Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?“Isto é niilismo; ou isto é verdade. Ele tem de ultrapassar os seus limites. Há o contorno de um corpo, distinto, separado, a sua integridade é uma ilusão, um engano trágico, porque, sem ser visto, há uma fenda entre as pernas, e ele tem de a empurrar para dentro. Nunca há uma verdadeira privacidade do corpo que possa coexistir com a relação sexual: com o fato de ser penetrado. A própria vagina é musculada e os músculos têm de ser afastados. O impulso é uma invasão persistente. Ela é aberta, dividida ao meio. Ela é ocupada - fisicamente, internamente, na sua privacidade.”Andrea Dworkin (1946–2005) De verdade
Esta tradução está aguardando revisão. Está correcto?“Sempre que me perguntavam o que eu queria, meu primeiro impulso era responder "Nada". O pensamento passou por minha mente que não fazia diferença, que nada me faria feliz.”Osamu Dazai (1909–1948)
Esta frase aguardando revisão.“Não há Crime Grave o bastante para relativizar qualquer outro.Em tempos de tantas justificativas vazias e malabarismos morais, parece que a régua da ética se elastificou — estica conforme a conveniência de quem julga, de quem fala, quiçá de quem tenta se eximir. Como se a existência de um erro maior tivesse o poder mágico e poético de diminuir ou até absolver um erro menor.Mas definitivamente não tem.Um crime não anula o outro. Não o equilibra. Nem o compensa. Apenas revela o quanto estamos dispostos a negociar princípios quando eles deixam de nos favorecer. É o velho impulso de apontar o dedo com uma mão enquanto a outra esconde aquilo que não queremos ver.Relativizar o erro alheio com base em um erro maior é, no fundo, uma forma forçosamente elegante de aceitar o inaceitável. É transformar justiça em comparação, quando deveria ser compromisso. É escolher lados quando o certo seria escolher valores.A lógica da compensação moral é sedutora porque alivia consciências. “Perto daquilo, isso nem é tão grave.”E assim, aos poucos, vamos rebaixando o que deveria ser inegociável. Vamos nos acostumando com pequenas concessões que, somadas, constroem grandes e medonhas distorções.O problema nunca foi apenas o tamanho do crime, mas a disposição em aceitá-lo quando convém. Porque quando a indignação depende de contexto, ela deixa de ser princípio e passa a ser estratégia.E é nesse ponto que tudo se fragiliza, tudo se perde.Quando começamos a pesar erros em balanças seletivas, já não estamos mais buscando justiça — estamos apenas escolhendo qual incoerência, qual injustiça estamos dispostos a defender.No fim, não é sobre quem errou mais nem menos.É sobre quem ainda se recusa a tratar o erro como erro, independentemente de quem o cometeu e como cometeu.”Alessandro Teodoro De justiça, Tempo, Problema, Erro