“Todo homem se refugia na desculpa de suas paixões, todo homem que inventa um determinismo é um homem de má fé.”Jean Paul Sartre O existencialismo é humanismo
“Nossa responsabilidade é muito maior do que poderíamos supor, porque ela engaja a humanidade inteira.”Jean Paul Sartre O existencialismo é humanismo
“Sou responsável por mim mesmo e por todos, e crio uma certa imagem do home que eu escolho: escolhendo a mim, escolho o homem.”Jean Paul Sartre O existencialismo é humanismo
“Antes de alguém viver, a vida, em si mesma, não é nada; é quem é a vive que deve dar-lhe um sentido; e o valor nada mais que constatar-se, assim, que é possível criar uma comunidade humana.”Jean Paul Sartre livro The WallThe Wall
“Talvez o senhor escreva para a posteridade. Mas queira ou não queira, para alguém escreve.Mas é uma cilada: se consinto, o Autodidacta triunfa e sou imediatamente contornado, reivindicado, ultrapassado, porque o humanismo toma à sua conta e funda na mesma massa todas as atitudes humanas. Que agradável que é às vezes poder conversar assim, ao abandono.Deitei um olhar à minha volta: móveis leves e soltos, e eu próprio. Era o que existia. O passado não existia. Nem as coisas, nem sequer no meu pensamento. Havia muito tempo que eu tinha compreendido que o meu me tinha escapado. Mas julgava, até então, que se tinha retirado do meu alcance. Para mim o passado era apenas entrada na reforma: era outra maneira de existir, um estado de férias e de inacção, cada acontecimento quando findara o seu papel se arrumava atinadamente, por si próprio, numa caixa e se tornava acontecimento honorário: tal é a dificuldade que se tem em imaginar o nada. Agora compreendia: a coisas são inteiramente o que parecem, e por trás delas… não há nada. Quando uma pessoa quer compreender uma coisa coloca-se diante dela, sem auxílio. De nada serviria todo o passado do mundo.Acho que não temos de ir buscar tão longe o sentido da vida”Jean Paul Sartre
“Nenhuma regra moral genérica pode indicar o que devemos fazer; não existem sinais outorgados no mundo. Os católicos replicarão: "Mas claro que há sinais". Admitamos, sou eu mesmo, em todo caso, que escolho o significado que eles têm. Quando eu estava preso, conheci um homem impressionante, que era jesuíta. Ele tinha entrado na ordem da seguinte forma: havia passado por uma série de infortúnios bastante dolorosos; ainda criança, seu pai foi morto, deixando-o pobre. Ele foi recebido como bolsista em uma instituição religiosa onde constantemente lhe repetiam que ele tinha sido aceito por caridade; consequentemente, ele não recebeu muitas das distinções honoríficas com que as crianças são gratificadas; depois, por volta dos dezoito anos, - coisa pueril, mas que foi a gota d'água que fez o vaso transbordar - ele foi reprovado em sua preparação militar. Portanto, esse rapaz podia achar que tudo tinha dado errado para ele; era um sinal, mas um sinal de quê? Ele podia refugiar-se na amargura ou no desespero, mas avaliou, muito habilmente para seu próprio bem, que esse era o sinal de que ele não fora feito para os triunfos seculares, e que só os êxitos da religião, da santidade e da fé é que estavam ao seu alcance. Assim, viu nisso uma mensagem divina e ingressou nas ordens. Quem não vê que a decisão do sentido do sinal foi tomada exclusivamente por ele?”Jean Paul Sartre
“Julguei-me dotado por resignação: no gabinete de Charles Schweitzer, no meio de livros deslombados, desencapados, desemparelhados, o talento era a coisa mais desperdiçada do mundo. Assim, no tempo do Antigo Regime, muitos caçulas se teriam danado para comandar um batalhão, enquanto de nascença eram destinados ao clericato”Jean Paul Sartre livro As Palavras