“Precisamos de um senso de justiça, mas precisamos também de senso comum, de imaginação, de uma capacidade profunda de imaginar o outro, às vezes de nos colocarmos na pele do outro. Precisamos da capacidade racional de nos comprometer e, às vezes, de fazer sacrifícios e concessões. p. 53”Amos Oz livro How to Cure a FanaticHow to Cure a Fanatic
“Os paranóicos podem ter inimigos verdadeiros, assim como um hipocondríaco às vezes pode estar doente e um megalômano pode ser um grande homem. Israel tem inimigos reais; não os palestinos, mas o islã fundamentalista, o Irã, uma possível coalizão de países islâmicos fanáticos. Esse é o autêntico perigo para a vida de cada um de nós. Não os palestinos; eles são uma tragédia próxima, muito próxima, mas não são uma ameaça para Israel.”Amos Oz em entrevista à Revista Entrelivros de Outubro de 2005
“Os israelenses discutem, eu discuto. E ainda assim sou eu quem me levanto toda manhã, faço uma pequena caminhada no deserto, faço uma xícara de café, sento em minha escrivaninha e começo a perguntar-me: ‘Como me sentiria se fosse ela? Como seria estar na pele dele?’ – o que é o que se tem a fazer se se quer escrever até o mais simples dos diálogos: é preciso dividir não apenas sua lealdade, mas até seus sentimentos viscerais entre os diversos personagens. Creio que estou parafraseando D. H. Lawrence, que disse certa vez que, para escrever um romance, você tem que ser capas de referendar meia dúzia de sentimentos e opiniões diferentes, conflituosos e contraditórios, com o mesmo grau de convicção, veemência e empatia. Então, talvez eu seja um pouco mais bem equipado do que outras pessoas para entender, do meu ponto de vista judaico-israelense, como é o sentimento de ser um palestino deslocado, um árabe palestino cuja terra natal foi tomada por ‘alienígenas de outro planeta’. p. 94”Amos Oz livro How to Cure a FanaticHow to Cure a Fanatic