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@filipe, membro de 18 de Novembro de 2017
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“Quem, como ele, tinha sobrevivido ao próprio nascimento no lixo não se deixava expulsar tão facilmente do mundo. Era capaz de comer sopa aguada dias e dias, sobrevivia com o leite mais diluído, suportava os legumes e as carnes mais podres. Ao longo da infância, sobreviveu ao sarampo, disenteria, varicela, cólera, a uma queda de seis metros num poço e a queimadura no peito com água fervente. É verdade que trazia disso cicatrizes, arranhões, feridas e um pé meio aleijado que o fazia capengar, mas sobreviveu. Era duro como uma bactéria resistente e auto-suficiente como um carrapato colado numa árvore, que vive de uma gotinha de sangue sugada ano passado. Precisava de um mínimo de alimentação e vestimenta para o corpo. Para a alma, não precisava de nada. Calor humano, dedicação, delicadeza, amor — ou seja lá como se chamam todas as coisas que dizem que uma criança precisa — eram completamente dispensáveis para o menino Grenouille. Ou então, assim nos parece, ele as tinha tornado dispensáveis simplesmente para poder sobreviver. O grito depois do seu nascimento, o grito sob a mesa de limpar peixe, o grito com que ele se tinha feito notar e levado a mãe ao cadafalso, não fora um grito instintivo de compaixão e amor. Fora bem pesado, quase se poderia dizer um grito maduramente pensado e pesado, com que o recém-nascido se decidira contra o amor e, mesmo assim, a favor da vida. Nas circunstâncias, isto era possível sem aquilo, e, se a criança tivesse exigido ambos, então teria, sem dúvida, fenecido miseramente. Também teria podido, no entanto, escolher naquela ocasião a segunda possibilidade que lhe estava aberta, calando e legando o caminho do nascimento para a morte sem esse desvio pela vida, e assim teria poupado a si e ao mundo uma porção de desgraças. Mas, para se omitir tão humildemente, teria sido necessário um mínimo de gentileza inata, e isto Grenouille não possuía. Foi um monstro desde o começo. Ele se decidiu em favor da vida por pura teimosia e maldade.”

Perfume: The Story of a Murderer

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“Não basta que a mulher de César seja honrada, é preciso que sequer seja suspeita.”

Julio César (-100–-44 a.C.) Consul Vitalício romano/Ditador romano

versão popularizada daquela registrada em Plutarco, Vidas Paralelas, cap. X:
"eu não quero que minha mulher seja nem mesmo objeto de suspeita"

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“Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia.”

Liev Tolstói (1828–1910) escritor russo

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“Felicidade é uma saúde boa e uma memória ruim.”

Ingrid Bergman (1915–1982)

Happiness is good health and a bad memory.
Fonte: "An Uncommon Scold" ("Uma pessoa repreensiva incomum") by Abby Adams, 1989

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“O grau mais elevado da sabedoria humana é saber adaptar o seu carácter às circunstâncias e ficar interiormente calmo apesar das tempestades exteriores.”

Daniel Defoe (1660–1731) escritor inglês conhecido pela sua obra "Robinson Crusoé"

Variante: O grau mais elevado da sabedoria humana é saber adaptar o seu caráter às circunstâncias e ficar interiormente calmo apesar das tempestades exteriores.

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“Nada, exceto o mutável, pode perdurar!”

Frankenstein

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“O sol dá luz a todos.”

Sol omnibus lucet
Satyricon http://books.google.com.br/books?id=xKM-AAAAcAAJ&pg=PA609&dq=%22Sol+omnibus+lucet&lr=&as_brr=1, 100

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“A disciplina é a mãe do sucesso.”

Esquilo (-525–-456 a.C.) dramaturgo Ateniense

η πειθαρχία είναι μητέρα της επιτυχίας
Ésquilo citado em Dōdōnē - Volume 19,Partes 2-3 - Página 173, Panepistēmio Iōanninōn. Philosophikē Scholē, Panepistēmio Iōanninōn. Tmēma Historias kai Archaiologias, Panepistēmio Iōanninōn. Tmēma Philologias, Philosophikē Scholē Panepistēmiou Iōanninōn., 1990
Variante: A disciplina é a mãe do êxito.

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“O homem é o lobo do homem.”

Thomas Hobbes (1588–1679)

na obra "Memórias de um gerubal", página 91 http://books.google.com.br/books?id=pfpTDKDH0TIC&pg=PA91&dq=O+homem+%C3%A9+o+lobo+do+homem, Roberto de Mello e Souza afirma que citação é de Plauto (século III-II a.C.), na quarta cena do segundo ato da comédia "Asinaria"; citação que Hobbes utilizou na obra "Sobre o cidadão"
"Memórias de um gerubal: a história (vivida) da administração de pessoal no Brasil de 1945 ao século XXI : formação de um executivo"; Por Roberto de Mello e Souza; Publicado por Senac, 2004; ISBN 8587864416, 9788587864413
Atribuídas
Variante: O homem é lobo do homem, em guerra de todos contra todos.

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“É preferível ser o primeiro numa aldeia a ser o segundo em Roma.”

Julio César (-100–-44 a.C.) Consul Vitalício romano/Ditador romano
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“Nosso regime apóia-se em baionetas e sangue, não em eleições hipócritas.”

Francisco Franco (1892–1975) ditador espanhol

Francisco Franco, general que liderou a Guerra Civil Espanhola e se manteve no poder por 36 anos; citado em Revista Veja http://veja.abril.com.br/especiais/seculo20/vejaessa.html, Século 20