Fernando Pessoa: Frases em inglês (página 2)
Fernando Pessoa era poeta português. Frases em inglês.“I take with me the conscience of defeat as a victory banner.”
Ibid., p. 79
Original: Levo comigo a consciência da derrota como um pendão de vitória.
Fonte: The Book of Disquiet
“Direct experience is the evasion, or hiding place of those devoid of imagination.”
Ibid., p. 163
The Book of Disquiet
Original: A experiência directa é o subterfúgio, ou o esconderijo, daqueles que são desprovidos de imaginação.
“If you cannot live alone, you were born a slave.”
Ibid.
The Book of Disquiet
Original: Se te é impossível viver só, nasceste escravo.
“My past is everything I failed to be.”
O meu passado é tudo quanto não consegui ser.
Fonte: The Book of Disquietude, trans. Richard Zenith, text 100
Ibid., p. 125
Original: Nunca amamos niguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso — em suma, é a nós mesmos — que amamos.
Fonte: The Book of Disquiet
“We are two abysses — a well staring at the sky.”
Ibid., p. 48
The Book of Disquiet
Original: Somos dois abismos — um poço fitando o céu.
“I know not what tomorrow will bring”
Last sentence (29 November 1935), quoted in A Little Larger Than the Entire Universe by Richard Zenith (Penguin Classics, 2006)
Ibid., p. 123
The Book of Disquiet
Original: Todos os problemas são insolúveis. A essência de haver um problema é não haver solução. Procurar um facto significa não haver um facto. Pensar é não saber existir.
A Factless Autobiography, Richard Zenith Edition, Lisbon, 2006, p. 40
The Book of Disquiet
Original: Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo. Não sei onde ela me levará, porque não sei nada.
Ibid., p. 265
The Book of Disquiet
Original: Todo o prazer é um vício, porque buscar o prazer é o que todos fazem na vida, e o único vício negro é fazer o que toda a gente faz.
Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.
Tabacaria (1928), trans. Richard Zenith