“Todos passamos a existir a partir de uma única célula, menor do que um grão de areia. Muito menor. Dividir. Multiplicar. Somar e subtrair. A matéria muda de sentido, os átomos flutuam para dentro e para fora, as moléculas giram, as proteínas se grudam umas nas outras, as mitocôndrias transmitem ordens oxidantes; começamos como uma aglomeração elétrica microscópica. Os pulmões, o cérebro, o coração. Quarenta semanas mais tarde, seis trilhões de células se espremem através de nossa mãe e soltamos um berro. Só então o mundo começa para nós.”Anthony Doerr livro Toda a Luz que Não Podemos VerAll the Light We Cannot See
“Quantos labirintos existem neste mundo. Os galhos das árvores, as filigranas das raízes, a matriz dos cristais, as ruas que o pai dela tinha recriado nas maquetes. Labirintos nas saliências de conchas de múrex, nas texturas da casca de plátanos e dentro dos ossos ocos das águias. Nada mais complicado do que o cérebro humano, diria Etienne, a coisa mais complexa que existe; um orgão, dentro do qual giram universos.”Anthony Doerr livro Toda a Luz que Não Podemos VerAll the Light We Cannot See
“Então, crianças, como o cérebro, que vive sem uma centelha de luz, constrói para nós um mundo cheio de luz?”Anthony Doerr livro Toda a Luz que Não Podemos VerAll the Light We Cannot See