“Poema – Caps part 3 - Rasgue os seus pulsos!Corte a sua garganta!- Não vê como todos estão te olhando? Eles não te amam! É impossível amar um monstro como você!- Você não precisa sair do quartoNinguém lá fora se importa com você - O que esta esperando? Enforque-se! Enforque-se! - Ninguém sentirá a sua falta Todos vão sorrir quando você se for!- Calem estas vozes! Eu suplico! Tranquem-me em um quarto escuroE me amarrem em camisas de forçaQuero definhar em uma ala psiquiátrica Até esquecer o meu nomeSinto as baratas corroendo as minhas entranhasBarulhos de ratos arranhando as paredes- Calem-se! Calem-se! - Quebrem os espelhos Eu não consigo olhar o meu próprio rostoDilacerem a minha garganta!Para que eu nunca mais consiga escutar A minha própria vozEu não consigo parar de gritar e gritarMas parece que ninguém consegue me ouvirHá uma multidão vivendo em mim E todos eles sou eu! - Eu quero rasgar o meu rosto com as unhasQuero sentir os nervos e as vísceras pulsandoNos meus dedos sujos de sangue!- Matem-me, Matem-me! Pois sou um homem covarde e doenteEu não consigo tirar a minha própria vidaTampouco calar estas vozes que me enlouquecem- Você é um monstro Não percebe como as pessoas te olham? - Estão todos mentindo pra você Todos eles vão partir e te abandonar- Se enforque! Enforque-se e poupe sofrimentos e angustias - Você deveria raspar os cabelosE cortar os pulsos!- O seu corpo não é perfeitoAs suas roupas fedem como traposE todos te olham com ódio e repulsa!Calem-se! Eu suplico que calem-seEu desejo definhar em uma ala psiquiátrica Até esquecer o meu nome Quero definhar até as vozes calarem-se por completoQuero definhar até que o único som sejam os das baratasSe alimentando das minhas vezesQuero definhar…Até não sobrar mais nadaAté que o pó Que um dia compôs o meu corpoDesapareça com o ventoNo recanto do nada…- Gerson De Rodrigues”Gerson De Rodrigues