisava de um batom e não tinha na bolsa. Aí eu pedi e todo mundo arrumadinha e ninguém me arrumou um batom. Quer dizer, uma coisa assim: 'ah, não vou ajudar que é para ela ficar mais feia que eu.' Eu me sinto mal em fazer uma coisa como essa, eu tento competir mas sendo honesta, até um ponto em que eu me sinta bem. (...) Não querendo fazer a imagem de santinha, eu acho mesmo que o espírito extremo de competição é destrutivo, é um negócio que interiormente te faz mal. Você pode ganhar uma coisa mas você tem que se olhar no espelho e se sentir bem, sabendo que você ganhou aquilo honestamente, não derrubando os outros.“

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