“Sejamos simples e calmos,Como os regatos e as árvores,E Deus amar-nos-á fazendo de nósBelos como as árvores e os regatos,E dar-nos-á verdor na sua primavera,E um rio aonde ir ter quando acabemos…E não nos dará mais nada, porque dar-nos mais seria tirar-nos mais.”Fernando Pessoa (1888–1935) poeta português
“Adoro regatos, correndo pelos campos, cabriolando entre as rochas e escondendo-se na mata. São rios puros, ainda crianças.”Alcione Sortica (1935)
“Coisas que um homem jamais deveria usar: boné a noite, corrente grossa, sapatênis, regata, camisa pra dentro da calça e eu.”Tati Bernardi (1979)
“SêSe não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,Sê um arbusto no vale mas sêO melhor arbusto à margem do regato.Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relvaE dá alegria a algum caminho.Se não puderes ser uma estrada,Sê apenas uma senda,Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso…Mas sê o melhor no que quer que sejas.”Douglas Malloch (1877–1938)
“Se não puderes ser um pinheiro no topo de uma colina,Sê um arbusto no vale mas sêO melhor arbusto à margem do regato.Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relvaE dá alegria a algum caminho.Se não puderes ser uma estrada,Sê apenas uma senda,Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso…Mas sê o melhor no que quer que sejas.”Pablo Neruda (1904–1973) Escritor
“E aprendi o que é óbvio para uma criança. Que a vida é simplesmente uma coleção de pequenas vidas, cada uma vivida um dia de cada vez. Que cada dia devia ser passado a procurar beleza nas flores e na poesia e a falar com os animais. Que um dia gasto a sonhar acordado, com pores-do-sol e brisas frescas não se pode melhorar. Mas, acima de tudo, aprendi que a vida consiste em sentar-se em bancos junto a regatos antigos com a minha mão no joelho dela, e às vezes, nos dias bons, a ficar apaixonado.”Nicholas Sparks (1965)
“Instruções para dar corda ao relógioLá no fundo está a morte, mas não tenha medo. Segure o relógio com uma mão, pegue com dois dedos o pino da corda, puxe-o suavemente. Agora abre-se outro prazo, as árvores soltam suas folhas, os barcos correm regata, o tempo como um leque vai-se enchendo de si mesmo e dele brotam o ar, as brisas da terra, a sombra de uma mulher, o perfume do pão.Que mais quer, que mais quer? Amarre-o depressa ao seu pulso, deixe-o bater em liberdade, imite-o anelante. O medo enferruja as âncoras, cada coisa que pôde ser alcançada e foi esquecida começa a corroer as veias do relógio, gangrenando o frio sangue de seus pequenos rubis. E lá no fundo está a morte se não corremos, e chegamos antes e compreendemos que já não tem importância.”Julio Cortázar (1914–1984) Historias de cronopios y de famas / Un tal Lucas