Citações

Esta frase aguardando revisão.

“Para os Bandidos Assumidos do Estado Paralelo existe até pena de morte, para os do Braço Armado do Estado não existe quase pena nenhuma.

Talvez o que mais perturbe não seja apenas a existência de dois pesos e duas medidas, mas a naturalização disso como se fosse parte inevitável das engrenagens sociais. 

De um lado, uma Estrutura Informal que pune com brutalidade para manter o controle pelo medo; de outro, uma Estrutura Formal que, em teoria, deveria zelar pela justiça, mas frequentemente se enrosca em proteções, corporativismos e silêncios convenientes.

O paradoxo é muito cruel: o mesmo Estado que reivindica o legítimo Monopólio da Força se enfraquece quando falha em responsabilizar aqueles que agem desonestamente em seu nome. 

Porque, no fim das contas, a confiança não nasce da força, mas da coerência. 

E quando a coerência desaparece, abre-se espaço para que o medo — e não a justiça — organize a vida das pessoas.

Não se trata de comparar violências como se fossem equivalentes, mas de reconhecer que a Seletividade na punição corrói qualquer ideia de Justiça. 

Quando a lei é dura com uns e indulgente com outros, ela deixa de ser lei e passa a ser instrumento. 

E instrumentos, nas mãos erradas, não constroem — apenas reforçam desigualdades e perpetuam ciclos de abuso.

O que sustenta uma sociedade não é apenas a punição do erro, mas a credibilidade de quem pune. 

Sem isso, a linha que separa Autoridade de Arbitrariedade se torna tênue demais — e perigosa demais para ser ignorada.

O Bandido Assumido consegue ser muito mais Honesto do que qualquer covarde que se esconda sob a segunda pele do Braço Armado do Estado.”

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“No Apogeu da Infodemia, talvez nada nos iluda mais do que a sede por Viés de Confirmação ser infinitamente maior que a de Informação.

Vivemos um tempo em que saber deixou de ser um exercício de abertura e passou a ser, muitas vezes, um ritual de reafirmação. 

Já não buscamos a verdade como quem atravessa um território desconhecido, mas como quem procura espelhos cuidadosamente posicionados para nos devolver apenas aquilo que nos conforta. 

A informação, vasta e abundante, tornou-se muito menos valiosa que a sensação de estar certo.

Nesse cenário, o Pensamento Crítico perde espaço para o Pensamento Conveniente. 

A Dúvida, que deveria ser uma Virtude Intelectual, é tratada como Fraqueza — e a Convicção, mesmo quando frágil, é exibida como Força. 

Não é a escassez de dados que nos limita, mas a recusa silenciosa em confrontar aquilo que ameaça nossas certezas mais queridas.

A Enxurrada de Informações não nos afoga apenas em conteúdos, mas em versões editadas da realidade, moldadas sob medida para nossas crenças. 

E quanto mais nos alimentamos delas, menos toleramos o desconforto do contraditório. 

Assim, criamos bolhas de eco onde o mundo parece simples, previsível e, sobretudo, alinhado conosco — ainda que isso custe a complexidade dos fatos.

Talvez o maior desafio do nosso tempo não seja acessar a informação, mas reaprender a desejá-la de verdade. 

Isso exige coragem: a coragem de estar errado, de revisar ideias, de abandonar certezas que já não se sustentam. 

Porque, no fim, a busca honesta por compreensão nunca foi sobre vencer argumentos — mas sobre ampliar horizontes.

E isso, inevitavelmente, começa quando trocamos a pressa de confirmar pelo raro gesto de escutar.”

Esta frase aguardando revisão.

“Ninguém vive Só, mas ninguém sobrevive mais Sozinho do que quem vive querendo ser Amigo de todo mundo.

Há uma diferença bastante silenciosa — e muitas vezes ignorada — entre estar cercado e estar acompanhado. 

Quem tenta caber em todos os círculos acaba se diluindo em cada um deles. 

Vai se moldando tanto ao gosto alheio que, no fim, já não sabe mais qual é o próprio sabor. 

E assim, na ânsia de pertencer a todos, deixa de pertencer a si mesmo.

A necessidade de agradar indiscriminadamente costuma nascer de um medo antigo: o da rejeição. 

Mas há um preço muito alto em trocar autenticidade por aceitação. 

Relações construídas sobre concessões constantes não criam raízes, apenas vínculos frágeis que dependem de manutenção exaustiva. 

E o mais curioso é que, mesmo rodeado de gente, esse esforço contínuo é raramente recompensado com profundidade.

Amizade de verdade não exige ubiquidade, exige verdade. 

Não se trata de quantos cabem à mesa, mas de quem permanece quando a mesa já não oferece nada além de silêncio — ainda que agridoce.

Quem tenta ser amigo de todo mundo, no fundo, vive evitando o risco essencial de qualquer relação genuína: o de não ser aceito por alguns para ser verdadeiramente reconhecido por muito poucos.

Há uma solidão deveras peculiar em nunca poder ser inteiro. 

E talvez a nossa Verdadeira Liberdade comece justamente quando aceitamos que não é preciso sermos tudo para todos — porque, ao fim, é isso que finalmente nos permite ser algo bem real para alguém.”

Esta frase aguardando revisão.

“Seria muito difícil — ou até impossível — alugar a cabeça de todo um povo, ou parte dele, sem antes comprar algumas.

E comprar cabeças não exige dinheiro em espécie. 

Exige, antes, acessos…

Acesso às emoções, aos medos mais íntimos, às esperanças mais frágeis… 

Exige repetição até que a mentira soe familiar, e familiaridade até que a dúvida se torne desconfortável. 

Aos poucos, não se impõe uma ideia — planta-se. 

E, como toda semente, ela cresce melhor quando o terreno já foi preparado.

A compra de algumas consciências inaugura o ciclo. 

São vozes estratégicas, rostos confiáveis, figuras que inspiram pertencimento, quiçá instrumentalização da fé religiosa.

Elas funcionam como pontes: ligam o estranho ao aceitável, o absurdo ao plausível. 

Quando essas vozes falam, não parece imposição; parece consenso. 

E é aí que o aluguel começa — quando pensar por conta própria passa a ser mais difícil do que repetir.

Nenhuma mente é tomada de uma vez. 

O processo é gradual, quase imperceptível. 

Pequenas concessões aqui, uma simplificação ali, uma narrativa conveniente acolá. 

De repente, o que antes causava estranhamento passa a ser defendido com fervor. 

E o que era questionamento vira ameaça.

Mas talvez o ponto mais inquietante não seja o ato de comprar algumas cabeças — e sim o silêncio das demais. 

Porque onde há ausência de reflexão, há espaço de sobra para a ocupação. 

E onde há medo de discordar, o aluguel se renova automaticamente.

No fim, não se trata apenas de quem compra ou de quem aluga. 

Trata-se de quem resiste a vender — e, mais ainda, de quem insiste em pensar com a própria cabeça.”

Esta frase aguardando revisão.

“Quem se atreve a questionar os sentimentos do outro, às vezes se comove com muitos que nem existem.

Há uma estranha contradição na forma como lidamos com as emoções alheias. 

Exigimos provas visíveis, quase palpáveis, como se a dor precisasse escorrer em lágrimas para ser legítima. 

No entanto, esquecemos que nem todo choro encontra caminho pelos olhos — alguns se perdem por dentro, silenciosos, densos, invisíveis. 

A alma, afinal, não tem glândulas lacrimais.

Talvez seja mais fácil acreditar no que se vê, porque o invisível exige ainda mais empatia, e empatia exige esforço. 

Questionar o sentimento do outro, nesse sentido, é muitas vezes uma defesa: uma tentativa de reduzir o que não compreendemos àquilo que nos é confortável julgar. 

Mas quem nunca se emocionou com histórias que jamais aconteceram? 

Quem nunca sentiu o coração apertar por suposições, medos ou fantasias criadas até pela própria mente?

A verdade é que somos profundamente seletivos naquilo que validamos. 

Desconfiamos do sofrimento silencioso, mas acolhemos facilmente emoções que, por vezes, nem têm raízes na realidade — apenas na nossa percepção dela. 

Isso revela menos sobre a veracidade dos sentimentos alheios e mais sobre a limitação do nosso olhar.

Há dores que não gritam, apenas ecoam. 

Há lágrimas que não caem, apenas pesam. 

E há sentimentos que não precisam ser explicados para existirem — apenas respeitados.

No fim, talvez a maior sabedoria não esteja em tentar medir ou validar o que o outro sente, mas em reconhecer que nem tudo que é real precisa ser visível, e nem tudo que emociona precisa parecer verdadeiro para quem só pode ver de fora.”

Thomas More photo

“Estou plenamente convencido de que, a menos que a propriedade privada seja completamente abolida, não é possível haver distribuição justa de bens e nem a humanidade pode ser governada adequadamente.”

Utopia, Página 43 http://books.google.com.br/books?ei=KPRbVLHuA7HCsASc4oD4Aw&hl=pt-BR&id=GvxHAAAAYAAJ&dq=utopia+zang%C3%B5es&focus=searchwithinvolume&q=plenamente, Sir Thomas More (Saint) - Prefácio: João Almino; Tradução: Anah de Melo Franco - IPRI, 2004 - 167 páginas.
"Adeo mihi certe persuadeo, res aequabili ac iusta aliqua ratione distribui, aut feliciter agi cum rebus mortalium, nisi sublata prorsus proprietate, non posse."
De Optimo Reipublicae Statu, Deque nova insula Utopia. Página 66 https://la.wikisource.org/wiki/Pagina:Utopia,_More,_1518.djvu/67, Thomas More - Froben, 1518 - 190 páginas.
Utopia (1516)

Osvaldo Pugliese photo

“Eu não me olho como um artista, mas sim como um músico que trabalha muito forte. E para ser honesto, trabalho forte mas não tão forte quanto um cara que trabalha na fábrica ou no porto. Mas eu sempre digo que eu me sinto mais um deles.”

Osvaldo Pugliese (1905–1995)

Nunca me considero un artista, sino un laburante de la música. Y un laburante bastante cómodo, porque trabajar, trabajan los de las fábricas, el puerto. Pero digo que siempre me sentí uno más
Cita recopilada por Buenos Aires Sos (BAS) de Carlos de Flores

Virginia Woolf photo

“As mulheres durante todos estes séculos serviram de espelhos possuindo o poder mágico e delicioso de refletir uma imagem do homem com o dobro do seu tamanho natural. Sem esse poder, provavelmente, a Terra seria ainda pântano e selva. As glórias de todas as guerras seriam desconhecidas. Estaríamos ainda arranhando os contornos de cervos nos restos de ossos e trocando pederneiras por peles de carneiro ou qualquer outro ornamento simples que agradasse ao nosso gosto sem sofisticação. O Super Homem ou o Dedo do Destino nunca teriam existido. O Czar e o Kaiser nunca teriam portado suas coroas ou as perdido. Qualquer que possa ser sua utilidade em sociedades civilizadas, espelhos são essenciais a toda ação violenta e heróica. Eis porque tanto Mussolini quanto Napoleão insistem tão enfaticamente na inferioridade das mulheres, pois se elas não fossem inferiores, eles pararariam de engrandescer-se. Isso serve para explicar, em parte, a indispensável necessidade que as mulheres tão freqüentemente representam para os homens. E serve para explicar como eles ficam inquietos quando colocados sob a sua crítica, como é impossível para ela dizer-lhes que este livro é ruim, este quadro é fraco, ou o que quer que seja, sem causar mais dor ou despertar mais raiva que um homem que fizesse a mesma crítica. Pois, se ela começa a dizer a verdade, a figura no espelho encolhe, sua aptidão para a vida é diminuída. Como pode ele continuar a passar julgamentos, a civilizar nativos, a fazer leis, escrever livros, arrumar-se todo e discursar em banquetes, a menos que possa ver a si mesmo no café da manhã e no jantar com pelo menos o dobro do tamanho que realmente é?”

Um Teto Todo Seu

Jo Freeman photo

“A característica mais proeminente de toda Cadela é que elas rudemente violam concepções de condutas de papel sexual apropriadas. Elas violam-nas de modos diferentes, mas todas elas violam-nas. Suas atitudes com respeito a si mesmas e outras pessoas, suas orientações objetivas, seu estilo pessoal, sua aparência e modo de manejar seus corpos, todas chocam as pessoas e as fazem se sentirem incomodadas. Às vezes é consciente e às vezes não, mas pessoas geralmente se sentem inconfortáveis em volta de Cadelas. Elas consideram-nas aberrações. Elas acham o estilo delas perturbador…. Uma Cadela é brusca, direta, arrogante, às vezes egoísta. Ela não tem inclinação para os meios indiretos, sutis e misteriosos do “eterno feminino”. Ela desdenha da vida vicária considerada natural para as mulheres porque ela deseja viver uma vida própria. Nossa sociedade tem definido a humanidade como os machos, e as fêmeas como alguma coisa diferente dos machos. Deste modo, fêmeas poderiam ser humanas apenas ao viver por delegação através de um macho. Para ser capaz de viver, uma mulher tem de concordar em servir, honrar, e obedecer a um homem e o que ela obtém em troca, na melhor das hipóteses, é uma vida de sombra. Cadelas se recusam a servir, honrar e obedecer qualquer pessoa. Elas demandam serem seres humanos completos, não apenas sombras. Elas desejam ser igualmente fêmeas e seres humanos. Isto faz delas contradições sociais. A mera existência de Cadelas nega a idéia que a realidade de uma mulher deve acontecer através do relacionamento dela com um homem e contesta a crença que mulheres são crianças perpétuas que devem sempre estar sob orientação de alguém.”

Jo Freeman (1945)
Rudolf Karl Bultmann photo

“Existem encontros e azares que o ser humano nao pode dominar. Nao pode assegurar a perenidade de suas obras. Sua vida é fugaz e desemboca na morte. A historia prossegue e vai derrubando, uma após a outra, todas as torres de Babel. Não existe nenhuma segurança verdadeira e definitiva; mas é precisamente a essa ilusão que as pessoas tendem a sucumbir quando perseguem a segurança.Qual é a razão subjacente a esse anelo? A preocupação, a secreta angústia que se manifestam nas profundezas da alma justamente quando o ser humano pensa que, por si mesmo, tem de alcançar a segurança para si próprio.A palavra de Deus exorta o ser humano a renunciar a seu egoísmo e à segurança ilusória que ele próprio construiu para si. Exorta-o a que se volte para Deus, que está além do mundo e do pensamento científico. Exorta-o, ao mesmo tempo, a que encontre seu verdadeiro eu. Porque o eu do ser humano, sua vida interior, sua existência pessoal também se encontra além do mundo visível e do pensamento racional. A palavra de Deus interpela o ser humano em sua existência pessoal e, assim, o liberta do mundo, da preocupação e da angústia que o oprimem tão logo se esquece do além. Mediante os recursos da ciência, as pessoas procuram apoderar-se do mundo, mas, em realidade, é o mundo quem acaba apoderando-se delas. Nossa época permite-nos observar até que ponto as pessoas são dependentes da tecnologia e até que ponto chegam as terríveis consequências da tecnologia. Crer na palavra de Deus significa renunciar a toda segurança meramente humana e, assim, desfazer-se do desespero gerado pela busca - sempre vã - da segurança.”

Rudolf Karl Bultmann (1884–1976) professor académico alemão

Verificadas, Jesus Cristo e Mitologia

“Construindo para codificar

Nenhum outro fundamento pode alguém do que aquele que é posto, que é Jesus Cristo. - 1 Coríntios 3:11

Em 1992, o furacão Andrew destruiu milhares de casas no sul da Flórida. No entanto, em uma área onde os destroços pareciam uma zona de guerra, uma casa permaneceu de pé, ainda firmemente ancorada em sua fundação.

Quando um repórter perguntou ao proprietário por que sua casa não havia sido destruída, ele respondeu: “Eu mesmo construí essa casa. Eu também construí de acordo com o código de construção do estado da Flórida. Quando o código chamado para 2 "x 6" treliças do telhado, eu usei 2 "x 6" treliças do telhado. Disseram-me que uma casa construída de acordo com o código poderia resistir a um furacão - e foi o que aconteceu ”.

Jesus falou sobre a importância de construir nossas vidas em uma base sólida. Ele disse que a pessoa que obedece a Sua Palavra é como “um homem sábio que construiu sua casa sobre a rocha” (Mt 7:24). Se construirmos de acordo com o Seu código de obediência, não seremos varridos quando as crises forem atingidas pela força do furacão. As tempestades da tentação e as tempestades do sofrimento não serão capazes de nos livrar de um sólido alicerce de fé e obediência. Adversidade pode vir, mas porque nós construímos de acordo com o código da Rocha inabalável, Jesus Cristo, podemos emergir com nosso caráter fortalecido.

Estamos construindo nossas vidas de acordo com o código de Jesus?

Vivendo para o Senhor, servindo-O a cada dia,
Best prepara a alma para o caminho tempestuoso;
Então, quando as provações vierem, tentando desesperar-nos,
podemos descansar em segurança, protegidos em Seu cuidado. —DJD

As tempestades da nossa vida provam a força da nossa âncora. Vernon Grounds”

“Nosso Coração - Seu Lar

Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, eu irei a ele. - Apocalipse 3:20

Em uma conversa com um menino de 9 anos, um trabalhador da juventude contava a história de Adão e Eva e como o pecado entrou no mundo. Ele disse ao menino que Jesus morreu para pagar a penalidade por seus pecados e que, se pedisse em seu coração, Ele entraria. Naquela noite, o menino convidou Jesus para salvá-lo.

Alguns dias depois, o jovem disse à esposa do jovem trabalhador: "Não preciso mais falar com Deus a longa distância". "Por que não?", Perguntou ela. Apontando para seu coração, ele respondeu: "Porque Ele está a apenas 10 polegadas de distância."

Surpreendente! Cristo, por quem todas as coisas foram criadas (Colossenses 1:16), vem a viver no coração de um pecador para que ele ou ela sinta um relacionamento íntimo com Deus. Esse é o milagre do novo nascimento.

Essa proximidade, no entanto, pode ser perdida se nos tornarmos mornos em nosso amor por Jesus. É por isso que Ele retrata a si mesmo como estando do lado de fora do nosso coração esperando para ser convidado para que esse senso de intimidade possa ser renovado (Apocalipse 3:20). A desobediência pode romper essa íntima comunhão, mas ela pode ser restaurada pelo arrependimento, abrindo-se de novo a porta do nosso coração para Ele e permitindo que Ele assuma o controle total mais uma vez. Jesus quer que tenhamos a garantia permanente de que Ele está ainda mais perto do que a 10 polegadas de distância.

Quão triste quando chamas de amor queimam
em corações que, uma vez que o seu calor sabia!
Mas Cristo livremente concederá graça
E fará com que aquele amor brilhe novamente. —DJD

Para renovar seu amor por Cristo, revise o amor de Cristo por você. Dennis J. DeHaan”

“Nas mãos dele

Todos os seus santos estão na sua mão. - Escritura de hoje :
Deuteronômio 33: 1-3,26-29

Em seu leito de morte, o pregador britânico Charles Simeon sorriu brilhantemente e perguntou às pessoas reunidas em seu quarto: "O que você acha que me dá conforto especialmente neste momento?"

Quando todos permaneceram em silêncio, ele exclamou: “A criação! Eu me pergunto: 'Jeová criou o mundo ou eu?' Ele fez! Agora, se Ele fez o mundo e todas as esferas do universo, Ele certamente pode cuidar de mim. Nas mãos de Jesus posso com segurança cometer o meu espírito!

Hudson Taylor, fundador da China Inland Mission, nos últimos meses de sua vida disse a um amigo: “Eu sou tão fraco. Eu não posso ler minha Bíblia. Eu não posso nem rezar. Só posso ficar deitada nos braços de Deus como uma criancinha e confiar.

Tanto Simeão quanto Taylor sabiam que o Deus Todo-Poderoso que criou o universo os mantinha em suas mãos. Moisés teve a mesma certeza quando abençoou os filhos de Israel antes de morrer (Deut. 33). Eles poderiam encarar o futuro com confiança, porque o Deus que os libertara também os preservaria.

Nós certamente não precisamos ter medo, então, quando entramos em um novo ano. Deus nunca abandonará Seus filhos redimidos. Nós podemos nos alegrar que nosso grande Criador nos mantém em Suas mãos. E isso é verdade para todo filho de Deus.

Refletir e Orar
O Deus que fez o firmamento,
Quem fez o mar mais profundo,
O Deus que colocou as estrelas no lugar
É o Deus que cuida de mim. —Berg

O Deus que detém o universo é o Deus que está te segurando. Henry G. Bosch”

“Permanecer ou morrer na praia?


…eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça… v.16


Havia uma propaganda que dizia: “O homem é eterno quando sua obra permanece”. Foi esse pensamento que motivou muitos no passado a fazer belas construções e obras de arte. Mas, na realidade nossas obras também passam. Até as pirâmides do Egito estão se desfazendo! Falando nisso: quem as construiu mesmo?

A Bíblia afirma que nós permanecemos quando damos fruto e esse fruto permanece. A diferença entre obra e fruto é que o segundo não é resultado de esforço. É consequência natural da seiva que percorre a árvore. E o fruto permanece porque tem em si a semente que produzirá mais frutos.

O permanecer que Jesus enfatiza aqui é o permanecer orgânico: ficar dentro, habitar, continuar. A ideia de fugir permeia nossa literatura e música. Desde quem quer ir para Pasárgada (Vou-me embora para Pasárgada, Manuel Bandeira) até os que desejam sumir. E o que Jesus fala? “Permaneçam em mim, como eu permaneço no Pai”. Permanecer mesmo no momento da poda, sabendo que o objetivo é que frutifiquemos mais. Que busquemos a seiva do amor com mais afinco!

Jesus afirmou que permanece nele quem ama ao próximo, como Ele nos amou (v.12). Isso é o que marca a diferença entre a vida produtiva e a estéril. Meu avô, em seu leito de morte, me ensinou uma grande lição: sob a perspectiva da morte iminente o que se leva dessa vida é o amor com que se ama. O que permanece é o fruto resultante do amor. O restante passa.

O fruto que permanece é aquele que é produzido 
pela seiva do amor de Deus. Davi Charles Gomes”

“Amar com perfeição


…tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba… vv.7,8


Sua voz tremeu ao compartilhar os problemas que enfrentava com a sua filha. Preocupada com os amigos questionáveis de sua filha adolescente, esta mãe confiscou-lhe o celular e a acompanhou por toda a parte. O relacionamento delas parecia apenas ir de mal a pior.

Quando falei com a filha, descobri que ela ama profundamente a mãe, mas sente-se sufocada por esse amor. Ela quer libertar-se.

Como seres imperfeitos, todos nós sofremos em nossos relacionamentos. Quer sejamos pais ou filhos, solteiros ou casados, temos dificuldades em expressar o amor da maneira certa, de dizer e fazer a coisa certa no momento certo. Crescemos no conhecimento e prática do amor durante toda a nossa vida.

Em 1 Coríntios 13, o apóstolo Paulo descreve o amor perfeito. Seu modelo de amor é maravilhoso, mas colocar esse amor em prática pode ser absolutamente assustador. Felizmente, temos Jesus como nosso exemplo. À medida que Ele interagiu com pessoas com necessidades e problemas diferentes, Jesus nos mostrou o amor perfeito na prática. Ao caminharmos com Ele, mantendo- -nos em Seu amor e alimentando a nossa mente com a Sua Palavra, vamos refletir cada vez a Sua semelhança. Ainda cometeremos erros, mas Deus é capaz de redimi-los e permitir que concorram para o nosso bem, porque o amor de Deus é sempre protetor e nunca falha (vv.7,8).

Para demonstrar o Seu amor, Jesus morreu por nós; 
para demonstrar o nosso amor, vivemos para Ele. Poh Fang Chia”

“Todo o coração!


…nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me, eu o farei entrar a terra que espiou… 14:24


Calebe era uma pessoa “dedicada”. Ele e Josué fizeram parte da equipe de reconhecimento de 12 homens que foi espiar a Terra Prometida e trouxeram o relatório a Moisés e ao povo. Calebe disse: “…Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela” (13:30). Mas dez espias duvidaram de que seriam bem-sucedidos. Apesar das promessas de Deus, eles viram apenas os obstáculos (vv.31-33).

Esses dez espias desanimaram as pessoas e murmuraram contra Deus, o que lhes causou 40 anos de peregrinação no deserto. Mas Calebe nunca desistiu. O Senhor disse: “Porém o meu servo Calebe, visto que nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me, eu o farei entrar a terra que espiou, e a sua descendência a possuirá” (14:24). Quarenta e cinco anos mais tarde Deus honrou Sua promessa quando Calebe, com 85 anos, recebeu a cidade de Hebron “…visto que perseverara em seguir o Senhor, Deus de Israel” (Josué 14:14).

Séculos mais tarde, um perito na lei perguntou a Jesus: “…qual é o grande mandamento na Lei?” Jesus respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento” (Mateus 22:35-38).

Calebe ainda nos inspira com a sua confiança em Deus, o qual merece o nosso sincero amor, confiança e compromisso.

O compromisso com Cristo 
é um chamado que se renova diariamente. David C. McCasland”

“Pequenas mentiras e gatinhos


…como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna… v.21


A mãe de Elias, 4 anos, notou quando ele se afastou correndo dos gatinhos recém-nascidos. Ela tinha lhe dito para não tocá-los. “Você tocou nos gatinhos, Elias?”, perguntou ela.

“Não!”, Ele disse seriamente. Então, a mãe fez-lhe outra pergunta: “Eles eram macios?”

“Sim, e o pretinho miou”, ele respondeu.

Com uma criança pequena, nós sorrimos com essa atitude. Mas a desobediência de Elias ressalta a nossa condição humana. Ninguém precisa ensinar uma criança de 4 anos a mentir. “Eu nasci na iniquidade”, escreveu Davi em sua clássica confissão, “e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmo 51:5). O apóstolo Paulo disse: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12). Essa notícia deprimente se aplica igualmente a reis, crianças de 4 anos, a você e a mim.

Mas há muita esperança! “A lei veio para aumentar o mal”, escreveu Paulo. “Mas, onde aumentou o pecado, a graça de Deus aumentou muito mais ainda” (Romanos 5:20 NTLH).

Deus não está esperando que pequemos apenas para que Ele possa nos punir. Ele é o Senhor da graça, do perdão e da restauração. Precisamos apenas reconhecer que o nosso pecado não é bonito, nem desculpável e irmos a Ele com fé e arrependimento.

Agora, pois, já nenhuma condenação há 
para os que estão em Cristo Jesus. Romanos 8:1 Tim Gustafson”

“Qual é a ocasião?


Sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente… v.14


Arthur, 4 anos, espiou para fora do capuz do seu moletom favorito deixando à vista o seu alegre rostinho. O capuz imitava uma cabeça de jacaré com mandíbulas de pelúcia que pareciam engolir a cabeça dele! Sua mamãe não aprovou o moletom escolhido. Ela queria causar uma boa impressão na visita que fariam a uma família que não viam há tempos.

Então ela lhe disse: “Esse moletom não é apropriado para a ocasião de hoje.”

“É sim!”, Arthur protestou prontamente.

“Sim, e que ocasião você acha que é?”, perguntou ela. Arthur respondeu: “Você sabe, mãe. Vida!” O garoto convenceu a sua mãe a deixar ele vestir o moletom que preferia!

Arthur já aprendeu o que lemos em Eclesiastes 3:12: “…nada há melhor para o homem do que regozijar-se e levar vida regalada”. Esse livro pode parecer deprimente e muitas vezes é incompreendido porque foi escrito a partir de uma perspectiva humana, não divina. O escritor, o rei Salomão, perguntou: “Que proveito tem o trabalhador naquilo com que se afadiga” (v.9)? No entanto, nele vislumbramos a esperança, pois ele também escreveu: “…é dom de Deus que possa o homem comer, beber e desfrutar o bem de todo o seu trabalho” (v.13).

Nós servimos a um Deus que nos dá boas coisas para desfrutar. Tudo o que Ele faz “durará eternamente” (v.14). À medida que o reconhecemos e seguimos os Seus ensinos de amor, Ele incute e inspira em nós o Seu propósito, significado e alegria de viver.

O Senhor, que o criou, 
quer ser o centro de sua vida. Tim Gustafson”

“Limpeza da casa


Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências. 2:1


Troquei de quartos e isso levou mais tempo do que o esperado. Eu não queria transferir minha extensa bagunça ao outro cômodo; mas recomeçar bem organizado. Depois de horas de limpeza e triagem, os sacos de objetos estavam prontos para serem descartados, doados ou reciclados. Porém, no final, um belo quarto me esperava e eu poderia me reorganizar.

Isso me trouxe uma nova perspectiva ao ler 1 Pedro 2:1, na paráfrase bíblica A Mensagem: “Por isso, limpem a casa! Tratem de varrer tudo que é malícia, fingimento, inveja e comentários maldosos.” Depois de uma alegre confissão de sua nova vida em Cristo (1:1-12) Pedro os exorta a jogar fora os hábitos destrutivos (1:13–2:3). Quando a nossa caminhada com o Senhor se torna confusa e o amor por outros está tenso, isso não deve nos fazer questionar nossa salvação. Não mudamos nossa vida para sermos salvos, mas porque somos salvos (1:23).

Da mesma maneira que a nossa nova vida em Cristo é verdadeira, os maus hábitos adquiridos não desaparecem do dia para a noite. Cada dia, precisamos “limpar a casa”, jogar fora tudo o que nos impede de amar os outros (1:22) e amadurecer (2:2). No espaço novo e limpo, experimentamos a maravilha de sermos recém- -construídos (v.5) pelo poder e pela vida de Cristo.

Todos os dias podemos rejeitar os hábitos destrutivos 
e experimentar a nova vida em Jesus. Monica Brands”

Gerson De Rodrigues photo

“Manifiesto de la Libertad

Nestes versos não há poesia Nem mesmo filosofia Apenas um grito de rebeldia, uma canção de Anarquia Não tapem seus ouvidos, e não calem minha boca; Porque mesmo calado eu grito, Mesmo morto eu proclamo…

Que a música que eu ouço ao longe Sejam as trombetas do apocalipse

O Exército marcha nas ruas Com as suas botas sujas de sangue; Torturam estudantes e matam manifestantes Enquanto são aplaudidos por um bando de ignorantes

Que as palavras que eu falo Não sejam ouvidas como prece E nem repetidas com fervor, Apenas respeitadas como a canção de um homem que morreu por amor

Erguemos nossa bandeira negra E lutamos contra o Fascismo Mas a outra metade se calou e aplaudiu o Nazismo

Os líderes mundiais dividiram o povo Na esquerda colocaram os enforcados, e na direita os decapitados E nessa tensão o homem aplaude, julgando os mortos do outro lado

Os porcos fascistas continuam marchando O chão de sangue continuam manchando Enquanto o hino nacional continuam cantando…

Com mentiras populistas alienaram a população Em uma guerra civil transformaram o povão; Em um espelho de sangue, aonde irmão mata irmão Diziam os fascistas ‘’ É uma batalha contra corrupção’’ Mataram um negro inocente o acusando de ladrão…

Um general fascista junto de um capitão criaram campos de concentração ‘’ Precisamos combater o comunismo em nome da nação’’

O Povo sem esperança e sem alegria Levantaram bandeiras de anarquia

Pois enquanto existirem jovens rebeldes existirá anarquia A Juventude exalava rebeldia;

Nas ruas marchamos e lutamos Muitos de nós morreram, mas morreram lutando…

Suas lutas não foram em vão Finalmente capturamos o capitão

- Enforquem-no! Em nome da nação!”

Gerson De Rodrigues (1995) poeta, escritor e anarquista Brasileiro