Frases de Guilherme de Almeida

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Guilherme de Almeida

Data de nascimento: 24. Julho 1890
Data de falecimento: 11. Julho 1969

Guilherme de Andrade de Almeida foi um advogado, jornalista, heraldista, crítico de cinema, poeta, ensaísta e tradutor brasileiro.

Filho de Estevam de Araújo Almeida, professor de direito e jurisconsulto, e de Angelina de Andrade. Foi casado com Belkiss Barroso de Almeida, de cuja união nasceu o filho, Guy Sérgio Haroldo Estevam Zózimo Barroso de Almeida, que se casou com Marina Queirós Aranha de Almeida, c.g. Foi, com seu irmão, Tácito de Almeida , importante organizador da Semana de Arte Moderna de 22, tendo criado em 1925 conferência para difusão da poesia moderna, intitulada "Revelação do Brasil pela Poesia Moderna", que foi apresentada em Porto Alegre, Recife e Fortaleza.


„Leve escorre e agita.
A areia. Enfim, na bateia
fica uma pepita.“

„Neblina? ou vidraça
que o quente alento da gente,
que olha a rua, embaça?“


„Nós dois? - Não me lembro.
Quando era que a primavera
caía em setembro?“

„O ar. A folha. A fuga.
No lago, um círculo vago.
No rosto, uma ruga.“

„Diamante. Vidraça.
Arisca, áspera asa risca
o ar. E brilha. E passa.“

„E cruzam-se as linhas
no fino tear do destino.
Tuas mãos nas minhas.“

„Uma árvore nua
aponta o céu. Numa ponta
brota um fruto. A lua?“

„Noite. Um silvo no ar.
Ninguém na estação. E o trem
passa sem parar.“


„Por que estás assim,
violeta? Que borboleta
morreu no jardim?“

„Olho a noite pela
vidraça. Um beijo, que passa
acende uma estrela.“

„Na cidade, a lua:
a jóia branca que bóia
na lama da rua.“

„Jasmineiro em flor.
Ciranda o luar na varanda.
Cheiro de calor.“

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